Coronavirus IX – O massacre de Bergamo

O artigo que segue não é de minha autoria mas de Maurizio Blondet, um dos poucos jornalistas sérios italianos ainda em vida. De Blondet não partilho as mesmas ideias (ele é católico praticante e faz questão de lembra-lo constantemente) mas aprecio a sua actividade, focada no envolvimento oculto das lobbies militar-industriais, petrolíferas, políticas e judias na organização de conspirações e ataques.

O artigo responde a outro artigo publicado no The Guardian e sinalizado nos comentários: a fila de camiões militares que transportam (alegadamente) os cadáveres dos mortos na cidade de Bergamo (“uma inteira geração desaparecida” como reza o diário inglês).

Boa leitura.

Bergamo e fake news. Quantos dos mortos receberam a vacina da gripe?

A fila de camiões militares que atravessam o centro de Bergamo, em ritmo de caminhada, faróis acesos. “É o exército que retira os corpos para cremá-los em outros crematórios”, anuncia um jornalista, com a voz quebrada; jornais e televisões confirmam; e ninguém pergunta: quantos são? Um camião por cada morto de Coronavírus morto em Bergamo? Em cada um deles há muitos? Um camião não era suficiente para todos? E Bergamo não tem um cemitério para enterrá-los todos?

É um filme de propaganda negra, uma ficção sombria, obviamente feito para espalhar o terror. Bastaria reflectir que nunca, nos massacres que pontuaram a nossa história, foi adoptada uma cenografia tão militar-apocalíptica: nem para os mortos de Vajont [colapso duma barragem em 1963, 1917 mortos, ndt], nem para Ustica [abatimento dum avião civil em 1980, 81 mortos, ndt], nem para os massacres políticos de Bologna e Piazza della Loggia em Brescia [ataques terroristas entre os anos ’70 e ’80, ndt], que se teriam prestado melhor ao desempenho dos caixões.

Chegou a isto a indecente falsificação jornalística pró-terror: apresentou a fila de caixões do naufrágio de Lampedusa, onde 360 migrantes morreram em 2013, como se fosse de Bergamo.

Bergamo? Não.

Lampedusa 2013

Mas o efeito, dizem-me, aconteceu. Os idosos comuns que vivem na Itália com a televisão ligada durante todo o dia, mesmo em tempos normais, hoje que não podem sequer sair, ociosos durante horas, sofrem a propaganda incessante. Só falam de vírus e de máquinas que faltam; que os médicos em breve terão de escolher quem deixar morrer; que não há maneira de ver e ouvir mais nada, nada mais que filmes de terror e catástrofes: a televisão criou um túnel negro no qual atraiu velhos fechados nas suas casas, com o medo de morrer, velhos sem esperança. Que é verdadeiro terror, angústia e desespero.

Continua a ser incrivelmente elevado o número de pessoas afectadas na zona de Bergamo, e a gravidade particular com que se apresenta aqui. Agora, mesmo os leitores que não são particularmente conspiradores perguntam-se se não será para ser relacionado com a impetuosa campanha de vacinação que a Prefeitura e a Região aplicaram aos idosos de Bérgamo e Brescia algumas semanas antes do surto da epidemia.

Houve duas campanhas: uma primeira para matar um surto de meningite, objectivamente preocupante.

De 24 de Dezembro até Janeiro, quase 34 mil pessoas foram vacinadas contra o Meningocco C em poucas semanas, “com picos de 70% da meta esperada”. “Nos municípios da província de Bergamo abrangidos pelo plano extraordinário – disse o conselheiro regional Gallera – a vacinação foi feita em 21.331 cidadãos, dos quais 1.680 estudantes directamente nas escolas e 2.414 trabalhadores nas suas empresas”. Cerca de 40 médicos generalistas da área aderiram a esta operação sem precedentes, através da chamada pró-activa dos seus pacientes. Na zona de Brescia, por outro lado, 9.200 pessoas foram vacinadas através de ambulatórios especiais, além de 1.700 pessoas pelos médicos de clínica geral e pediatras, 1.000 estudantes e 300 trabalhadores, para um total de 12.200 cidadãos”.

Antes disso, desde Novembro de 2019, tinha havido ainda mais vacinação em massa contra a gripe.

Especialmente dedicada a pacientes com mais de 65 anos de idade, mas também amplamente aplicado a crianças e adultos pertencentes à “categoria de risco”. Se no ano anterior a ATS [Direcção de Saúde, ndt] de Bergamo tinha adquirido 154 mil doses e administrado 141 mil delas, das quais “cerca de 129 mil a pessoas com mais de 65 anos de idade, com uma cobertura vacinal superior a 56%”, este ano foram encomendadas 185 mil doses, disse o Dr. Giancarlo Malchiodi, Diretor de Medicina Preventiva em Comunidades, Departamento de Higiene e Prevenção da Saúde, ATS de Bergamo.
Quase 70 por cento eram pacientes com problemas cardíacos graves.

Certamente com a melhor das intenções, para proteger os velhos “frágeis” (como se diz agora) das graves complicações da gripe.

A vacina contra a gripe aumenta o risco de Coronavírus em 36%

O problema é que um estudo realizado entre veteranos de guerra e idosos militares americanos, relacionado com a época da gripe 2017-18, mostrou que a vacinação contra a gripe aumenta o risco de ser infectado pelo Coronavírus em 36%, devido a um fenómeno inesperado de interferência viral. “As pessoas vacinadas vêem aumentado o risco dum outros vírus respiratórios porque não adquiriram imunidade genética, não específica, contra outros vírus ambientais na época da gripe.

(fontes: https://www.disabledveterans.org/2020/03/11/flu-vaccine-increases-coronavirus-risk/; https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31607599 )

Um resultado científico surpreendente, que deveria sugerir uma pesquisa italiana: quantas das centenas de velhos “frágeis” mortos pelo Coronavírus entre Bergamo e Brescia tinham recebido a vacinação contra a gripe? Um estudo que não será implementado, pois traria argumentos a favor do demoníaco “No-Vax”, ou seja, famílias que resistem a injectar nos seus filhos dezenas de vacinas prescritas por programas sombrios do Estado, ditados pelas empresas farmacêuticas, e que denunciam casos de autismo, quando não de morte súbita de bebés vacinados. A ideologia progressista tomou posse do tema das vacinas, tornando-a um dos temas proibidos, tabu e expulsos da discussão pública.

As Televisões que dedicam horas ao terrorismo ditado pelo governo, portanto, não trarão dessa informação. Aos meus velhos conhecidos, angustiados, gostaria de administrar uma vacina anti-jornalismo televisivo: desliguem. Eu sei que não a seguiriam e continuarão vítimas da sugestão psíquica dirigida contra eles.

Um amigo escreve-me: “Não é estranho que as redes de televisão continuem a transmitir thriller, horror, e sobretudo filmes catastróficos (fim do mundo e por aí fora?). Esta noite vi dois novos, um na Rai e outro no Mediaset. Não seria melhor transmitir programas e filmes de comédia para animar as pessoas? Não é que querem especificamente aumentar a ansiedade, angústia, distúrbios entre a população? Outro elemento que nos leva a pensar num imenso plano de desestabilização e consequentes medidas totalitárias”.

Bem, é algo que notei, e fiquei espantado, quando fui enviado para o Líbano durante a guerra em 1989. Eram os últimos dias do governo do General Michel Aoun, sitiado no Palácio Baabda, atacado pelos sírios (então apoiados por Washington) e pelos rebeldes “cristãos” de Geagea; Beirute foi dividida em dois por uma linha de trincheiras e arame farpado, tanques; cada facção, os palestinianos, os drusos, os xiitas, estavam em guerra contra os outros; cada um tinha carros armados e blindados.

Bem: à noite, a televisão, que eu sempre mantinha ligada para as notícias, estava a transmitir filmes de guerra. Continuamente, duma violência tão forte que, pensei, teria sido impossível mostrá-los na Rai ou na Mediaset. Naquelas horas, Aoun certamente não tinha o controle da televisão estatal. Quem estava a transmiti-los e porquê? Havia um realizador que produzia filmes inéditos especialmente para zonas de guerra?

 

Ipse dixit.

Fonte: Maurizio Blondet

8 Replies to “Coronavirus IX – O massacre de Bergamo”

  1. Realmente só há duas respostas, ou mentem sobre a mortalidade ou estão propagando o terror deliberadamente, se não ambos. A pergunta é: a que serve esse plano?

    1. O movimento de viaturas militares pela Europa é normal, não se esqueça o exercício militar «OTAN Defender a Europa 2020» ainda está a decorrer embora os Norte-Americanos tenham decidido retirar-se do mesmo.

    2. Esta é a lógica da conspiração. Ativa-la sem que a massa populacional possa entender seus objetivos, que por sua vez, leva a neutralidade e passividade comportamental coletiva.

Obrigado por participar na discussão!

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