Coronavirus VII: apenas 12 os mortos em Italia

Começam a surgir dados mais sérios acerca da “Peste Negra”.

Em Italia, o Ministério da Saúde divulgou o relatório segundo o qual os mortos “por Coronavirus” que não tinham patologias anteriores até hoje foram doze (12).

Esse número foi obtido com a análise de 2.003 registos médicos recebidos. O número médio de patologias observadas nesse grupo é de 2.7 (o que confirma a ideia de que os testes são efectuados primariamente entre pessoas com um estado de saúde já prejudicado, como é óbvio). No geral, apenas 12 pacientes (que representam 3.4% da amostra) não apresentavam patologia. Dos outros: 23.7% tinham uma outra doença; 25.4% tinham duas patologias e 47.6% apresentavam três ou até mais doenças.

O Presidente do Instituto Superior de Saúde, Silvio Brusaferro, durante a conferência de imprensa realizada há cinco dias na sede da Protecção Civil em Roma:

Os pacientes falecidos têm uma média de mais de 80 anos – 80.3 para ser exacto – e são essencialmente predominantemente masculinos. As mulheres são 25,8%. A idade média dos falecidos é significativamente maior daquela das outras pessoas positivas: é a faixa etária acima dos 70 anos, com um pico entre 80 e 89 anos. A maioria dessas pessoas eram portadoras de doenças crónicas. Actualmente, apenas duas pessoas não eram portadoras de doenças, mas mesmo nesses dois casos o exame dos prontuários não está concluído e, portanto, podem surgir causas de morte diferentes da Covid-19.

Esta declaração foi feita há cinco dias, quando os mortos “de Coronavirus” sem outras patologias eram dois. Agora o total subiu para 12 mas, como vimos, o mesmo Presidente do Instituto não excluiu que ao avançar dos exames sejam descobertas nas vítimas patologias até então não detectadas.

Pelo que: a Peste Negra provocou até agora, no País mais atingido da Europa e durante um mês de infecção, nada menos de que 12 mortos (que na verdade poderiam ser menos se fossem descobertas patologias não detectadas).

Esta é uma notícia livremente disponível na internet para todos, publicada também pelos diários italianos. Pergunto: quantos órgãos de comunicação social do vosso País a relataram? Quantos, pelo contrário, limitaram-se a divulgar os “milhares de mortos por Coronavirus” em Italia? Por qual razão os media têm esta atitude? Pensem nisso por favor.

Aqui em Portugal foi declarado o Estado de Emergência por causa duma doença que mata menos do que uma gripe normal. Leram bem: menos. Em 2015, em Italia, houve 54.000 mortes por causa da gripe. Mas políticos e até especialistas continuam sem vergonha a mentir, falam em “calamidade” fazendo com que a opinião pública acredite que todas as pessoas faleceram pela acção desse “novo” agente viral. Direitos constitucionais são retirados para quê?

A Itália não é um hospital a céu aberto, está simplesmente a ser vítima duma vaga de gripe, tal como acontece todos os anos. E em Portugal a situação não é diferente: teremos agora um País em prisão domiciliária por causa duma gripe. Mas disso iremos falar num próximo artigo.

 

Ipse dixit.

Fontes: La Stampa, Agenzia Nova

17 Replies to “Coronavirus VII: apenas 12 os mortos em Italia”

  1. Olá Max e todos: li que o FMI negou auxílio de emergência para a Venezuela. Não adiantou o Maduro tentar surfar na onda Coronavirus. O FMI não ajuda “ditadores sanguinários”.
    Mas para vocês todos se divertirem, aí vai a descrição do clima aqui em casa, verdadeiramente estilo “faroeste”.
    A Mariazinha passou pela casa do seu primeiro namorado, arrebanhou o garoto (coloninhp de 15 anos, forte, viciado em capoeira, colega de escola e motorista do trator da família), o cachorro, o gato, a calopsita e o papagaio, e trouxe para casa porque o menino ficara na casa da cidade, cuidando dos animais domésticos, enquanto os pais foram para o campo tratar das urgências de lá. Tudo isso em clima de festa para o garoto que passou a ajudar o Felipe a cercar com material elétrico e filmadoras (ele trabalha com isso e tem material em casa) nossas casas, fonte de água, gerador e que tais. Mariazinha ocupou-se a convencer os animais domésticos daqui a acolher os visitantes e, pelo que ouvi, eles gritavam: superpopulação aqui, n~~~~ao!!”. Passaram aqui em casa e o menino me disse que, caso nós precisássemos de dinheiro, ele juntava os amigos, entrava com o trator no banco e destruía as caixas eletrônicas. Eu agradeci informando que possivelmente as caixas estejam vazias porque os assaltantes são os bancos. O garoto me olhou sem entender e a garota daqui de casa balançou a cabeça dizendo-me que ele ainda não entendia destas coisas.Pelo que compreendi que se o namoro durar um ano ele vai entender tudinho. Pedi para a Leane organizar uma lista mínima de coisas que precisaremos com o pessoal e bichos atualmente aqui para passar um mês. Mariazinha saiu rápida por uma porta para encontrar o bando dela presencialmente, sob o protesto veemente da mãe, e eu a convence-la inutilmente que a garota sabe o que faz. Rejeitara o auxílio do namoradinho como guarda costas, mas munira-se de bicicleta, celular, duas pinças chinesas afiadíssimas de cabelo para emergências e uma receita de antibiótico que eu não tinha comprado para enganar a polícia.Da minha parte, saio agora por outra porta a ver como consigo dinheiro sem o trator, rejeitando a cara de apavorada da Leane, que nestas condições só serve para atrapalhar. Fui…

  2. De acordo com o jornal «The Guardian» as vítimas mortais pelo Covid-19 em Itália são aos milhares, o que levou inclusive o exército a intervir no transporte dos cadáveres devido ao facto das funerárias não conseguirem dar vazão, tamanha é a mortandade.

    Inclusive o jornal inglês afirma que «…morreu uma geração…».

    É impressionante as proporções e as formas que a mentira pode atingir, e tudo isto para ocultar o exercício militar «OTAN Defender a Europa 2020» e a crise económica.

    – «…’A generation has died’: Italian province struggles to bury its coronavirus dead…»
    https://www.theguardian.com/world/2020/mar/19/generation-has-died-italian-province-struggles-bury-coronavirus-dead

    1. Olá, sou o Max (tenho que resolver esta cosa dos nomes nos comentários…)!

      Estou em contacto diário com o meu pai: tem 76 anos, teve fortes complicações recentes, por isso quero ouvi-lo para saber das suas condições. E, ao telefone, falamos obviamente da situação italiana. Não há nada daquilo que li no artigo do Guardian e estou a falar de Genova, uma cidade que fica a menos de uma hora de carro de Codogno, onde começou o surto. Doutro lado posso testemunhar que eu estava lá quando tudo começou, apanhei as duas primeiras semanas e o que vi foi uma situação absolutamente calma.

      Posso acrescentar um dado que considero importante. A esposa do meu pai (não gosto da palavra “madrasta”) tem um cargo particularmente elevado no âmbito da Saúde em Liguria, a região da qual Genova é a capital. Obviamente falo com ela também e a situação na Região é muito calma. Considerado a proximidade entre Liguria e Lombardia (onde ficam as cidades de Codogno mas também Bergamo citada no artigo inglês) resulta difícil entender tamanho Armageddon, considerado que de Genvoa numa hora e meia posso ir até Milano (com o comboio de alta velocidade até em 40 minutos), em duas até Bergamo. Mas não era este um vírus com uma propagação assustadora? E depois dum mês conseguiu fazer estragos apenas na região onde tudo tinha começado? Como é que uma cidade a 101 km do epicentro (tal a distância entre Codogno e Genova) consegue manter-se quase imune (85 foram os mortos até agora em toda a Liguria)?

      Hipótese: estará Italia a esconder o real alcance desta tragédia? Não penso, pois os números acerca de internados e óbitos não são divulgados pelo Ministério mas pelas várias autoridades de Saúde locais e regionais, portanto a censura seria mais complexa.

      Acredito que haja mortos, como acontece em qualquer vaga de gripe. E, de facto, os mortos até agora foram todas pessoas idosas e doentes, as vítimas do costume nestas ocasiões.

  3. “A Itália não é um hospital a céu aberto, está simplesmente a ser vítima duma vaga de gripe, tal como acontece todos os anos. E em Portugal a situação não é diferente: teremos agora um País em prisão domiciliária por causa duma gripe. Mas disso iremos falar num próximo artigo.”

    Venha ele

    nuno

  4. Max, entei no salute.it.gov e não achei a informação sobre os 12 mortos, poderia especificar de onte tirou a informação? Agradeço desde já.

    1. Olá (sou o Max)!

      No fundo de cada artigo costumo pôr os links das fontes, como neste caso. O mais importante é o link de La Stampa, um dos mais difundidos diários italiano (é da FIAT), mas a mesma notícia foi relatada pelo COrriere, Repubblica, RAI, etc.. Tentei espreitar o site do Ministério mas é lentíssimo, o número de visitas deve ser enorme. Assim fui ver o Instituto Superior da Saúde (que depende do Ministério) e encontrei o comunicado de imprensa de ontem que assim reza:

      “No geral, três pacientes, e não 12, conforme indicado anteriormente por um erro de digitação, apresentaram 0 patologias (0,8% da amostra)”

      Portanto, o total dos mortos agora é de três.

      O link é o seguinte: https://www.iss.it/web/guest/primo-piano/-/asset_publisher/o4oGR9qmvUz9/content/id/5304852

    1. Olá (Max)!

      Vi agora uma notícia que confirma a minha suspeita: em Italia não fazem testes aos que não apresentam sintomas, também porque deveriam fazer 60 milhões de testes…. Pelo que o número de casos considerados são apenas aqueles com sintomas, isso é, pessoas que dizem “tenho tosse, quero fazer o teste” ou internados. Acerca da mortalidade podes espreitar o link no comentário anterior (3 mortos até hoje).

    1. O q mais me indigna é o silêncio e aceitação das pessoas. Estamos mesmo como o sapo na água morna. Diante de tal inércia nunca mais seremos como antes do dia 18/03/2020. Acabou a farra!

      1. As pessoas não reagem porque não veem à sua volta nenhuma alternativa.

        No caso português, ao serem decretadas as medidas de restrição das Liberdades Civis nenhuma força política, movimento, ou entidade se opôs.

        Os cidadãos Portugueses têm de reflectir sobre tudo isto, o ataque cobarde que está a ser efectuado pelos saudosos da monarquia e da ditadura do Estado Novo bem como pelos herdeiros do 25 de Novembro de 1975, contra a República, a Democracia, e a Liberdade Individual dos cidadãos, não tem qualquer tipo de justificação.

        Uma coisa é certa, os cidadãos Portugueses podem dissipar qualquer dúvida que tivessem sobre o governo, a Presidência da República, os anteriores governos, e os partidos que estão ou estiveram na Assembleia da República (AR).

  5. O que eu noto através da leitura que vou fazendo da imprensa internacional (a Portuguesa nem vale a pena pois para além da censura é muito parola), é de que algo não correu bem em toda esta situação, desde o exercício militar «OTAN Defender a Europa 2020» passando pelo surto de Covid-19.

    É também interessante ver o silêncio dos média sobre o exercício da OTAN que era para decorrer em território Europeu pelo menos até Maio, mas como se sabe as tropas americanas decidiram retirar-se desse exercício que tem na sua génese a questão da mobilidade militar conforme afirma o sr. Jüri Luik, Ministro da Defesa da República da Estónia:

    «…This spring, the United States is organizing the large-scale Exercise Defender 2020, where over 20,000 soldiers are to be transported across the Atlantic to Europe”, said Luik. “This will be a good way to identify any bottlenecks in military mobility, which Europe must help contribute to removing.”…» – https://news.err.ee/1060624/defense-minister-in-zagreb-the-eu-must-support-military-mobility

    Estamos a falar de 20 000 tropas Norte-Americanas no território Europeu em conjunto com as outras forças militares que integram a OTAN, são milhares de viaturas que teriam muita dificuldade em circular por países e cidades numa situação normal do quotidiano em que trânsito e pessoas se deslocam nos seus afazeres.

    Com a quarentena imposta pelo Covid-19, que tem claros contornos de um recolher obrigatório camuflado, a mobilidade do aparelho militar torna-se mais fácil assim como o próprio reconhecimento do terreno pelos meios destinados ao mesmo.

    Mas há também outra situação de extrema gravidade.

    Neste exercício militar («OTAN Defender a Europa 2020») foi reportado que alguns militares Norte-Americanos que circulam pela Europa são portadores do vírus Covid-19 e outros tantos estão sinalizados como tal; isto é preciso ter em conta pois a doença/vírus Covid-19 é uma realidade e tem um efeito de propagação baste activo:

    «…U.S. troops are traveling to Europe from more than 20 states, including some with reported confirmed and presumptive coronavirus cases, according to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Deployments to Europe from affected states include active personnel from Washington, Georgia and North Carolina; reserves from California, Arizona and Illinois; and National Guard from Arizona, Florida, Oregon and New York…» – https://thedefensepost.com/2020/03/05/nato-exercises-coronavirus-defender-europe/

    Sendo assim, a sua afirmação, «…Mas não era este um vírus com uma propagação assustadora?…», torna-se bastante pertinente, e vai de encontro aquilo que neste momento se deve fazer, questionar.

    Por baixo fica o artigo de Manlio Dinucci na Rede Voltaire que explica melhor todo este aparato militar:

    – Na Europa fechada pelo vírus, a União Europeia abre as portas ao exército USA
    https://www.voltairenet.org/article209450.html

    P.S.: Uma vez mais, as melhoras para o seu pai, e um bem-haja pelos recentes artigos que escreveu recentemente sobre a actual situação em que a Europa e o Mundo se encontram.

  6. “No geral, 3 pacientes, e não 12, como indicado anteriormente para erros de digitação, apresentaram 0 patologias (0,8% da amostra), 89 (25,1%) apresentaram 1 patologia, 91 tiveram 2 patologias (25,6%) e 172 (48,5%) apresentavam 3 ou mais patologias.” Um vírus que elimina os doentes =\

  7. Boas!
    Também estou céptico relativamente a isto tudo, no entanto, não se pode descurar o que se passa em Itália, onde nas últimas 48 horas morreram cerca de 1500 pessoas.

    Cumprimentos

Obrigado por participar na discussão!

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