Coronavirus: o estudo do Lancet e a hidrocloroquina

Acelerar. Temos que acelerar pois o efeito pânico está a arrefecer. Não que haja o risco que desapareça, isso não, mas o plano para impingir a vacina precisa dum nível de tensão (e de medo) elevado. E temos que dizer a verdade: o Coronavirus não está a colaborar.

Esperemos que não desapareça…

Adrian Hill, Director do Jenner Institute da Universidade inglesa de Oxford:

A vacina tem de funcionar e essa é uma questão, e a outra é que, mesmo que funcione, temos de ser capazes de o demonstrar. Temos de correr o mais depressa possível antes que a doença desapareça, para podermos demonstrar que a vacina é eficaz. É uma corrida contra o desaparecimento do vírus, e contra o tempo.

Faz todo o sentido: o Coronavirus está a desaparecer demasiado rapidamente. Uma pandemia tão perigosa que não se encontram infectados. É preciso que abrande, que fique ainda um pouco, assim podemos preparar uma vacina contra uma doença que está a desaparecer sozinha. O risco? Que a doença desapareça antes da vacina estar pronta. Estúpido vírus.

Biliões de pessoas que já não precisam da vacina. Um oceano de dinheiro, lucros astronómicos: tudo desaparecido. E Adrian Hill, como bom pesquisador, é sensível a este discurso: associou-se à farmacêutica AstraZeneca (2.924 biliões de Dólares de receitas em 2019) para desenvolver a vacina. Décadas passadas fechado num laboratório entre tubos de ensaios e reagentes: e agora, quando finalmente a riqueza já batia à porta, o risco concreto é que o simpático Adrian tenha que continuar no mesmo lugar até a reforma. Estúpido, estúpido vírus.

Estamos na posição bizarra de querer que o Covid fique, pelo menos por algum tempo.

“Bizarra”? Não, não é este o termo mais indicado, talvez “nojenta” seja o mais apropriado. Imaginem se alguém dissesse “esperemos que o cancro não desapareça antes de encontrarmos a cura”. Mas a coisa mais arrepiante, como sempre diante de uma manifestação de insanidade mental, e que nenhum dos diários que relatam a notícia realça o absurdo: tratam estas declarações com uma seriedade mortal.

O horrível estudo do Lancet

Dum “especialista” para outro. O Director da OMS, o simpático e nunca suficientemente elogiado Tedros Adhanom Ghebreyesus, convocou uma conferência de imprensa (virtual, para profilaxia contra a pandemia, aquela que, queixam-se em Oxford, desaparece demasiado rapidamente) para comunicar o seguinte: a organização suspendeu “temporariamente”, como medida de precaução, os ensaios clínicos sobre o uso de hidroxicloroquina, ensaios em curso em vários Países, manifestando preocupação pela segurança. E eis a razão:

A decisão segue-se à publicação na Sexta-feira passada na revista Lancet de um estudo segundo o qual o uso de cloroquina e seus derivados, como a hidroxicloroquina, no tratamento da Covid-19 é ineficaz quando não é prejudicial.

O risco? Morte súbita. Do Director da OMS? Não, dos pacientes.

E é verdade: The Lancet publicou um estudo sobre a ineficácia, ou mesmo perigosidade, da cloroquina. The Lancet, meus senhores, não a Gazeta de Pinheiro Seco de Cima, mas a conceituada revista médica fundada em 1823 d.C.. E vamos ver este estudo publicado pelo The Lancet, redigido por três cardiologistas e um homem de negócios fundador duma empresa (a Surgisphere Corporation, do Michigan, EUA) que lucra com a pandemia de Covid-19.

Didier Raoult, Director do Instituto Hospitalar Universitário de Doenças Infecciosas de Marselha:

Relativamente ao artigo da Lancet: não é possível ter uma tal homogeneidade entre pacientes de 5 continentes diferentes. Há manipulação prévia, não mencionada nos materiais e métodos, ou estes dados são enviesados. […] Porque é que alguns dados a favor da hidroxicloroquina, apresentados na versão pré-impressa, foram eliminados no artigo publicado?

Uma investigação manipulada? Não brinquemos com estas coisas.

É verdade que um dos pesquisadores, o Dr. Sapan S. Desai, é o fundador da Surgisphere Corporation. É verdade que o segundo pesquisador, o Prof. Mandeep R. Mehra, é pago pelas empresas farmacêuticas Abbott, Medtronic, Janssen, Mesoblast, Portola, Bayer, Baim Institute for Clinical Research, NupulseCV, FineHeart, Leviticus, Roivant, e Triple Gene. É verdade que o terceiro pesquisador, o Prof. Frank Ruschitzka, foi pago pelo tempo gasto como membro do comité para ensaios clínicos, conselhos consultivos, outras formas de consultoria, palestras e apresentações. Mas estes são pormenores, os problemas são outros.

Os pesquisadores afirmam ter visitado “96.032 pacientes de 671 hospitais em 6 continentes”, o que da aproximadamente 24.000 pacientes visitados por cada pesquisador (!!!). Destas visitas, 70% estavam relacionadas com pacientes americanos: e como explica o Dr. Steve Phillips, do qual é possível ler a discussão crítica do estudo, “ao contrário do que acontece na Europa e na Ásia, o tratamento precoce da Covid-19 com hidroxicloroquina não entrou em uso nos EUA. É administrada apenas aos pacientes mais graves no hospital”. Ou seja, ao contrário do protocolo não oficial, mas agora recomendado e reconhecido, segundo o qual a cloroquina deve ser subministrada nas fases iniciais para evitar a hospitalização, os quatros pesquisadores visitaram 96.032 pacientes com pulmões já devastados por micro-embolias, situação em que, obviamente, o medicamento não tem qualquer utilidade.

Não acaso, hoje 50% dos médicos americanos adoptam o que chamam de Protocolo Raoult (do especialista de Marselha): hidroxicloroquina utilizada nos primeiros sintomas, associada à azitromicina (um antibiótico), ao sulfato de zinco (que tem um efeito sinérgico) e, quando necessário, à heparina (anticoagulante) para prevenir a trombose. Desta forma, os pacientes não apenas não morreram mas estão bem vivos e em saúde. Mas, não tendo sido hospitalizados, não existem segundo o estudo do The Lancet.

Óbitos em Italia e Reino Unido (onde a hidrocloroquina não foi adoptada)

Mais: lembramos que a cloroquina é prescrita há 60 anos, literalmente a centenas de milhões de seres humanos e durante períodos de tempo muito longos, porque é o tratamento de eleição para duas doenças crónicas muito comuns, a artrite reumatóide e o lúpus eritematoso. Portanto, os seus efeitos secundários são bem conhecidos, geridos sem problemas pelos médicos e, ao contrário do que os meios de comunicação social terroristas escrevem, substancialmente inexistentes quando o tratamento é prescrito correctamente e o controlo médico adequado.

Só nos Estados Unidos em 2017, muito antes do aparecimento da Peste Negra Covid-19, o velho medicamento foi receitado mais de 5 milhões de vezes, essencialmente para as duas doenças crónicas mencionadas; era o 128º medicamento mais receitado nos EUA. Em França, a Agência Nacional para a Segurança dos Medicamentos (ANSM) registou que, entre 2017 e 2019, dos 4 milhões de prescrições de Plaquenil (o nome comercial), foram registadas duas mortes, uma das quais relacionada com uma pessoa que tomava seis substâncias psicotrópicas para além da hidroxicloroquina.

Mas o pior é que o próprio The Lancet publicou, em Novembro de 2003, um estudo que atesta a eficácia da cloroquina contra as doenças virais. O título já diz muito: Effects of chloroquine on viral infections: an old drug against today’s diseases (“Efeitos da cloroquina nas infecções virais: um medicamento antigo contra as doenças de hoje”).

Trata-se dum estudo realizado no hospital Sacro Cuore de Roma pela equipa dirigida pelo virologista Andrea Savarino, que na altura indicou a sua utilidade contra o HIV. E não só isso, o estudo descreveu o seu mecanismo de acção: em suma, sabemos “porquê” a cloroquina funciona, na ausência de novos e eficazes medicamentos antivírus.

Mas porquê?

Dúvida: mas por que razão o The Lancet pôs em risco o seu histórico prestígio com um estudo manipulado, redigido com a clara intenção de favorecer as casas farmacêuticas empenhadas na desesperada pesquisa duma inútil vacina?

Resposta: dinheiro. A hidrocloroquina é muito barata, a vacina é bem mais cara. O sistema conta com os políticos, os meios de comunicação social e os governos para induzi-los a proibir o velho medicamento por lei, antes que a epidemia desapareça e que a necessidade da vacina seja anulada.

Dinheiro e desespero. E têm boas razões para isso: devastaram a economia mundial, bloqueando e fechando biliões de pessoas saudáveis, jovens e activas, numa quarentena inútil porque a Covid-19 deve ser considerada uma doença geriátrica como afirma o Dr. Paolo Gulisano (do qual as televisões ficam bem afastadas). O risco é que mais cedo ou mais tarde alguém apresente a conta. Uma vacina, pelo contrário, resolveria os problemas: ficamos tratados porque fomos vacinados, e isso justificaria os delírios e as cumplicidades também de todos os órgãos de informação, os mesmos que agora dão importância à embaraçosa publicação do The Lancet, com uma fúria ideológica, o desejo de atingir um alvo.

A solução não pode e não tem que residir num medicamento barato que está connosco há 60 anos. Seria o fracasso da Sagrada Ciência, empenhada na procura de fantasiosas (e perigosas) vacinas de segunda ou terceira geração enquanto a solução está já aqui, debaixo dos olhos de todos.

 

Ipse dixit.

5 Replies to “Coronavirus: o estudo do Lancet e a hidrocloroquina”

  1. Realmente é muto estranho. Estava lendo o depoimento para a Folha, do médico Bruco Coelho de Alagoas . Ele trata diretamente os pacientes afetados pelo vírus em um hospital na cidade de Maceio. Veja um trecho que parece revelador:

    “SEM CLOROQUINA
    Em relação à hidroxicloroquina, nós chegamos a utilizar no início, mas à medida que os estudos começaram a sair e não mostraram benefício, começamos a descontinuá-la e retiramos de nosso protocolo”

    Retirou do protocolo baseado no resultado dos estudos ?

    Então, não se baseou no resultado da aplicação em seus próprios pacientes ?

  2. Estamos perante uma fraude global que não se justificaria, mesmo envolvendo bilhões em vacinas, sem que não houvesse outros fatores gigantescos em jogo. Ontem, estive numa clínica médica particular, onde o espaço estava lotado. Aliás, clínicas e consultórios médicos não tem a mínima cobertura midiática qto ao cumprimento das tais medidas preventivas.

  3. Olá Max e todos: Os “especialistas” não precisam se preocupar. É só atravessar o Atlântico e Brazil esperará a vacina de braços abertos. Por aqui o pânico continua firme e não adianta o Bolsonaro dizer todos os dias para acabar com o confinamento e voltar a trabalhar, que as medidas da OMS vão acabar com a economia, que há um remédio barato para os doentes que é a Cloroquina. O Bolsonaro pode ter todos os defeitos, mas nesse assunto ele está absolutamente certo.
    Coisa parecida acontece nos EUA. O Trump jura que devem sair do confinamento e que a Cloroquina cura. Mas lá o pessoal está dividido. E já há passeatas em favor de sair do confinamento.
    E os midia oficial nos dois países a gritar dia e noite que os EUA tem o maior número de vítimas, seguido pelo Brazil. E tudo gira em torno de política.

Obrigado por participar na discussão!

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