Estúpidas marionetas hipócritas e sem cérebro.

George Floyd foi enterrado num caixão com as letras BLM, acrónimo de Black Lives Matter (as “Vidas dos Pretos Importam”).

Não, não é verdade: as vidas dos pretos não importam. Como não importam as vidas de muitas outras minorias. Mas o que podem saber disso os que vivem de forma cómoda aqui no Ocidente, na frente dos seus smartphone? O que podem perceber? Sabem por qual razão estão na rua a manifestar? Porque “é contra o racismo”? Qual racismo? O racismo dos polícias americanos?

E o nosso racismo? Porque nós somos racistas, e muito mais do que a policia dos Estados Unidos. O nosso é o racismo de quem vive bem e não quer saber do sofrimento dos outros. Não é um racismo contra a cor, é o racismo da indiferença e da conveniência. O que consegue ser ainda pior.

Milhares de pessoas a encher as praças de várias cidades no mundo, juntos contra o “racismo”. Cambada de hipócritas ignorantes. Querem o racismo? O verdadeiro racismo? Aqui está:

  • Guerra Civil da Somália: desde 1991, 500.000 mortos, 1.000.000 refugiados;
  • Guerra Civil da Líbia: desde 2011, 20.000 mortos, 1.000.000 refugiados;
  • Guerra Civil da Síria: desde 2011, 500.000 mortos, 6.700.000 refugiados;
  • Guerra Civil do Sudão: desde 2011, 385.000 mortos, 1.500.000 refugiados;
  • Guerra Civil do Myanmar: desde 2016, 25.000 mortos, 1.300.000 refugiados;

Estas são tragédias ainda em curso, os números são por defeito e a lista não é de todo completa, há outros casos. Não vejo manifestantes que apelam ao fim da guerra na Somália ou na Líbia: porquê será? Onde estão as bandeiras, onde os cartazes? Um preto morto (?) por um colega de trabalho merece milhões de pessoas nas ruas, milhões de pessoas mortas ou obrigadas a abandonar as suas casas e a sofrer fome e abusos não merecem alguém na rua?

Estúpidas marionetas, hipócritas, sem cérebro e sem dignidade.

 

Ipse dixit.

11 Replies to “Estúpidas marionetas hipócritas e sem cérebro.”

  1. Para usar um termo atual brasileiro : “Manifantoches”.

    Infelizmente, caro blogueiro, o ser humano ainda precisa de algum estímulo para libertá-lo de sua letargia.
    A mídia ofereceu-lhes um prato cheio com cores cintilantes.
    As guerras continuaram esquecidas, pois já se tornaram banais.

    Embora o hipocrisia cresça como mato, menos mal que os protestos ocorram.
    Melhor que nada.

    Abraço

  2. É curioso que esses elementos que integram as manifestações «contra» o racismo, ocorridas em consequência do assassinato do cidadão Norte-Americano, George Floyd, nunca se indignaram nem saíram às ruas contra o racismo, genocídio e guerra que ocorre na República do Iémen (RI) levados a cabo pelo regime da Inglaterra e o Reino da Arábia Saudita, contando já com 112 000 mortos e 3 154 572 refugiados.

  3. Se não se revoltam, são ovelhas resignadas a caminho do matadouro, se se revoltam são estúpidos , sem cérebro e sem dignidade, muitos revoltosos são apenas criminosos e outros simples atrasados mentais como aqueles que em Portugal erguiam cartazes de ” Policia bom é policia morto” mas a maioria apenas se manifesta pacificamente e por isso merecem respeito, e repito, quem se manifesta pacificamente, merece respeito!
    É pouco ? Sim, mas é melhor que nada, melhor que continuar na apatia.
    Pegando na resposta do artigo anterior poderíamos acrescentar a esta lista :

    Guerra da Chechénia : desde 1999 a 2002 , 25.000 civis mortos, 150.000 refugiados
    Muito importante não só pelo nível de atrocidades praticado em Grozni como por ter sido um marco na consolidação do poder de Vladimir I, claro que já terminou e agora os Tchechenos estão alegremente incorporados na tal basicamente democracia representativa …

  4. É o umbigo, é o umbigo, vai te engolir, narcisista ele é…
    Eu sei, eu sei que o tema é sério. Tou a gozar é com a psique do macaco-humano ok.
    Tenho alguma dificuldade em apelidar de “guerra civil”, alguns dos casos mencionados.
    Considero a guerra do Yémen, o supremo exemplo da degeneração mental e moral das sociedades ocidentais. Uma psicose coletiva de negação da realidade, para acomodação do ego existencial.

  5. Raça mais não é que o clássico “Dividir para Conquistar”. Direita/Esquerda. Capitalista/Comunista, Pró/Contra, 1% e 99%, e por ai vai.
    Somos todos de uma só espécie, a Humana (que disso já pouco tem), e não existe distinção por uns simples traços fisiológicos que remotam às origens humanas. Traços esses distintos pela adaptação do ser ao ambiente. Podemos chamar aos norticos de olhos azuis e cabelos loiros e pele mais branca de raça por ter traços adaptivos à pouca exposição solar, ou os índios? Com todas as migrações, tudo é baralhado, onde está a raça? Raças mistas? E as Etnias? Tudo serve para separar.

  6. Investiguem a história e verão que hipocrisia e racismo são subprodutos comportamentais que estão na gênese das civitas, ordenada por minorias sequiosas por dominar e explorar maiorias.

  7. Olá Max: várias vezes tenho aqui solicitado uma investigação de II sobre a questão refugiados, deslocamentos forçados. E não apenas pela guerra, mas pela escassez provocada, pela fome, pelas perseguições políticas, étnicas e religiosas. Considero este um tema central da estratégia genocida de poucos contra muitos.
    O desenraizamento cultural é a chaga que provoca a homogeneização do comportamento dos humanos, de acordo com quem manda mais. Se provoca o racismo, acredito que sim. Ainda lembro dos comentários dos taxistas portugueses, em algumas das minhas idas a Portugal, contra ciganos, muçulmanos e outros diferentes pobres vivendo em bairros distantes de Lisboa.
    Pior até é quando o racismo atravessa um mesmo país, um mesmo povo, como no meu país, onde a branquitude e os olhos claros já coloca o indivíduo em um patamar mais alto, onde quase tudo hierarquiza os seres humanos: se é descendente dos colonizadores, se estudou, onde estudou, se é bem falante, mas acima de tudo se tem ou aparenta ter dinheiro, posses e poder. É assim que artistas negros vão ficando brancos, que juízes negros, já quase são brancos, que uma família negra na presidência dos EUA vira bronzeada. Que uma família negra, próxima de mim, só casa com branco, bem branco, para “branquear” a raça. Porque? Porque convém, facilita a vida.
    Passou o tempo daquele racismo “puro”, eugenista. Hoje eu já não sei se o preconceito racista já não é tão somente o ódio que as mais aquinhoados tem dos pobres, e os próprios pobres deles mesmos. Toda gama de refugiados de guerra são ou ficaram pobres, os demais também. Quando foi que um bem vivente foi mal aceito, quando se muda?
    Enfim, Max, um assunto com mil vertentes para serem estudadas por aqui seria muito bom.

    1. Sim, Maria. Temos o preconceito social no nosso país, muito mais escancarado do que o racial.

      Ele discrimina o povo nordestino, os moradores das favelas ( o nome é favela, sim . O termo “comunidade” é mais uma forma de disfarçar o preconceito ), os descendentes indígenas, os adeptos de religiões afros, etc..

      Na musica “Haiti” , Caetano Veloso não poderia ser mais feliz ao descrever essa relação:

      (…)
      “Mas presos são quase todos pretos
      Ou quase pretos
      Ou quase brancos quase pretos de tão pobres
      E pobres são como podres
      E todos sabem como se tratam os pretos”
      (…)

      Abraço.

  8. Na verdade quem manda é o dinheiro, no final tudo se resume a isso, pobres são ávidos de dinheiro e fazem qualquer manifestação por ele, pesam contra qualquer governo a mando de uns poucos “iluminados”, por aqui no Brasil o povo tem muito (já mencionado acima) preconceito social, claro com razão, coisa rara é ver um pobre com alguma educação; Guerras também são feitas somente por causa do dinheiro, a indústria bélica vive das guerras, dinheiro, vidas de pessoas não importam tanto, afinal numa população de 7 bilhões, qual iluminado vai se importar com a vida de alguns milhares? talvez os Rockefeller, quem sabe?

Obrigado por participar na discussão!

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