EUA: os custos da Guerra ao Terror

Um estudo realizado por investigadores do Instituto Watson da Universidade de Brown (EUA) revela que, só nos últimos três anos, as forças norte-americanas participaram em acções militares em cerca de 85 Países.

O relatório, publicado na passada Quinta-feira pelo diário USA Today, revela também que nas ofensivas militares americanas após o 11 de Setembro de 2001, um total de 335.745 civis, 259.783 milicianos, 177.073 militares americanos, 12.468 soldados aliados e 7.104 polícias foram mortos.

Imagem: elaborada de US Today

Da mesma forma, a investigadora Stephanie Savell, num estudo para o projecto Costs of War da mesma universidade, revela o incrível custo humano que as invasões militares americanas tiveram em todo o mundo, matando centenas de milhares de pessoas e deslocando 37 milhões.

Imagem: US Today

Estas invasões militares, que começaram com o Afeganistão e o Iraque na viragem do milénio, custaram aos contribuintes norte-americanos cerca de 6.4 triliões de Dólares.

Imagem: US Today

De acordo com dados oferecidos pelo Departamento de Defesa dos EUA e também por peritos independentes, até ao final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos tinham menos de 80 bases militares no estrangeiro: número que subiu agora para 800.

Imagem: US Today

Sendo uma pesquisa Made in USA, algo não bate certo. Os mortos civis só no Iraque, por exemplo, são superiores em muito. E para ser uma conta completa deveriam ser incluídos os custos relativos aos grupos terroristas financiados por Washington, como Al-Qaeda na Síria. Mas já estes dados fornecem uma ideia.

Como consolação: desde 2001 temos um mundo melhor. De certeza que todos os Leitores concordam.

 

Ipse dixit.

6 Replies to “EUA: os custos da Guerra ao Terror”

  1. Venho aqui manifestar a minha concordância com o facto de desde 2001 termos um mundo melhor, aliás muito melhor.
    E, desde 2020 o salto qualitativo é enorme, com previsões para melhorar ainda mais nos próximos tempos.

  2. E de acordo com a matéria do link informado:

    “Na verdade, o mapa demonstra que as operações de contraterrorismo se tornaram mais difundidas nos últimos anos.”

    O Trump não era o pacificador ? Segundo alguns comentaristas ?

  3. Olá vizinho Sergio: Nas circunstâncias descritas no artigo acima, um presidente norte americano que atravessa 4 anos de mandato sem invadir nenhum país com exército, marinha, força aérea ou drones assassinos ( os preferidos do premio nobel da paz), que não promove nenhuma nova guerra, que ao contrário, acaba com bases militares no exterior e trás de volta à casa soldados disponíveis para ataques, tu chamarias de que?
    Pensas, com certeza, que eu sou fã do Trump? Já vou te avisando que estás muito enganado.
    Eu seria sua fã se, ao invés de realçar os mitos daquele povo ( muito, mas muito ignorante ) de nação excepcional, de partido democrático “comunista”, e tudo que reside na mentalidade yanque, ele usasse seus poderes de líder popular, sua capacidade de sedução das massas, seu talento teatral, para abrir a cabeça da sua gente,
    Para mostrar que o tal partido democrático é o mais capitalista, totalitário e anti democrático que qualquer outra corrupção política das elites que viceja naquele território.
    Que ele tentasse fazer política democrática popular (não política das elites menos corruptas, suas correligionárias, e a favor delas).
    Que ao invés de condenar a aproximação intelectual do país à China, condenasse a estupidez reinante nas famosas universidades yanques, e tentasse desenvolver na intelectualidade um senso de responsabilidade política e inteligência para modificar o senso comum da sua gente, incluindo a maioria dos seus especialistas e intelectuais. Que pusesse o tal “comunismo” no lugar dele ( uma bela utopia, nunca historicamente alcançada), mas usado para alimentar o ódio e a separação.
    Eu poderia encher quilômetros de espaço para comentário, mas não sou tão convencida das minhas convicções.
    Acho que isso já dá para entenderes meu posicionamento.

    1. Maria, concordo com tudo que vc falou, exceto pelo fato dele ter mantido a prática das incursões em outros países , não o diferenciar dos demais.
      Acho que ele não invadiu novos países por falta de oportunidade ou tempo ( ficou só 4 anos ) , no entanto interferiu no governo da Venezuela e na deposição do Evo na Bolívia.

      Abraço.

  4. E de onde vem tanta grana ? Impor a paz no mundo dá retorno financeiro, mas tanto lucro assim ? e nem assim a população mundial diminuiu ? quem paga essa conta?

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