Max, The Racing Driver

Peço desculpa pela pausa, mas o Max está a tirar um curso intensivo de condução com uma duração de três dias para tornar-se o melhor condutor de Portugal ilha incluídas. Nada menos.

Entretanto, o espaço dos comentários está aberto para qualquer assunto: aproveitem!

 

Ipse carro!

63 Replies to “Max, The Racing Driver”

  1. Pessoal, gostaria de saber a opinião de vocês de um assunto: o que vocês acreditam que é a morte? Qual o ponto de vista espiritual de vocês com relação a vida e a consequente morte? Obrigado a quem participar desde já.

    1. Suspeito que a morte não deve ser coisa lá muito boa, se fosse, alguém havia de voltar para dar as boas noticias!
      Na teoria da reencarnação a memoria é “apagada” para nosso bem, também suspeito dessa história e pergunto, se a população só aumenta, como é possível que seja só “reciclagem”?
      Se quem morre volta, era normal que a população não aumentasse e sim mantivesse o mesmo numero, ou não?

      1. Caro Defunto, não tenho a menor intenção de convence-lo a aceitar a reencarnação.

        Mas, com relação ao seu questionamento, partimos do principio básico de que existe um criador. Mesmo que os dogmas religiosos sejam controversos, alguém criou o mundo. Se a vida que conhecemos começou com um simples aminoácido, ele foi criado por alguém. Usando um termo muito atual: a existência de um criador é “cláusula pétrea ”
        Diante disso, quem pode garantir que o criador ( ou os responsáveis por sua obra ) não continuem gerando novos seres humanos ?

        1. Bem, existe também a afirmação de muitos espiritualistas de que existem outros mundos, outras galáxias habitadas tanto por seres mais desenvolvidos do que nós como mais atrasados e , segundo esta explicação muitos reencarnam aqui na Terra vindo de outros lugares. Assim, poderia ser uma explicação para o aumento da população terrestre. Bem, é o que argumentam .

          1. Não sei, Nuno, sou a criatura.
            Não compreendo nem o meu criador, quanto mais o criador Dele.
            Mas, se queres uma definição de criador , posso te dar uma ( entre aspas, porque não é minha ):

            “Inteligência suprema. Causa primária de todas as coisas”

      2. Defunto, talvez não. Suponhamos que um planeta morra ou exploda em algum lugar do universo, para onde iriam estes seres sem pátria? Imagino que possa ser análogo a um servidor sobrecarregado onde os novos acessos são redirecionados aos mais próximos.

    2. A vida é um corredor, uma passagem. A morte é um fim de ciclo, que dará margem a um possível novo ciclo existencial, que chamamos de vida material

      1. Acredito que existam outros ciclos existenciais também, apesar de eu ter tido experiência de saída do corpo e isso facilitar meu entendimento disso. Certamente é difícil aceitar esse fato com nossa mente limitada pelas experiências físicas e treinamento social, eu mesmo não aceitava antes. Tampouco é coisa que nossos instrumentos científicos possam detectar e consequentemente comprovar.

    3. «…Se a existência de Deus, se a imortalidade da alma não fossem senão sonhos, ainda assim seriam a mais bela de todas as concepções do espírito humano…» – Maximilien Robespierre

  2. Pedro,
    A morte é provavelmente o assunto mais complexo que se poderá discutir.
    Sobre o tema sugiro o trabalho do Dr. Sam Parnia que desenvolve pesquisas no âmbito da ‘Consciencia após a morte clínica’.

    1. Pô, legal vou buscar, é um livro? Eu tenho pesquisado sobre testemunhos de EQM na internet, e acho incrível certas semelhanças nos relatos.

      1. ‘ O Dr. Sam Parnia é um dos maiores especialistas mundiais em estudos científicos sobre a morte, o estado da mente humana e experiências de quase-morte. Divide a sua actividade académica entre as pesquisas nos hospitais do reino Unido e a Cornell University, em Nova Iorque. Fundou o Consciousness Research Group, na Universidade de Southampton.
        Lidera um estudo académico verdadeiramente inovador, em colaboração com vários centros médicos em todo o mundo, cuja finalidade é descobrir cientificamente o que acontece quando morremos.’

        Pesquisa no Google pelo nome Sam Parnia que vai aparecer muita informação.

      1. A relação do homem com a morte, até a ascensão da civilização judaico-cristã, dava-se de forma natural, e até mesmo celebrada. Quando da institucionalização da religião, no final do Império Romano do Ocidente, e principalmente nos Impérios sucessores (Sacro Império Romano Germano, e Grego (dito Bizantino ou Romano Oriental)), foi criada uma verdadeira espada acima da cabeça do futuro cristão, onde o evento morte passou a representar um divisor entre o “céu” e o “inferno”, decidido pela Igreja conforme as ações do batizado, alinhadas ou não pelos ditames (canônes) do clero.

        1. Entendo, até a morte virou um negócio. Essa relação comercial com deus sempre me pareceu demasiada humana e incorreta, não acho que um deus se dedicaria a punir ou julgar sua própria criação, provavelmente tem coisas mais importantes a realizar.

          1. Caros Pedro e Anônimo, chegamos num ponto interessante:

            Apesar de eu achar importante buscar regrar nossas vidas com valores morais e espirituais, penso que Deus não está no controle sobre a humanidade, porque Ele é pela sua obra e não pela sua criatura.

            Basta observar as grandes catástrofes e transformações naturais ocorridas no nosso planeta.

            O que me deixa espantado é a visão tacanha que as pessoas adquirem , influenciadas por algumas religiões ( não todas ) , que deveriam propor ( mesmo dentro de sues dogmas) algo mais plausível com a realidade que nos rodeia.

            Certa vez estava assistindo um programa na TV sobre a atividade vulcânica da Terra. Ao meu lado estava um Sr. ( evangélico ) que me preguntou: “Sergio, vc não acha que Deus está segurando toda essa lava , para que a Terra não seja destruída ?” Quase não conseguindo conter o riso, respondi: ” E porque será que Ele não acaba com a Lava ?”.

            Abraço.

            1. É triste, a espiritualidade que nos é passada escraviza. A espiritualidade que eu sinto liberta e te põe em eterna dúvida e mesmo assim encontrei maior paz na segunda. O que me leva a crer que cada um é literalmente seu próprio “templo”. Minha moral existe por medo a nenhuma punição, minha moral é resultado de meu raciocínio ao perceber como todos podem viver melhor se eu deixar de andar com a cabeça virada a meu umbigo. Viver uma vida “correta” pelo medo de inferno ou punição não me parece livre. E caramba, imagina se tu é um deus: perderia teu tempo segurando lava ou julgando criaturas imperfeitas por natureza ou estaria criando universos?

  3. Amigo Pedro,
    Nunca se trata da morte.
    Trata-se da sua morte e para ela é que deve está preparado.
    Saiba, como deveriam todos saber, que tudo que você tem é emprestado.
    Chegará o momento de devolver e não importa como será feita essa devolução.
    Ao poucos para o ladrão, o cobrador de impostos, o médico e hospital… ou de uma vez só. Ocasião em que lhe desejo uma boa morte na cama: anoitecer e não amanhecer.
    Cumpre, se preza a essa personalidade que tem agora, que seja um fim elegante.
    Sem dívidas, deixando algum beneficio ao seu entorno. Uma goiabeira plantada que seja.
    Se existir algo que continue, pense em quão forte é esse algo que nem a Morte destrói.
    Mas não há garantias de que exista.
    Então, acostume-se a perder, posto que perde todo dia algo de si, nem que seja apenas o tempo que tinhas de ser até o não-ser. Até a grande “perda” que, na verdade, é só o devolver tudo o que você pensava que era seu…

      1. Anónimo, ja tive esse ponto de vista, mas não vejo assim hoje em dia, vejo a vida mais como uma forja e esse condicionamentos são fases apenas, tudo é muito passageiro nesse curtíssimo espaço de tempo que temos aqui.

          1. Anônimo, toda limitação é extrapolada mais dia menos dia, daí meu conceito de fases. Mas é tudo apenas um ponto de vista, o seu também é correto.

              1. Boa questão anônimo. Resposta: Não, considero uma única vida com muitas fazes, basta repensar no que é a vida. E se a vida for apenas consciência e esta for infinita? Isso pressupõe uma eterna evolução, daí as fases e daí a(s) forja(s). Se eu fosse comparar a uma religião, seria a religião da experiência própria.

                1. “E se a vida for apenas consciência e esta for infinita? ”

                  Creio nisso, e também creio que deve haver algum tipo de reencarnação, só que desconfio que em algum momento a vida na Terra foi sabotada, talvez seja a própria reencarnação o engano engendrado.
                  Não vejo evolução na humanidade, ao contrario, vejo um involução disfarçada de evolução que me leva a perceber que alguma coisa não bate nessa historia de reencarnação.
                  Resumindo, desconfio que estamos presos como estão os bois em fazenda de gado confinado e somos alimento de outros seres que se auto intitularam deus ou deuses e esses estão próximos de conseguir a sua meta, a saber, esse novo mundo que estamos vendo se criar, controle total pela tecnologia, esse mundo que conhecemos hoje em menos de duas gerações não existira mais, o verdadeiro fim do mundo.

                  1. É um ponto de vista. Eu penso que se a vida for consciência, isso quer dizer que o próprio corpo é um tipo de prisão, sensorial no caso, pois é como percebemos o mundo que nos cerca, com esse instrumento chamado cérebro. Mesmo que o quadro seja das cores que tu pinta (ao falar de teorias a sua também é válida até prova em contrário) eu não vejo isso como uma coisa permanente, afinal eventos de extinção são a regra aqui e mais dia menos dia todos serão livres. É a grande roda que a filosofia indiana fala. Tudo está sempre em seu devido lugar.

                    1. Que o nibiru exista então e faça como o Max, não com um Fiat mas antes com uma Ferrari.

                      Vem nibiru!!! 😀

  4. Nooossa, quanta gente se manifestando sobre morte! Não tenho nem certezas nem fé sobre o assunto. Para delirar gostaria que depois desta vida tivessemos oportunidade de ser melhores noutros mundos, noutras dimensões. Mas…quando meu corpo e minha mente pararem de funcionar, quando meu tempo de consciência caducar, vou para um pequeno cemitério com os meus cães já desaparecidos, aqui em casa, e virarei, assim como eles e junto com eles, húmus, nitrogênio, cálcio, boas coisas afinal para permitir outras vidas, árvores, verduras, flores. Nada mais, e já é o suficiente.

    1. Maria, me custa crer que sua experiência e boa fé seriam findas em um curto ciclo da vida terreno, tomara mesmo que você tenha a oportunidade de ser melhor em algum seguimento de vida.

    2. A panca que a maioria das pessoas tem com a morte, esse acontecimento natural inerente à Natureza bem como a todos os seres-vivos e eco-sistema em que habitámos, revela claramente que o Homem ainda se encontra bastante atrasado.

      Por mim, antes de virar cinzas, espero bater a bota acompanhado de vinho e cigarros, na companhia de uma mulher, melhor seria impossível, sem esquecer que a partir desse momento acabam-se as contas a pagar ao final do mês, a renda da casa, as idas ao supermercado, e toda uma quantidade de despesas que só dão dor de cabeça.

      1. A forma que uma pessoa se expressa sobre o assunto morte contém fortes indícios de sua personalidade e forma de ver a vida. JF e o lado bom de viver, em sua opinião, qual é?(além do óbvio que tu já expressou com relação a desejos em leito de morte)

  5. Ahem…não se esqueçam que há quem tenha experiências de quase morte no inferno. É só para que não se esqueçam que existe um Céu, e que como tal, há um Criador. Se este definiu regras para lá entrar, mais vale cumpri-las.
    Além disso, se existe gente que se lembra de outras vidas, eu pergunto: o que é que garante que essas memórias são da pessoa que as recorda? Suponhamos: alguém, ao entrar nesta vida, passa por um “campo” espiritual em que estão lá todas as memórias para registo e julgamento futuro (futuro para nós, que experimentamos essa coisa chamada “tempo”); ao passar por esse “campo”, ela entra em contacto com o que lá está e “aprende”, ou “passa a saber”, ou “absorve”, ou “assimila”, etc., algo do que lá está e que diz respeito a mais alguém. Ou seja, há memórias que nunca foram suas, mas das quais passou a recordar-se como se fosse. Afinal, há gente que se recorda de coisas que realmente aconteceram, e de outras que nunca aconteceram. Como é isto?

    1. Anónimo, e onde estão estas EQM no “inferno”? Como tu acredita que um criador pode punir criaturas tão pequenas? Um pai amoroso puniria seu filho a viver um inferno? Pior ainda para mim é o ser humano acreditar que possa ofender a um deus… Perceba as condições em que tu entra nessa vida, seria justo receber punição? Essa lógica de punição divina pra mim não cola.

      1. Meu/minha/ caro/a, se falei de EQMs no inferno, é porque as ouvi, logo existem.

        E como acredito em punição de um pai amoroso e como é que é possível ofender?
        Muito simples: o amor de Deus, não é um amor que tudo permite, caso contrário porque nos deu Ele regras? O amor de Deus é um amor que disciplina e que quer ver os seus filhos e filhas exemplarmente transformados no que devem ser e não no que eles querem, caso contrário todo o “regabofe” é possível. E só aconteceu porque passámos do moralismo ao hedonismo.

        Posso-lhe dizer até que a primeira coisa para que Deus nos criou é a primeira a que toda a gente hoje em dia tem aversão: ser santo e irrepreensível.

        Mas tudo isto é um sinal de cumprimento bíblico: estava previsto um tempo em que a doutrina divina se tornaria insuportável, e por isso é que quem, como eu, menciona este tipo de assuntos, é sempre escorraçado.

        Vê como tem lógica?

  6. Max, ao reler alguns comentários escritos nesta publicação (que começou com carros e já vai em cenários de «céu» e «Inferno» tipo Hollywood) se você não tiver cuidado, ainda vai ser afastado da gerência do blogue através de um golpe de estado clerical, à semelhança do que aconteceu com o Presidente Evo Morales.

    Bom fim-de-semana.

  7. Pedindo licença aos amigos e aproveitando a pausa do Max, gostaria de mudar de assunto. Até por que as coisas por aqui estão pela hora da morte. Valeu Pedro ! Desculpe-me pelo sarcasmo, mas culpe o Max, aprendi com ele.

    Falando seriamente, hoje é sexta e pensando num tema mais ameno, lembrei que hoje no brasil é o dia da “Black Friday”. Não sei como isso funciona nos outros países, mas aqui é mais ou menos assim: dobram o preço e vendem pela metade.

    As fast-foods são um caso a parte, veja na matéria abaixo como o “frenesi consumista só se torna possível pela exploração dos trabalhadores”.

    https://rodrigoratier.blogosfera.uol.com.br/2019/11/29/atendentes-de-fast-food-contam-lado-sombrio-da-black-friday/

    Abraços.

    1. Hahahahahahahaha que isso sergio, seu humor é sempre bem vindo.
      Aqui na Espanha funciona a meias, não são muitos os descontos a causar tanto alvoroço.
      No tema de exploração da moda, vi um documentário, disponível no YouTube, hoje do canal D.W. neste tema sobre a exploração dos trabalhadores e animais no uso do couro, bem legal e incrivelmente honesto.

  8. E vcs sabem de onde vem a denominação do auge do consumismo? Sexta Negra, ou seja, era uma sexta-feita escolhida pelos senhores brancos estadunidenses para vender negros à preços de liquidação…

  9. A morte estava melhor do que a sexta preta!

    A Morte é a única conselheira sábia que possuímos. Toda vez que sentir, como sente sempre, que está tudo errado, e você está prestes a ser aniquilado, vire-se para sua morte e pergunte se é verdade. Ela lhe dirá que você está errado; que nada importa realmente, além do toque dela. Sua morte lhe dirá: “Ainda não o toquei.”

    1. devemos viver um dia de cada vez, sem pensar no que será ou nao a morte, porque daí nunca teremos resposta. o que nos acontecer, acontecerá. haja ou nao o que houver, ou talvez nao! o resto é conversa para boi dormir…

  10. Ultrapassada a meia centena de comentários, resta-me sugerir ao Max um curso intensivo de culinária seguido de um post sobre a morte.

  11. Oi gente: se o Max insistir em curtir sua enésima férias de II em 2019, quem sabe os que gostam de comentar por aqui elegem o assunto que se consideram bem informados, assuntos concretos do aqui e agora, que possam oferecer múltiplas opiniões em novos comentários e continuamos discussões interessantes…

    1. O problema é que nem todos tem o dom da escrita, eu acho gostosa a escrita do Max. Mas seria uma linda anarquia, imagina quanta coisa a gente não sabe? Digo coisas específicas, como relatos da vida e a cultura quotidiana.

  12. Anedota de MUIITO MAU GOSTO sobre a morte:

    Chega o rapazola a casa vindo das aulas e pergunta:
    “Avô? Ó avô!… Onde estás?… Cheira a morto, aqui dentro… Avô?… Avô!?… AVÔ?!?!….”

    2 thumbs down, eu sei…

Obrigado por participar na discussão!

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