O terrível vírus, sempre ele…

“Imunidade de grupo” ou “efeito rebanho” segundo Wikipedia versão portuguesa:

expressões usadas na infectologia que fazem referência aos benefícios da aplicação de vacinas recebidos por pessoas que não as tomaram. O efeito acontece de modo indireto. Indivíduos que recebem vacinas com vírus atenuados se transformam em vetores desses parasitas. Como essas vacinas são produzidas a partir de partículas enfraquecidas, a resposta imunológica da pessoa afetada é mais eficaz. A transmissão dos vírus atenuados pode ser feita por via oral e fecal. Além disso, ao reduzir o número de doentes, reduz a chance de transmissão de seus agentes causadores, beneficiando indiretamente toda uma comunidade, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacinação.

Quanto maior o nível de cobertura de uma vacina numa determinada comunidade, maior é a idade média do primeiro contato com o respectivo agente infeccioso. Isso favorece o controle da doença, pois o adiamento de infecções faz com que elas apareçam mais em adultos, fase da vida em que há maior capacidade de resposta imunológica. Por outro lado, pode causar um aumento de epidemias nessa faixa etária.

Qual a percentagem de uma população necessita de estar imune para se atingir a imunidade de grupo? Varia de doença para doença, quanto mais contagiosa for maio a percentagem de população necessita de estar imune para parar a sua propagação. Por exemplo, o sarampo é uma doença altamente contagiosa. É necessário que cerca de 94% da população seja imune para interromper a cadeia de transmissão.

Mas os meus parabéns! Então isso significa que só com as vacinas é possível alcançar a imunidade de grupo. Nada de vacinas? Nada de imunidade de grupo, muito simples. Na Wikipedia nunca devem ter ouvido falar de “imunidade natural”, “adquirida” ou de William Farr, possivelmente o primeiro epidemiologista a tratar do assunto em 1840 (de facto a página “Wiliam Farr” nem existe em versão portuguesa).

O Dr. Fauci e o Bingo

Seja como for: outro que tem uma ideia esquisita acerca do assunto é o simpático Dr. Anthony Fauci o qual, partindo da ideia que só a vacina pode conferir a tal imunidade de grupo (Fauci deve ser um ávido leitor da Wikipedia portuguesa), pensou bem variar as suas estimativas acerca de quantos cidadãos deveriam ser vacinados para derrotar a terrível “pandemia”.

No início da catástrofe, Fauci disse repetidamente que era necessária uma imunidade de 60-70% para conseguir a imunidade de grupo. Contudo, pouco depois, a estimativa de Fauci aumentou para 70-75% e, mais recentemente, falou de 75, 80, 85 %. Uma espécie de Bingo.

Quando questionado sobre as diferenças de opinião, Fauci disse essencialmente que mentiu para fins políticos por causa dos cépticos da vacina. Fauci reconheceu que alterou de forma lenta mas deliberada as metas, em parte com base nas novidades científicas e em parte porque o instinto dele disse-lhe que o País está finalmente pronto para ouvir o que ele realmente pensava.

Porque é complicado ouvi-lo, mas a verdade é que pode ser necessário quase 90% de vacinados para travar o vírus.

Quando as sondagens diziam que apenas cerca de metade dos americanos teriam tomado a vacina, eu dizia que a imunidade de grupo exigiria 70-75%. Então, quando as sondagens mais recentes disseram que 60% ou mais a tomariam, eu pensei, “Posso aumentar um pouco o número”, por isso fui até 80, 85%.

Mas afinal, qual o patamar certo?

Temos de ser um pouco humildes, não sabemos realmente qual é o número real. Penso estar algures entre 70 e 90 por cento.

“Algures”? Vacinar 220 ou 290 milhões de americanos é praticamente o mesmo. Esta sim que é Ciência.

O Dr. Palú e a Antárctica

Entretanto, o recém-nomeado Presidente da Agência Italiana de Medicamentos (AIFA, a Infarmed italiana), Dr Giorgio Palù, professor de Microbiologia e Virologia e antigo director do Departamento de Medicina Molecular da Universidade de Pádua, falou na conferência de imprensa diária do governador do Veneto Luca Zaia, deixando algumas palavras bastante fortes acerca da “pandemia”.

Posso dizer isto, porque estudo vírus há 50 anos, este é um vírus que tem uma baixa letalidade… Este vírus sofre mutações mas tem uma baixa letalidade. Não conheço nenhum vírus que não se tenha adaptado ao hospedeiro. Dou-vos um exemplo, o vírus MERS tinha uma taxa de letalidade de 37%, o vírus SRA tinha uma taxa de letalidade de 10%: desapareceram. O Ébola com uma letalidade inicial no Sudão e no Zaire, nas duas variantes, de 90% ou 85%… durou um ano e desapareceu. Os vírus letais matam o hospedeiro e assim o vírus que é um parasita obrigatório elimina-se a si próprio: não é do interesse evolutivo. […] Este é um vírus com uma baixa letalidade, que se situa entre 0.25% e 0.50%, por isso é um vírus que podemos comparar com os que encontrarmos na gripe, como os vírus pandémicos da gripe”.

O Dr. Palù afirma também que “os testes [rápidos, ndt] não são fiáveis… mas nem sequer a PCR [o processo de amplificação molecular, ndt] é fiável, nunca ninguém a validou”.

Nasceu um teste sem um golden-standard, foi feito ex post ….

E a variante inglesa?

Esqueçam…

Esperem, deixe-me pegar na bola de cristal. Vejo…vejo…vejo no futuro do Dr. Palú uma transferência. Vejo neve, muita neve… e gelo. E vejo uma palavra: Enigma, com um lago por perto…Enigma Lake: tal como o nome a base científica italiana na Antárctica. Não sei porque mas a bola diz “Palú, transferência, Antárctica”. Não sei o que possa significar…

 

Ipse dixit.

8 Replies to “O terrível vírus, sempre ele…”

  1. Absolutamente sim, mas é um vídeo em italiano. O artigo original é este:

    http://www.renovatio21.com/il-presidente-aifa-il-virus-ha-bassa-letalita-il-test-pcr-non-era-affidabile/

    e o vídeo está embutido.

    Há também um vídeo mais longo no youtube (trata-se duma conferencia de imprensa no qual o Dr. Palú faz só uma intervenção): achei muito interessante e se calhar vou traduzi-lo porque é aí que fala da “variante inglesa” explicando como esta não seja nem a primeira mutação nem algo perigoso. Aliás, amanhã vou traduzir tudo, ponto final (espero só encontrar de novo o vídeo!).

    Obrigado por ter perguntado pois tinha-me esquecido de pôr o link no artigo 🙂

  2. Siga a banda… Tou pagando para ver os cretinos e covidiotas deste mundo desmontarem esta “teoria da conspiração”…
    Video: *ttps://www.bitchute.com/video/yV3ywlu2bYvo/
    Doc (já saquei o pdf):
    *ttps://www.centerforhealthsecurity.org/our-work/Center-projects/completed-projects/spars-pandemic-scenario.html
    Artigo:
    *ttps://humansarefree.com/2020/12/spars-pandemic-2025-2028-simulation-2017-coronavirus-plandemic-covid-19.html

    1. Estupido firewall… antes atira os comentários para o “Spam”, depois são promovidos a “Pendentes” e só depois posso aprova-los e são publicados.

      O problema é que Vocês não têm ideia da quantidade de verdadeiro Spam que chega: na maioria são testemunhos de pessoas que encontraram curas milagrosas com a ajuda do Doutor X ou Mestre Y…

      E há pouco começo outra série: escrevem supostas mulheres que, em inglês, dizem adorar Informação Incorrecta com frases do tipo “É como se tivesses lido a minha mente! Parece saber muito sobre isto, como se tivesse escrito um livro ou algo parecido. Pensava o que poderias fazer com algumas fotos para levar a mensagem nas casas, mas em vez disso, este é um excelente blogue. Uma excelente leitura. Certamente estarei de volta”.

      Parabéns genéricos que não dizem nada: ainda não percebi o que querem.

      Boas notícias: pararam os nigerianos que queriam que eu me tornasse rico com os poços de petróleo, era só mandar-lhes um dinheirinho e o investimento era 100% seguro. Pena, perdi uma oportunidade.

      Bom, para já Spam verdadeiro eliminado e legítimos comentários publicados. Peço desculpa pelo incómodo.

  3. ok… agradecimentos à gerência pela paciência 🙂
    Na busca de dados/info já deram pela falta de documentos e/ou a mensagem “xpto 404”?
    Pois há uma possível solução… *ttps://archive.org/
    Pró Firefox há uma extensão… *ttps://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/wayback-machine_new/
    Cá por casa tem dado jeito para arranjar certos documentos que misteriosamente desapareceram dos sites.

  4. Olha, Max, ser transferido para a Antártida ainda é uma boa opção.
    Recentemente assisti um vídeo (parecia sério) onde o autor enumerava, com nome e localização, não um, mas vários médicos e epidemiologistas que perderam a vida sem mais nem menos, por tiro, acidente de trânsito, mil e um motivos estranhos.
    Infelizmente não guardo estas coisas, leio e passo adiante, pois seria um belo complemento para tua bola de cristal.
    As pessoas comuns começam a ter dúvidas, alguns médicos (as) também. Está começando a ficar difícil manter todas as ovelhas dentro do alambrado.
    Recentemente pessoa próxima a mim foi acometida de fortes dores de cabeça, cansaço absurdo, enfim desenhava-se o quadro da “pandemia”. Ela precisava uma receita de antibiótico (só autorizada a compra por médicos) e acabou indo ao serviço de emergência de um hospital. Foi sujeitada ao “teste”, que naturalmente deu positivo. Surpreendentemente a médica que a atendeu não fê-la passar pelo controle sanitário, que no mínimo a faria entrar em quarentena, e medicou-a com anti inflamatórios, mandou-a para casa com advertência de repouso, e retorno, caso a gripe não cedesse. Ela ficou bem em 4 dias.
    Eu não correria o risco que ela correu, mas me deu uma ideia que nem todo médico (a) está hipnotizado (a) pelas regras gerais.

Obrigado por participar na discussão!

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