O X-Club e o caminho da Ciência

Como o X-Club de Huxley Criou a Revista Nature e Sabotou a Ciência por 150 Anos

de Matthew Ehret

 

Em meio à turbulência da controvérsia suscitada pela teoria de origem laboratorial da COVID-19 exalçada por figuras tais como o virologista ganhador do prêmio Nobel Luc Montagnier, o especialista em armas biológicas Francis Boyle, o Cardeal do Sri Lanka Malcolm Ranjith e o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, foi empreendido requintado projeto sob a égide nominal da revista Nature visante a refutar a afirmação de uma vez por todas, na forma do relatório ‘The proximal origin of SARS-CoV-2’ [A origem proximal do agente causador da COVID-19].

O projeto foi liderado por equipe de virologistas evolutivos dentro de linha de raciocínio segundo a qual “mutação aleatória pode explicar tudo/qualquer coisa” e foi papagueado em alta voz e repetidamente por Fauci, autoridades da World Health Organization – WHO [Organização Mundial da Saúde] e Bill Gates para encerrar toda desconfortável discussão acerca da possível origem da COVID-19 em laboratório, pressionando ao mesmo tempo no sentido de campanha global/mundial de vacinação. Em 18 de abril, o Dr. Fauci (cujos estreitos vínculos com Bill Gates e com a Big Pharma [Grande Indústria Farmacêutica] têm muito a ver com seu controle de centenas de biliões de dólares de dinheiro de pesquisa) declarou:

“Foi recentemente elaborado estudo, que podemos tornar disponível para vocês, no qual grupo de virologistas evolutivos altamente qualificados examinou as sequências lá e as sequências em morcegos, à medida que evolviam/evoluíam. E as mutações necessárias para atingir o ponto em que hoje estão as coisas são totalmente coerentes com salto/passagem de espécie de animal para ser humano.”

Acredito que neste momento, repleto como está de argumentos especulativos, confusão e dados insuficientemente definidos, é útil retirarmo-nos do presente e procurar pontos de referência mais elevados a partir dos quais possamos reavaliar eventos ora em desdobramento no cenário/palco mundial.

Para tanto, comecemos por suscitar nova série de perguntas:

O que é exatamente a Nature Magazine [Revista Nature]? É ela verdadeiramente plataforma “objetiva” para pesquisa científica pura não tisnada pelas impurezas de agendas políticas? Será, esse porta-estandarte de “método adequado”, que pode fazer ou destruir a carreira de qualquer cientista, verdadeiramente o periódico científico que afirma ser, ou há alguma coisa mais sinistra a ser descoberta?

Ao apresentar parte do assunto em capítulo anterior da série The Rise of Optical Biophysics and Clash of the Two Sciences, [A Ascensão da Biofísica Ótica e o Embate das Duas Ciências] falei de batalha muito antiga que vem sendo travada em torno de sistemas políticos e também de que tipo de paradigmas científicos delinearão nosso futuro.

Um Pouco de Contexto Histórico

Em 1865 foi criado grupo de 12 cientistas, sob a liderança de Thomas Huxley, Matthew Arnold, Joseph Hooker e Herbert Spencer (fundador do Darwinismo Social), com o nome de “X Club” e com a missão de reformar a estratégia imperial britânica global.

À época da formação de referido grupo o norte de Lincoln estava a ponto de pôr fim à rebelião secessionista que a inteligência britânica tivera de trabalhar décadas para nutrir, por meio de agentes secretos anglo-americanos nos Estados Unidos eles próprios e bem assim em operações no Canadá britânico.

Tendo-se distendido excessivamente, da Segunda Guerra do Ópio chinesa (1856-1860) à Guerra da Crimeia (1853-1856), da repressão a levantes indianos (1857-1858) ao patrocínio da Confederação Sulista (1861-1865), o Império Britânico sabia estar à beira do colapso. O mundo estava rapidamente despertando para a natureza perversa dele, e novo paradigma de cooperação no qual todos saíam ganhando estava sendo exportado dos Estados Unidos de Lincoln para nações em todo o mundo (os Estados Unidos eram país muito diferente daquele que o mundo conhece desde o assassínio de JFK em 1963 – MEK).

O sistema de Lincoln ficou conhecido como ‘American System of National Economy’ [Sistema Estadunidense de Economia Nacional], nome criado pelo pai da Zollverein alemã Friedrich List anos antes. Diferentemente do Livre Comércio britânico, o ‘Sistema Estadunidense’ estava baseado em protecionismo, banca nacional, infraestrutura de longo prazo e, o mais importante, situava a fonte do valor na capacidade da mente humana de fazer descobertas e invenções, como delineado pelo discurso de Lincoln de mesmo nome em 1858. Em tal sistema o conceito constitucional de General Welfare [Bem-Estar Geral] não era mera tinta em pergaminho e sim o princípio ativo/direcionador de valor monetário e política nacional.

O principal assessor econômico de Lincoln e coordenador de exportação do sistema estadunidense internacionalmente, depois da Guerra Civil, atendia pelo nome de Henry C. Carey. Já em 1851 Carey escrevera seu Harmony of Interests [Harmonia de Interesses] que declarava:

“Dois sistemas estão diante do mundo; um procura aumentar a proporção de pessoas e de capital envolvidos em comércio e transporte e, portanto, diminuir a proporção das envolvidas na produção de mercadorias com as quais comerciar, com necessariamente retorno diminuido do trabalho de todos; enquanto o outro procura aumentar a proporção das envolvidas no trabalho de produção, e diminuir a das envolvidas em comércio e transporte, com retorno aumentado para todos, proporcionando ao trabalhador bons salários, e ao proprietário de capital bons lucros… Um caminha para o pauperismo, para a ignorância, despovoamento e barbárie; o outro procura aumentar riqueza, conforto, inteligência, conjugação de ações, e civilização. Um procura guerra universal; o outro, paz universal. Um é o sistema inglês; o outro aquele que podemos orgulhosamente chamar de sistema estadunidense, o único jamais concebido com a tendência de elevar e ao mesmo tempo igualar a condição do homem em todo o mundo.”

Na Alemanha a Zollverein (aliança aduaneira) inspirada no sistema estadunidense não apenas unificou nação dividida como também elevou-a ao nível de potência produtiva e a soberania que sobrepujou o poder de monopólio da Companhia das Índias Orientais britânica. No Japão, engenheiros estadunidenses ajudaram a montar trens com financiamento de sistema bancário nacional e tarifas protecionistas durante a Restauração Meiji.

Na Rússia, o seguidor do sistema estadunidense Sergei Witte, Ministro dos Transportes e íntimo conselheiro/assessor do Czar Alexander III, revolucionou a economia russa com trens feitos nos Estados Unidos que transitavam pela Ferrovia Transiberiana. Nem mesmo o Império Otomano ficou infenso à inspiração de progresso, pois a Ferrovia Berlim a Bagdá foi iniciada na intenção de deflagração de ousado programa de modernização do sudoeste da Ásia.

A construção de ferrovias continentais, e o poderio industrial de nações internacionalmente, estavam levando rapidamente à vinda à existência do conceito de ponte terrestre mundial elaborado pela primeira vez pelo Governador do Colorado William Gilpin. Para os não familiarizados, Gilpin (que também era guarda-costas de Lincoln e o mais vocal defensor da ferrovia transcontinental dos Estados Unidos) passou décadas defendendo o sistema internacional de cooperação para o bem de todos que delineou em seu 1890 Cosmopolitan Railroad  [Ferrovia Cosmopolita de 1890] declarando:

“As armas de abate mútuo são jogadas fora; as paixões sanguinárias são contidas, a maioria da família humana vem a aceitar os ensinamentos essenciais do cristianismo NA PRÁTICA… É encontrado espaço para virtude industrial e poder industrial. As massas civilizadas do mundo se encontram; são mutuamente esclarecidas e confraternizam-se para reconstituírem as relações humanas em harmonia com a natureza e com Deus. O mundo cessa de ser acampamento militar, incubado apenas pelos princípios militares de força arbitrária e submissão abjeta. Nova e excelente ordem dos assuntos humanos inaugura-se nascida daquelas imensas descobertas e eventos simultâneos”.

Reorganizar ou Perecer

O Império Britânico sabia que o novo paradigma em surgimento tornaria seu controle marítimo do comércio internacional tão obsoleto quanto seu programa internacional de usura e agronegócio(*).

(*) cash cropping – Lavoura que produtores agrícolas cultivam para venda da produção, mais do que para uso próprio. Macmillan

Estava claro que algo teria de mudar drasticamente porque, se o império não pudesse adaptar-se como reação ao novo paradigma, seguramente cedo pereceria. A tarefa de remodelar a política imperial, transformando-a de abordagem de “força material” de controle para algo mais do tipo “força mental” de controle foi atribuída a T. H. Huxley e ao X Club. O grupo estabeleceu os princípios científicos direcionadores do império, logo postos em prática por dois novos think tanks(*) conhecidos como Fabian Society [Sociedade Fabiana] e Rhodes Scholar Trust [Bolsa de Estudos Rhodes] que descrevi na minha série em 3 partes ‘Origins of the Deep State in North America’ [Origens do Deep State(**) na América do Norte]

(*) think tanks – Think tank é grupo de pessoas que trabalham conjuntamente para produzir ideias a respeito de determinado assunto. Macmillan

(**) deep state – Rede de pessoas e organizações dentro do governo que, acredita-se, persegue suas próprias políticas e planos de longo prazo independentemente de quem esteja no poder. Macmillan

Huxley, que é afamadamente conhecido como ‘buldogue de Darwin’ por promover incansavelmente a teoria de Darwin da Seleção Natural (teoria em cujos méritos científicos ele sequer acreditava) logo decidiu que o grupo deveria criar revista para promover sua propaganda.

Criada em 1869, a revista foi batizada de Nature e publicava artigos de Huxley e de diversos membros do X Club. O propósito mais profundo do X Club e de sua revista, como descrevi em relato de 2013 intitulado ‘Hideous Revolution: The X Club’s Malthusian Revolution in Science’ [Revolução Execrável: A Revolução Maltusiana em Ciência do X Club], estava orientado para redefinição de todos os ramos da ciência em torno de interpretação estatístico-empirista do universo que negava a existência de razão criativa no ser humano ou em a natureza. A ciência foi convertida, de estudo sem limites e de perfectibilidade da verdade, em “ciência dos limites” matematicamente lacrada/selada.

A ciência dos “limites” tornou-se o fundamento de uma ciência econômica oligárquica da elite e naturalmente tinha de ser mantida escondida das mentes da população em geral, visto que seguia o princípio matemático de crescimento/aumento da população de Thomas Malthus. O “princípio” de Malthus de crescimento da população supunha que seres humanos incapazes de pensamento reproduzem-se geometricamente, enquanto que o butim da natureza só cresce aritmeticamente e, dessarte, colapsos periódicos da população constituíam lei inevitável da natureza que poderiam, na melhor das hipóteses, ser administrados por casta sacerdotal científica oligárquica com a função de periodicamente cull the herd(*).

(*) cull the herd – Literalmente, separar ou remover (e usualmente matar) animais inferiores da manada, para efeito de redução de número ou remoção de traços/características indesejáveis. Farlex

Malthus e os líderes do X Club acreditavam que a natureza privilegiara a classe dominante com a dádiva de determinadas ferramentas para a realização dessa importante tarefa (isto é, guerra, fome e doença), e Malthus enunciou de maneira extremamente fria em seu 1799 Essay on Population [Ensaio Acerca da População de 1799]:

“Deveríamos facilitar, em vez de insensata e vãmente esforçar-nos para dificultar/tolher, as operações/o funcionamento da natureza na produção dessa mortalidade; e se nos apavora a visita demasiado frequente da hórrida forma da fome, deveríamos diligentemente estimular as outras formas de destruição, compelindo a natureza a usá-las. Em nossas cidades/pequenas cidades deveríamos tornar as ruas mais estreitas, aglomerar mais pessoas nas casas, e cortejar/aplaudir o retorno da praga/peste.”

O apoio do X Club à teoria da Seleção Natural de Darwin foi menos uma decisão científica, sob esse aspecto, do que política, havendo posteriormente Darwin admitido, em sua autobiografria, que sua teoria havia surgido diretamente de seu estudo de Malthus:

“Em outubro de 1838, quinze meses depois de eu ter começado minha investigação sistemática, ocorreu de eu ler, por diversão, Malthus no tocante à População e, já predisposto a atentar para a luta pela existência que acontece em toda parte, graças a observação longamente continuada dos hábitos de animais e plantas, imediatamente impressionou-me que em tais circunstâncias variações favoráveis tendiam a ser preservadas, e desfavoráveis a ser destruídas. O resultado seria a formação de nova espécie. Eis pois que, assim, eu houvera finalmente encontrado uma teoria pela qual trabalhar”.

Mediante a universalização de Malthus estendida até toda a criação viva, o X Club esmaeceu a diferença qualitativa entre seres humanos e símios, o que era vantajoso para império que só pode controlar seres humanos quando estes adotem a lei da selva como padrão de prática moral e formação de identidade, em vez de algo efetivamente moral(*).

(*) Lembra-me a pergunta de meu querido professor da USP enquanto caminhávamos conversando sobre filosofia e vida: ‘Poderá haver ética, ética real, e não teoria da conveniência, sem metafísica?’

Não foi pois por acaso/acidente que Henry C. Carey fustigou incansavelmente darwinismo, Malthus e o X Club em seu Unity of Law: An Exhibition on the Relations of Physical, Social, Mental and Moral Science(1872) [Unidade da Lei: Exposição de Relações entre Ciência Física, Social, Mental e Moral]. Naquele importante livro, Carey ataca todos os sistemas fundamentados em relações de senhor-escravo, dizendo:

“Portanto deu destaque à doutrina de superpopulação, que simplesmente vê como condição última do gênero humano escravidão, anarquia e ruína da sociedade; implicando ainda que essa condição decorreria de leis emanadas de Ser infinitamente sábio e todo-poderoso que poderia, se quisesse, ter instituído leis em virtude das quais liberdade, ordem, paz e felicidade tivessem sido o quinhão do homem. No entanto, o fato de essas últimas terem sido instituídas, de o esquema da criação não ser um fracasso, é comprovado por todos os fatos apresentados para consideração pelas comunidades em avanço no mundo – o hábito da paz, tanto entre indivíduos quanto entre nações, que progridem com o crescimento dos números, e aumentam em poder de direcionamento de si próprias.”

Abordagens Antidarwinianas da Evolução

Embora com demasiada frequência nos seja dito, nos dias de hoje, que nunca existiu sistema alternativo à teoria da evolução de Darwin, inspeção mais cuidadosa da história da ciência durante o século 19 prova que isso está longe de ser verdade.

Durante aquele período revolução científica antidarwiniana florescia nas ciências da vida, sob a liderança direcionadora de figuras tais como James Dwight Dana, Jean-Baptiste Lamarck, Alexander von Humboldt, Georges Cuvier, Karl-Ernst von Baer, e Benjamin Silliman. Aqueles cientistas não apenas começaram a questionar a teoria estática da natureza tal como derivada de leitura literal da Bíblia como, ademais, deram largos passos na percepção de mecanismos causais mais elevados a definir o fluxo da evolução. Tal processo foi descrito numa palestra de 2010 proferida pelo autor deste artigo intitulada “the Matter Over Darwin’s Missing Mind”.

Diferentemente de muitos de nossos cientistas modernos, aquelas figuras nunca viram dicotomia a separar ciência de religião, visto que a “ciência” era entendida como nada menos do que a investigação e participação na Criação de Deus, e nessa medida a biosfera e todas as “unidades” internas a ela eram implicitamente definidas como mais do que a soma de suas partes e todas decididamente convergindo em teorias de evolução impulsionada por intenção, harmonia e direcionalidade.

Essa perspectiva foi brilhantemente posta em relevo pelo grande naturalista e embriologista Karl von Baer que escreveu, em seu On the Purpose of Nature (1876) [Do Propósito da Natureza]:

“As interconexões recíprocas dos organismos uns com os outros e o relacionamento deles com os materiais universais que lhes oferecem os meios de sustentação da vida são o que tem sido chamado de harmonia da natureza, isto é, relacionamento de regulação mútua. Do mesmo modo que os tons só darão origem a harmonia quando postos juntos de acordo com certas regras, os processos individuais na totalidade da natureza só existirão e persistirão se mantiverem certos relacionamentos uns com os outros(*). O acaso é incapaz de criar qualquer coisa duradoura, e pelo contrário só é capaz de destruição.”

(*) Lembra um pouco o princípio da origem dependente no budismo, que fundamenta a ideia de vacuidade, de onde, por consequência, o anátman (“não-alma”). Todo ser só é/existe graças a relações que mantém com outros seres; como dizia Mendelssohn, só posso falar de minha mão na medida em que a contrasto com tudo o que não seja minha mão; daí a inexistência de uma natureza própria, ou essência, independente dessas relações. Todo ser, portanto, é, sob esse aspecto, vácuo, sem essência ou existência própria independente – é a sunyátá, a vacuidade – todos os seres são sunyá – são vácuos de natureza própria e só possuem natureza relacional. N. do T.

Huxley e os darwinianos, por outro lado, promoveram interpretação oposta, “de baixo para cima”, da evolução, ao afirmarem as imaginadas ‘mutações aleatórias’ no imensuravelmente pequeno que, pretensamente, redundariam na soma coletiva de todas as espécies e biosfera. Essa biosfera foi pois definida como pouco mais do que a soma de suas partes.

A escola imperial do X Club de Huxley negava não apenas a existência da criatividade a partir de um ponto de vista metafísico superior como, também, negava o fato de a humanidade poder, de modo exclusivo, traduzir os frutos das descobertas criativas para novas formas de progresso científico e tecnológico que tiveram o efeito de aumentar a capacidade de nossa espécie de transcender nossos “limites de crescimento” (ou, como neomalthusianos modernos denominaram, nossa “carrying capacity(*)”).

(*) carrying capacity – A população máxima que área pode suportar/aguentar sem sofrer deterioração. Merriam-Webster

A Revista Nature Continua Seu Legado Sombrio

Ao longo do século 20 a Nature Magazine granjeou repulsiva reputação de promotora de modelos dedutivos/indutivos de pensamento que vieram a destruir a carreira e a vida de muitos cientistas criativos.

Um desses cientistas foi o preeminente imunologista Jacques Benveniste (1935-2004) que sofreu caça às bruxas de 15 anos liderada pela Nature Magazine como punição por suas descobertas a respeito de “memória da água e vida” (isto é: como moléculas orgânicas configuram a geometria de moléculas de H2O e imprimem sua “informação” em tal água).

A campanha de difamação começou em 1988, quando a Nature Magazine conduziu tentativa “oficial” de duplicar os resultados das descobertas de Benveniste acerca do poder da água de reter informação acerca de substâncias alérgenas dentro de sua estrutura, a qual continuava a causar reações alérgicas em tecidos e órgãos vivos muito depois de todos os traços das substâncias terem sido filtrados de diversas soluções.

Como descrito no documentário de 2014 Water Memory [Memória da Água], a Nature Magazine foi até o ponto de contratar mágico de palco chamado James Randy para coliderar equipe investigativa que intencionalmente adulterou os resultados de Benveniste, mentiu acerca dos dados e condenou Benveniste como fraudador. Tal operação arruinou a reputação do cientista, acabou com seu financiamento e manteve a biologia trancafiada na jaula materialista por mais três décadas. As campanhas de difamação da Nature Magazine foram descritas por Benveniste como “escárnio” que usou “métodos tipo McCarthy e campanhas públicas de difamação” para arruiná-lo.

A Luta de Hoje por uma Ciência de Causas

Quer a COVID-19 tenha surgido naturalmente, como assevera a Nature Magazine, ou em laboratório, como acredita o Dr. Luc Montagnier, o que é certo é que a ciência pode ser temporariamente retardada, mas seu curso de evolução não pode ser detido para sempre.

Hoje, o legado de Alexander von Humboldt, Karl Erst von Baer e Cuvier, Dana, Vernadsky e Benveniste vai muito bem obrigado, com o Dr. Montagnier e equipes de pesquisadores internacionais que assumiram o trabalho teórico, experimental e clínico da memória da água alçando-a a novo nível revolucionário, com a criação de nova escola de biofísica ótica quântica, como descrevi em meu recente paper Big Pharma Beware: Dr. Montagnier Shines New Light on COVID-19 and The Future of Medicine [Cuide-se, Grande Indústria Farmacêutica: o Dr. Montagnier Faz Brilhar Nova Luz Sobre a COVID-19 e O Futuro da Medicina].

Descrevendo as revoluções a caminho em biologia, Montagnier disse:

“No dia em que admitirmos que sinais possam ter efeitos tangíveis, usá-los-emos. Daquele momento em diante seremos capazes de tratar pacientes com ondas. Portanto é novo domínio de medicina que as pessoas, naturalmente, temem. Especialmente a indústria farmacêutica… um dia seremos capazes de tratar cânceres usando frequência de ondas.”

Com a ousada conclamação de Montagnier a programa científico intensivo internacional em terapia de harmonia de ondas para a lide com a COVID-19, e com o novo alinhamento de sistemas nacionalistas em meio à aliança multipolar liderada por Rússia e China, há séria probabilidade de que o novo paradigma de cooperação onde todos saem ganhando que teve como pioneiros Henry C. Carey, Lincoln e outros patriotas internacionais na esteira da Guerra Civil estadunidense possam com efeito estar florescendo mais uma vez.

 

O Autor pode ser contactado com o endereço matt.ehret@tutamail.com

Nota: Os pontos de vista de cada contribuinte não necessariamente representam os de Strategic Culture ou de Informação Incorrecta.

Artigo original: Strategic Culture Foundation

Tradução by zqxjkv0

6 Replies to “O X-Club e o caminho da Ciência”

  1. Um artigo extraordinário.

    Deixo aqui um agradecimento à Strategic Culture Foundation por ter traduzido o artigo para o Português, e outro ao blogue Informação Incorrecta por ter aceitado esta parceria.

  2. Um artigo muito bom, extremamente interessante.
    Desconhecia por completo a origem da revista “Nature”.

    Como sempre, algumas coisas agora fazem mais sentido.

  3. Maravilha de artigo ! Não sabia da história da revista. Ainda vou usurpar da frase cunhada pelos crentes: em vez de dizer “só deus salva” direi: só a história (bem contada) salva! Parabéns à Strategic Culture e a escolha do artigo por II.

  4. “No dia em que admitirmos que sinais possam ter efeitos tangíveis, usá-los-emos. Daquele momento em diante seremos capazes de tratar pacientes com ondas. Portanto é novo domínio de medicina que as pessoas, naturalmente, temem. Especialmente a indústria farmacêutica… um dia seremos capazes de tratar cânceres usando frequência de ondas.” ; Muito bom mesmo e esse tratamento já existe, mas não acredito que o X Club tenha toda essa influência , tem maior pessoas peso de decisões por traz deles.
    Pelo campo da física a ciência foi pelo mesmo caminho com o interferômetro de Michelson e implantou-se um materialismo estúpido que leva a ciência a uma floresta de erros e mentiras, mas como é dito acima, não durará para sempre, https://puto45.blogspot.com/2020/03/depois-de-dez-anos-de-estudo-encontrei.html.
    O artigo também me fez lembrar de um médico cientista que foi “esquecido” René Quinton.
    Obrigado e boa noite 🙂

  5. Parabéns! Mas um pequeno detalhe. A Sociedade Fabiana interferiu em várias outras frentes. E um tal Chaplin a menciona aqui neste blog há alguns aninhos…mas sem qualquer atenção maior…

Obrigado por participar na discussão!

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