As vacinas podem modificar o nosso DNA?

Antes de mais e para evitar confusões: o seguinte não é um artigo científico peer review (submetido à revisão entre os pares). É escrito por um cientista que baseia as suas conclusões num estudo científico ainda à espera da tal avaliação por pares. É preciso realçar este aspecto para não confundir teorias especulativas (como aquela aqui relatada, embora fundamentada) e factos cientificamente provados.

Dito isso, ontem estava na cadeira do meu dentista e fizemos uma troca: sabendo que ele gosta do que faz e está sempre a par de todas as novidades no mundo da Medicina, eu teria ficado calado enquanto ele teria explicado como funcionam as vacinas mRNA e porque não podem alterar o nosso DNA. Ele manteve a promessa, eu não (nunca fico calado na cadeira dum dentista: passo o tempo a fazer perguntas e a queixar-me).

DNA, RNA, Ribossomas: percurso obrigatório

Sintetizando ao máximo: o DNA é o “código” com as instruções da vida e este código reside no núcleo das células. O RNA é o “mensageiro” que transmite as instruções do DNA para o citoplasma, o meio que envolve o núcleo: no citoplasma há os ribossomas, que são estruturas capazes de descodificar tais instruções.

Este percurso é unidireccional, isso é: sempre a partir do DNA (do núcleo) para o RNA e deste para os ribossomas (no citoplasma). Nunca pode haver o percurso inverso, do citoplasma para núcleo via RNA. Também porque, é explicado, no núcleo não há ribossomas capazes de descodificar as instruções transmitidas pelo RNA.

Isso é importante na óptica das vacinas porque, segundo a teoria, as mRNA (como a da Pfizer ou da Moderna) transmitem instruções temporárias ao nosso RNA, o qual por sua vez dá instruções às células do sistema imunitário para produzir anticorpos contra o vírus da Covid-19.

Sendo instruções “temporárias”, desaparecem depois de algum tempo e, sobretudo, não podem alterar o DNA porque, como vimos, não é possível que haja o percurso inverso (desde o RNA para o DNA). Pelo que, podemos ficar descansados: as vacinas são 100% seguras neste aspecto. Isso se a teoria da “unidireccionalidade” ficar acima de qualquer suspeita, isso é: se tivermos a certeza absoluta de que o tal percurso inverso (desde o RNA para o DNA) for impossível.

Temos esta certeza absoluta? Não.

DNA, RNA, Ribossomas: duplo sentido?

O Dr. Doug Corrigan tem um doutoramento em Bioquímica e Biologia Molecular, um mestrado em Física de Engenharia (Física do Estado Sólido) e um bacharelato em Física de Engenharia (Engenharia Eléctrica). Trabalhou com a NASA numa série de missões de microgravidade da ciência dos materiais que foram conduzidas a bordo do Vaivém Espacial, e conduziu pesquisas como Graduate Fellow com o Laboratório Nacional de Oak Ridge. Mais tarde virou-se para as ciências da vida e concentrou-se em Bioquímica e Biologia Molecular, criando também uma empresa de biotecnologia para o estudo de medicamentos para combater as formas de HIV mais resistentes. Portanto, a reter: Corrigan parece entender alguma coisa do assunto.

Em Novembro de 2020, Corrigan publicou o artigo Will an RNA Vaccine Permanently Alter My DNA? (“Uma vacina de RNA irá alterar permanentemente o meu DNA?”) no qual era apresentada a hipotese de que o percurso obrigatório DNA > RNA talvez pudesse acontecer no sentido contrário (RNA > DNA). Corrigan não afirmava que tal percurso inverso efectivamente acontecesse, mas limitava-se a realçar alguns aspectos e a recomendar que “uma vez que as vacinas RNA são uma nova forma de fornecer vacinas, deveriam ser testadas durante 5-10 anos para mostrar que a modificação genética não é uma grande preocupação”.

Num artigo publicado em Fevereiro deste ano, Corrigan volta a falar do assunto com o artigo Breaking Study Sheds More Light on Whether an RNA Vaccine Can Permanently Alter DNA (“Novo estudo faz mais luz para entender se uma vacina RNA pode alterar permanentemente o DNA”). E sim, agora há uma novidade.

Explica:

Afinal, foi-nos dito em termos inequívocos que seria impossível para o mRNA de uma vacina integrar-se no nosso DNA, simplesmente porque “o RNA não funciona dessa forma”. Bem, esta investigação actual que foi lançada não muito depois do meu artigo original mostra que sim, de facto, “o RNA funciona dessa forma”.

Pois: a coisa preocupante não é o facto do Dr. Corrigan afirmar isso, é o facto dum estudo do MIT e de Harvard afirma-lo: SARS-CoV-2 RNA reverse-transcribed and integrated into the human genome (“SARS-CoV-2 RNA transcrito inversamente e integrado no genoma humano”, Dezembro de 2020 em bioRxiv).

Este estudo mostra que os segmentos de RNA do próprio coronavírus estão muito provavelmente a alcançar o DNA humano, uma teoria em tempo considerada impossível pelas mesmas razões que são apresentadas para afirmar que uma vacina mRNA nunca conseguiria realizar tal proeza.

Contra as marés do actual dogma biológico, estes investigadores descobriram que segmentos genéticos deste vírus RNA estão mais do que provavelmente a entrar no nosso genoma. Também descobriram que o caminho exacto que tracei no meu artigo original é mais do que provavelmente o caminho utilizado (retrotransposone, e especificamente um elemento LINE-1) para esta retro-integração.

E, ao contrário do meu artigo anterior onde especulava que tal evento seria extremamente raro (principalmente porque estava a tentar moderar as expectativas de forma mais conservadora devido à falta de provas empíricas), parece que esta integração de segmentos de RNA viral no nosso DNA não é tão rara como eu tinha inicialmente especulado. É difícil para mim apostar numa percentagem sobre a probabilidade devido às limitações dos dados no papel, mas com base na frequência com que foram capazes de medir este fenómeno, tanto em placas de Petri como em pacientes Covid, a probabilidade é muito maior do que eu tinha inicialmente previsto. Com esta actual investigação, coloco agora este risco como um acontecimento mais provável do que a minha estimativa inicial.

Para ser justo, este estudo não demonstrou que o RNA das actuais vacinas está a integrar-se no nosso DNA. Contudo, mostra de forma bastante convincente que existe uma via celular através da qual fragmentos de RNA viral SARS-CoV-2 poderiam integrar-se no nosso DNA genómico. Na minha opinião, é necessária mais investigação tanto para corroborar estas descobertas como para preencher algumas das lacunas.

Pelo que a dúvida é a seguinte: se elementos do RNA do vírus conseguem integrar-se no nosso DNA de forma permanente, poderia acontecer o mesmo ao RNA modificado pelas vacinas? O estudo publicado demonstra que o dogma até ontem aceite agora deve ser revisto: este “percurso inverso” não é impossível.

O estudo MIT / Harvard demonstra o seguinte (e aqui alguns tecnicismos são inevitáveis):

  • Os segmentos de RNA viral SARS-CoV-2 podem integrar-se no DNA genómico humano.
    Esta sequência viral recentemente adquirida não é silenciosa, o que significa que estas regiões geneticamente modificadas de DNA genómico são transcritivamente activas (o DNA é convertido novamente em RNA para entregar novas instruções).
  • Segmentos do RNA viral do SARS-CoV-2 retrointegraram-se no DNA genómico humano em cultura celular. Esta retrointegração no DNA em pacientes Covid-19 está também indirectamente implícita pela detecção de transcrições de RNA quimérico em células derivadas de pacientes com Covid-19. Embora os dados RNA sugiram que a alteração genómica está a ocorrer em pacientes Covid-19, a PCR, a sequenciação de DNA ou o Southern Blot teriam de ser realizados em DNA genómico purificado de pacientes Covid-19 para provar este ponto de forma definitiva. Esta é uma lacuna que precisa de ser preenchida na investigação. Os dados in vitro nas linhas celulares humanas, no entanto, não podem ser postos em dúvida.
  • Esta retrointegração viral do RNA no DNA pode ser induzida por retrotransposições endógenas da LINE-1, que produzem uma transcriptase reversa activa (RT) que converte o RNA em DNA. Todos os humanos têm múltiplas cópias de retrotransposições LINE-1 a residir no seu genoma. A frequência da retrointegração do RNA viral no DNA está positivamente correlacionada com os níveis de expressão da LINE-1 na célula.
  • Estas retrotransposições LINE-1 podem ser activadas por infecção viral com SARS-CoV-2, ou por exposição celular a citocinas, e isto aumenta a probabilidade de retrointegração.

Traduzindo: não é uma rua de sentido único, não há apenas o percurso DNA > RNA. Pode haver o percurso inverso também: RNA > DNA. Não é certo o caminho seguido, mas é indicada uma provável maneira. Continua Corrigan:

Dito isto, estes dados podem ser utilizados para fazer uma conjectura de que o RNA presente numa vacina pode potencialmente alterar o DNA humano. Isto porque uma vacina mRNA consiste em fragmentos do RNA viral do genoma SARS-CoV-2; em particular, as vacinas actuais contra o mRNA contêm mRNA estabilizado que codifica a proteína Spike do SARS-CoV-2, que é a proteína que permite que o vírus se ligue aos receptores de superfície celular e infecte as nossas células.

Portanto, aqui entramos no âmbito das vacinas. Dados que estas transportam “pedaços” de RNA com instrucções para o nosso sistema imunitário, é possível que tais instruções não fiquem no RNA mas efectuam o percurso contrário, do RNA até o DNA? Podem as vacinas (tipo Pfizer ou Moderna) modificar de forma permanente o nosso DNA?

Uma vez que o percurso RNA > DNA pode ser demonstrado, então é lícito pensar que o RNA “sintético” introduzido com as vacinas possa, de facto, ser integrado no DNA.

Pensava-se que isto fosse quase impossível. Com base neste estudo inovador, gostaria de esperar que a afirmação altamente presunçosa de que tal cenário é impossível encontre o seu caminho para o caixote do lixo rotulado como “Coisas das quais estávamos absoluta e inequivocamente certos de que não poderiam acontecer e aconteceram”; embora suspeite que a importância deste estudo será subestimada em breve com relatórios de peritos que tentam encontrar buracos no seu trabalho.

É importante acrescentar que este artigo é uma pré-impressão que ainda não foi revisto por pares [o tal peer review, ndt]; mas já revi todos os dados, métodos e resultados, e vejo muito pouco mal nele. Há algumas lacunas que precisam de ser colmatadas […] mas consegue responder à pergunta: “pode o RNA do coronavírus utilizar as vias celulares existentes para integrar-se permanentemente no nosso DNA?”. Deste ponto de vista, o artigo é sólido como uma rocha.

Importante: como já afirmado, este estudo está ainda em fase de avaliação, não pode ser tomado como uma afirmação com carácter absoluto. No entanto, in vitro as provas parecem ser sólidas. Voltamos ao estudo MIT / Harvard, voltamos ao abstract do artigo:

Em apoio a esta hipótese, encontramos transcrições quiméricas que consistem em sequências virais fundidas a sequências celulares em conjuntos de dados publicados de células cultivadas infectadas com SRA-CoV-2 e células de doentes primários, consistentes com a transcrição de sequências virais integradas no genoma. Para corroborar experimentalmente a possibilidade de retrointegração viral, descrevemos provas de que os RNAs SARS-CoV-2 podem ser transcritos para células humanas por transcriptase reversa (RT) a partir de elementos LINE-1 ou RT HIV-1, e que estas sequências de DNA podem ser integradas no genoma celular e subsequentemente transcritas. A expressão da LINE-1 endógena humana foi induzida pela infecção por SRA-CoV-2 ou exposição a citocinas em células cultivadas, sugerindo um mecanismo molecular de retrointegração da SRA-CoV-2 nos doentes. Esta nova característica da infecção por SRA-CoV-2 pode explicar porque é que os doentes podem continuar a produzir RNA viral após a recuperação e sugere um novo aspecto da replicação do vírus RNA.

O que é uma transcrição quimérica? Não sei mas é um nome bonito, tomamos nota.

Também é importante realçar como estes investigadores não se deram ao trabalho de estudar estes mecanismos para demonstrar a bondade ou menos das vacinas: os investigadores tinham ficados intrigados com o facto de haver um número respeitável de pessoas que testam positivo para a Covid-19 com o teste PCR muito depois de a infecção ter desaparecido. Dado que também foi demonstrado que estas pessoas não foram reinfectadas, os autores procuraram responder como é possível que um teste PCR seja capaz de detectar segmentos de RNA viral quando o vírus está presumivelmente ausente do corpo de uma pessoa. Portanto, colocaram a hipótese de que, de alguma forma, os segmentos de RNA viral tivessem sido copiados no DNA e depois permanentemente integrados nele.

A ideia é simples: se o vírus não está presente, como é que pedaço de RNA viral podem ser encontrados em sujeitos não reinfectados? Lembramos quanto afirmado antes: as instruções do RNA para combater um vírus são temporárias, desaparecem num curto espaço de tempo e não são reproduzidas na ausência do vírus. Se persistem, então é porque agora o RNA viral integra as instruções produzidas pelo DNA e transportadas pelo RNA: mas isso significa que o DNA tem no seu interior uma cópia do RNA viral. O DNA foi modificado. Esta condição permitiria às células produzir continuamente pedaços de RNA viral que seriam detectados num teste PCR, mesmo que não houvesse uma infecção activa (isso é: em ausência do vírus).

Então Corrigan põe uma questão: “se o vírus pode fazer isto, então porque é que deveria importar-me se a vacina faz a mesma coisa?”. Faz sentido. Tudo o que foi explicado até aqui parece demonstrar que o RNA viral pode integrar-se no DNA. A vacina poderia fazer a mesma coisa (afinal uma vacina mRNA altera as instrucções RNA e, portanto, pode alterar o DNA tal como parece fazer o RNA do vírus), mas faz isso para combater a infecção: por qual razão preocupar-se?

Bem, primeiro vamos abordar o grande elefante na sala. Primeiro, é preciso preocupar-se porque “eles disseram-lhe que isto era impossível, calar-se e aceitar a vacina”. Estes percursos acerca dos quais tinha feito a hipótese (e que estes investigadores têm verificado com as suas experiências) não são desconhecidos aos olhos das pessoas que compreendem a biologia molecular a um nível mais profundo. Este não é um conhecimento oculto disponível apenas para os iniciados. Posso assegurar-vos que as pessoas que estão a desenvolver vacinas são pessoas que compreendem a biologia molecular a um nível muito sofisticado. Então porque não o descobriram, ou não fizeram a si próprios essa pergunta, ou fizeram experiências para descarta-la?

Em vez disso, utilizaram simplesmente uma biologia simplista e superficial como cortina de fumo para dizer que o RNA não se converte em DNA. Isto é absolutamente falso e esta falta de sinceridade foi o que me motivou a escrever o meu artigo original. Poderiam tê-lo descoberto facilmente.

Não sabiam. Nem perguntaram. Não testaram. Com certeza.

Segundo, existe uma grande diferença entre o cenário em que as pessoas, aleatória e inconscientemente, têm a sua genética modificada porque foram expostas ao coronavírus, e o cenário em que voluntariamente vacinamos biliões de pessoas dizendo-lhes que isto não está a acontecer. Não concordam com isso? Qual é a lógica de dizer: “Bem, esta coisa má pode ou não acontecer-lhe, por isso vamos remover a dúvida e garantir que aconteça a todos”? Na minha melhor estimativa, essa é uma decisão ética que deve ser tomada por vocês, não por eles.

Terceiro, o RNA da vacina é um animal diferente do que o RNA produzido pelo vírus. O RNA da vacina é concebido artificialmente. Em primeiro lugar, é concebido para permanecer nas células durante muito mais tempo do que o habitual (o RNA é naturalmente instável e degrada-se rapidamente na célula). Em segundo lugar, é concebido de modo a ser eficiente para ser traduzido em proteínas (consegue-se isto através da optimização dos códões [uma sequência de três bases nitrogenadas do RNA mensageiro, ndt]). Aumentar a estabilidade do RNA aumenta a probabilidade da sua integração no DNA; e, aumentando a eficiência da tradução, aumenta a quantidade de proteína traduzida pelo RNA se esta for incorporada no DNA numa região transcritivamente activa do genoma. Teoricamente, isto significa que quaisquer que sejam os efeitos adversos associados ao processo natural de integração do RNA viral, estes efeitos adversos poderiam ser mais frequentes e mais pronunciados com a vacina do que com o vírus natural. […]

Mais uma vez, este é um exercício teórico que estou a apresentar para consideração. Não estou a afirmar que uma vacina mRNA irá alterar permanentemente o DNA genómico, e não fiz essa afirmação no meu primeiro artigo, embora pareça que determinados sítios tornaram falaciosa a afirmação que fiz. Fiz simplesmente a pergunta, e forneci hipotéticas e plausíveis vias moleculares através das quais um tal evento poderia ocorrer. Creio que esta investigação valida que isto é pelo menos plausível, e muito provável. Merece certamente uma inspecção e testes mais rigorosos para excluir esta possibilidade, e espero que seja instituído um programa de testes rigoroso e abrangentes com o mesmo entusiasmo que empurrou a vacina através dos pontos normais de controlo de segurança.

É claro que, mesmo com esta informação, as pessoas continuam livres para vacinarem-se e fazê-lo de acordo com o equilíbrio geral dos riscos e benefícios que percebem nas suas mentes. O objectivo do meu artigo é assegurar que possam fazer essa avaliação de forma justa, possuindo conhecimento de todos os potenciais riscos e benefícios, em vez de um conjunto incompleto. Para algo tão importante como isto, não se deve tomar uma decisão no escuro.

Finalmente: quais vacinas introduzem no nosso organismo componentes alterados geneticamente? Quase todas, inclusive a recém aprovada Johnson & Johnson e a Sputnik V. A clássica vacina que introduz uma versão “desactivada” do vírus está a desaparecer. Nomeadamente:

Covid-19: As vacinas
Vacina Eficácia (1) País de origem Tecnologia
Pfizer-BioNTech 95% Alemanha e EUA RNA mensageiro
CanSino China Vector viral não-replicante
CoronaVac ou Sinovac 50,38% China Vírus SARS-CoV-2 inactivado
Covaxin Índia Vírus SARS-CoV-2 inactivado
EpiVacCorona 100% Rússia Peptídica
Johnson & Johnson 66% eficácia geral

85% prevenção

EUA Vetor viral não-replicante
Moderna 94,1% EUA RNA mensageiro
Oxford-AstraZeneca 70,4% Reino Unido Vector viral não-replicante
Sinopharm 79,3% China Vírus SARS-CoV-2 inactivado
Sputnik V  91,6% Rússia Vector viral não-replicante

(1) o valor da eficácia é aquele declarado pelo fabricante, pelo que vale o que vale (aproximadamente: zero, sobretudo considerando que em nenhum caso os estudos alcançaram a fase final, a Fase 3).

As únicas vacinas que não contêm modificações geneticas são aquelas onde é injectado o vírus desactivado. As outras (mRNA mesangeiro e Vector viral não replicante) são geneticamente modificadas.

Nas primeiras (mRNA) a vacina usa uma cópia feita pelo homem de um químico natural chamado RNA mensageiro para produzir uma resposta imunitária. A vacina transfecta moléculas de RNA sintético em células humanas. Uma vez dentro das células, a vacina RNA faz com que as células construam a proteína que normalmente seria produzida por um patógeno (como um vírus) ou por uma célula cancerosa.

Nas segundas (Vector viral não replicante) a vacina utiliza um vector viral (o adenovírus humano, o vírus do comum resfriado) fundido geneticaamente com a proteína spike do vírus SARS-CoV-2 para estimular uma resposta imunológica.

Das outras vacinas: pouco encontrei acerca da vacina peptídica enquanto aquelas com vírus desactivado são as vacinas de tipo clássico.

 

Ipse dixit.

Imagem: Forbes/Getty

15 Replies to “As vacinas podem modificar o nosso DNA?”

  1. Acredito que vai chegar um dia em que a ciência ( pelo menos aquela formada por cientistas imparciais ) terá um amplo conhecimento sobre esse vírus e suas particularidades.

    Enquanto isso não ocorre , as opiniões serão divergentes. Não acho nada de anormal nisso.

    O que assusta é saber que no afã de entregar um produto, ignoraram as opiniões levantadas por outros membros da comunidade científica e que de acordo com a matéria, não se deram nem o trabalho de verificar.

    Então, parafraseando a cantora Rita Lee:

    “..Vai vir aquela dose de cicuta que eu vou ter que engolir
    Como se fosse um suco de fruta..”

  2. Vírus modificam o nosso DNA a diario, no seu estomago há mais de 80 vírus desconhecidos ainda hoje, ingerimos alimentos transgênicos a diario, respiramos sabe deus o que diariamente.

    Sinceramente, o maior perigo dessas vacinas é o fato de que as cobaias somos nós, de resto nada novo.

  3. Nada a ver com a postagem:

    https://www.foxnews.com/politics/psakis-message-latin-american-migrants-not-time-to-come

    “Psaki também enfrentou dúvidas sobre as instalações para crianças migrantes recém-reabertas, anteriormente usadas sob a administração Trump. A instalação está sendo reativada para abrigar até 700 crianças de 13 a 17 anos, de acordo com o The Washington Post. ”

    Mas não veremos Zombiden ser chamado de Nazista, facista, blablaista por ninguém.

    Enfim, a hipocrisia.

    1. Mas , na matéria que vc mesmo indicou temos:

      “O secretário de imprensa negou comparações com as críticas de “crianças em gaiolas” ao governo Trump.”
      “Estamos em uma situação em que não vamos expulsar migrantes desacompanhados da fronteira. Isso seria desumano”, disse ela.
      “Esta é uma instalação inaugurada que seguirá o mesmo padrão de outras instalações do HHS”, continuou ela. “Não é uma replicação, certamente não é nossa intenção, replicar as políticas de imigração do governo anterior.”
      “O presidente Biden fez campanha para reverter as políticas de imigração “draconianas” do governo Trump, mas disse em dezembro que a nova Casa Branca levaria seis meses para fazer isso, a fim de evitar o desencadeamento de um aumento de “2 milhões de pessoas em nossa fronteira”.

      Então, meu caro , vamos dar ao Biden , o beneficio da duvida antes de critica-lo. Se ele mentir, será uma medida realmente draconiana, idêntica ao seu criador, Donald Trump . Não é mesmo ?

      1. Prender imigrantes ilegais em “gaiolas” nos EUA como fez o governo Trump não é nada louvável, mas lembremos que essa politica de quase tolerância zero com alguns imigrantes teve inicio no governo Clinton.
        Apenas a titulo de curiosidade, o governo Obama deportou nos 4 primeiros anos de sua administração cerca de 1,5 milhão de pessoas com recorde em 2012, 409 000. Trump em seus 4 anos de governo deportou cerca de 935 mil.
        No ano de 2020 foram cerca de 120 mil, entendo esse ano ser o mais baixo por ser ano eleitoral e ele queria fazer um agrado a determinados grupos.
        Uma coisa é o discurso, outra é a ação.
        P.S. Não gosto do Trump, mas esses são os fatos

        1. O absurdo foi separar os filhos de seus pais. Posso estar enganado, mas não lembro de ter acontecido isso em governos anteriores.

          1. Realmente, também não me lembro disso. Mas a política imigratória não é uma política democrata ou republicana, é uma política de Estado.

      2. Eu entendo a sua vontade em manter o beneficio da dúvida, mas, pela minha experiencia, a profissão dos politicos é mentir. Ou tu acha que não há maneiras melhores de manter imigrantes detidos do que gaiolas?

        “ah, mas muitos são violentos ou vem de gangues, bla bla bla” E para isto estão as prisões e o sistema judicial.

  4. “os investigadores tinham ficados intrigados com o facto de haver um número respeitável de pessoas que testam positivo para a Covid-19 com o teste PCR muito depois de a infecção ter desaparecido. Dado que também foi demonstrado que estas pessoas não foram reinfectadas, os autores procuraram responder como é possível que um teste PCR seja capaz de detectar segmentos de RNA viral quando o vírus está presumivelmente ausente do corpo de uma pessoa. (…)”

    Recentemente vi uma entrevista com o ex vice presidente da Pfizer (Mike Yeadon) e ele é um dos que indica que o PCR não deveria ser usado.

    Na entrevista diz que a pessoa tendo sido infetada e o seu organismo combatido o vírus, o PCR irá detetar os resquícios do RNA do virus e dar positivo na mesma.

    Aqui neste video, após os 13minutos:
    https://www.kla.tv/index.php?a=showlanguage&lang=en&id=18224&date=2021-03-01

  5. Mania que esta gente de laboratório tem de fabricar coisas transgênicas. Enfim…
    Assisti um desses documentários da RT. Poderia ser da DW, da BBC, e a situação é sempre a mesma: coisas essenciais não são abordadas.
    Trata-se de efeitos colaterais em pessoas que foram tratadas de Covid, se salvaram, mas olha só o estado delas: o cabelo caiu (todinho), a memória foi-se (dependem de anotações diárias até para as coisas corriqueiras), cansaço, desânimo, problemas de cartilagens e musculares que impedem a caminhada normal. Pensei: uai, até parece eu! Mas eu não tive o tal Covid
    Já seria digno de atenção se acometesse meia dúzia de pessoas, mas não. São 100000. Isso tornou-se sabido porque uma vítima buscou na internet formar um grupo de discussão a respeito…e apareceram 10000 (no interior dos states).
    Talvez isto seja mais ou menos frequente porque fui visitar a clínica de tratamento capitar para fazer aplicação contra queda de cabelo e aí encontrei um alegre mancebo a contar que estava fazendo implante porque depois do Covid seu cabelo sumiu. Casualidade? Feliz do mancebo que pode pagar os custos dessa cirurgia de implante.
    Nos protagonistas do documentário ninguém informou sobre o tratamento a que foram submetidos. Teriam alguma suscetibilidade particular em comum? O tratamento teria sido de alguma forma diferente?
    Esse pessoal na maioria estão obesos, e consomem um número espantoso de comprimidos diários a guisa de tratamento.
    Vejam só , isso é que é negócio. As farmacêuticas ganham antes, durante e depois.

  6. Como astrólogo eu prevejo a que da população humana nos próximos anos em todos os países. A vacina não precisa modificar DNA, a vacina só precisa parar a reprodução humana por uns anos e estará tudo resolvido, está feito o grande reset, tudo com um vírus que nem existe.

    1. Pô Ivan, como assim um vírus que não existe? Claro que existe.
      Outra coisa, não precisa da astrologia pra prever o decréscimo populacional não, aqui mesmo no blog a uns dias foi postado um artigo cheio de estudos sérios sobre o assunto da fertilidade global.

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