Neste blog ê possível encontrar muitas opiniões sobre a actual crise.
A maioria não é optimista e é verdade que não há muito para rir neste sentido.
Alguns economistas vão ainda mais longe e pintam quadros catastróficos, com uma Europa em ruínas.
Informação Incorrecta deseja ser realista, não catastrófica.
A crise existe, não há dúvida sobre isso. Há alguns tímidos e controversos sinais duma possível inversão de tendência, mas ainda não é possível falar de uma recuperação real, especialmente na Europa.
E o perigo de uma recaída não pertence ao passado.
Ninguém fala sobre estas coisas nos media e é normal: os políticos não desempenham um papel no qual seja possível abandonar-se ao pessimismo tão levianamente, bem pelo contrário. Políticos e industriais (uma combinação indissolúvel) também não têm interesse em representar a realidade como ela efectivamente é: imaginem um político que apareça diante das câmaras para dizer “A nossa sociedade vai à falência e num prazo relativamente curto”. Não é difícil imaginar as consequências dum tal acto.
Quantas são as probabilidades dos cenários mais tristes tornarem-se realidade?
É difícil quantificar.
Alessandro Profumo, Administrador Delegado da UniCredit (o primeiro grupo de crédito europeu), afirma que a probabilidade de saída do Euro são de 2%.
Poucos? Sim, não são muitas para boa sorte.
Mas são sempre muito mais das chances para aqueles que jogam nas várias loterias do Estado.
Quantos ficam na fila para deitar o próprio dinheiro num bilhete da lotaria?
E quantos fazem alguma coisa para proteger as próprias poupanças?
Já informar-se não seria pouco.
É um comportamento estranho, especialmente se considerarmos que:
- as possibilidades de algo acontecer são certamente mais altas agora que no passado.
- se algo vier a acontecer irá acontecer muito rapidamente (ou acham que alguém vai dar-nos tempo suficiente para retirar as nossas poupança dos bancos?)
- estamos tratando duma coisa muito delicada: as economias duma vida de trabalho, o nosso futuro, a nossa aposentadoria, o futuro dos nossos filhos.
- proteger as próprias poupanças não é simples mas tem um custo muitas vezes inferior em respeito ao não agir. Isso porque ainda vivemos na possibilidade de tomar algumas iniciativas e existe a livre circulação do dinheiro.
Pensamos em todo o tempo que gastamos na frente da televisão, ao ler um jornal inútil ou ao falar de desporto; e perguntamos-nos porque não investir o mesmo tempo (mas também metade disso já não seria mal) na protecção dos nossos bens.
Temos um contabilista de confiança? Perguntamos.
Temos um bom e independente consultor financeiro? Perguntamos.
E procuramos: nos jornais mas ainda mais na internet, onde a informação é muita. Procuramos e confrontamos.
Não existe uma solução valida para todos, cada caso é particular.
O primeiro passo já foi feito: ler Informação Incorrecta!
Não estamos aqui à espera que o pior aconteça: podem estar certos que quando a retoma surgirá (e cedo ou tarde acontecerá…esperamos) seremos entres os primeiros a espalhar a boa notícia.
Agora, simplesmente, apresentamos cenários menos agradáveis mas possíveis (para os cenários cor de rosa é só ver os noticiários oficiais).
E podemos faze-lo por estar independentes e por não ganhar nada com isso.
Não é pouco.
Ipse dixit.

