Automóveis menos poluentes: ganha o gasóleo

O Podcast de Informação Incorrecta
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Episódio 22: Michel Onfray, entre quijos e ditaduras

O novo livro do francês Michel Onfray, o filósofo pós-anarquista, anticomunista, anti-liberal, anticapitalista e simpatizante do socialismo libertário e do mutualismo de Proudhon.

 

Hoje vamos falar de carros eléctricos. Não apenas isso: mas no final do podcats vamos também explicar por qual razão um blog que nasce para tratar de assuntos como política e economia, está na verdade a falar de automóveis eléctricos e, mais no geral de ecologia. O bom Max descobriu a sua vertente “green”? Nada disso. Na verdade, hoje mais que em outras alturas, falar de ecologia significa falar de economia, de política, de finança, de futuro, porque todas estas coisas estão profundamente interligadas.

Pergunta: qual é o carro mais “amigo do ambiente”?

O carro mais verde, mais ecológico, existe e está à venda já há alguns anos. Qual é ele? Simples: é o carro do Leitor, o carro que o Leitor já tem. Não importa se for um carro à gasóleo, à gasolina, à gás: isso não interessa. Seja qual for o combustível utilizado, o carro que o Leitor já tem é o carro mais ecológico de todos. Querem saber por qual razão? E vamos ver.

A publicidade hoje fala de carros com “emissões zero”. Isso é falso: não existe, nunca existiu e provavelmente nunca existirá um carro com emissões zero. Um erro que devemos evitar é pensar que as emissões tenham que ser medidas durante a utilização do automóvel. É um erro porque o automóvel começa a poluir o ambiente ainda antes de ser vendido, até ainda antes de ser construído.

Quais são as fases de produção dum automóvel: são projectação, construção, distribuição, promoção e venda. Cada uma destas fases requer materiais e energia, portanto requer recursos retirados do planeta. A pegada ecológica começa logo no início, quando o novo carro está a ser projectado e testado. E continua a crescer com a produção, a promoção, a distribuição e a venda: o gasto de combustível por parte do utilizador é apenas a parte final deste ciclo. Quando o carro chega ao utilizador, já tem uma considerável pegada ecológica com relativas emissões poluentes. É por isso que não podem existir automóveis com “emissões zero”, é fisicamente impossível.

Adquirir um novo automóvel significa iniciar outra vez o ciclo de produção: talvez seja possível evitar a primeira fase, aquela de projectação, mas todas as fases seguintes são postas em marcha, outra vez. O actual carro do Leitor, pelo contrário, já deixou para trás estas fases com as relativas pegadas ecológicas. Comprar um carro novo para “ajudar o ambiente” é a coisa mais anti-ecológica que um automobilista pode fazer.

Se o Leitor for um automobilista e deseja ajudar o meio-ambiente, então faça um favor: fique com o seu velho carro. Vai poupar muito dinheiro e muitos recursos naturais também.

Outra pergunta: os carros eléctricos são os menos poluentes?

A revista italiana dos consumidores Altroconsumo realizou testes sobre as emissões poluentes dos automóveis actualmente à venda. As análises foram realizadas em conjunto com as principais organizações europeias de consumidores e o Adac, um dos maiores clubes automobilísticos da Europa. Comparada aos testes realizados há dois anos, diz a associação de consumidores, “as emissões de poluentes dos motores diesel diminuíram muito para permitir que carros com esse tipo de motor passem nos testes de homologação mais rigorosos. A situação entre o diesel e a gasolina foi, portanto, invertida. Hoje, um bom motor diesel polui menos que o equivalente a gasolina ”.

E isso não acaba aqui. Passo a citar: “Os carros híbridos, por outro lado, só se mostraram melhores se usados ​​na cidade, enquanto em rotas extra-urbanas poluem tanto quanto um carro a gasolina, uma vez que a contribuição do motor eléctrico torna-se insignificante. Quanto aos carros eléctricos, devemos observar a poluição ligada à produção de electricidade que os alimenta: se vier de combustíveis fósseis, não há vantagem para o meio ambiente”.

Resumindo: o diesel deixou de ser sujo, o híbrido não é tão milagroso e o eléctrico é inútil se alimentado por electricidade derivada de carvão, petróleo ou outros fósseis. A associação de consumidores confirma o que a maioria da imprensa especializada apoia há alguns anos.

É importante realçar que os testes foram conduzidos através do controle do ciclo de homologação Wltp, aquele previsto pelos testes europeus; a verificação do ciclo “auto-estrada” para detectar emissões e consumo de carros em alta velocidade (algo não previsto pelos testes europeus); e, finalmente, os testes na estrada RDE (Real Drive Experience, emissões reais de condução), realizados instalando no carro um dispositivo que mede as emissões ao longo de uma rota predefinida.

Mais: a revista AutoMoto.it quis aprofundar o discurso e foi entrevistar o pesquisador Carlo Beatrice do Instituto de Motores do Conselho Nacional de Pesquisa. O pesquisador citou o recente estudo alemão que comparou as emissões totais de dióxido de carbono (CO2) ao fim de 168 mil quilómetros percorridos por um veículo médio, com cerca de 1.400 kg de peso. Os dados indicam que, com os modos actuais de produção de electricidade, as emissões globais de CO2 de um veículo eléctrico e de gasolina são semelhantes:

E um diesel é ainda melhor. Pode-se argumentar que, se a produção de energia fosse garantida inteiramente a partir de fontes renováveis, as emissões de um carro eléctrico seriam menores do que aquelas dos veículos tradicionais. Mas também existem biocombustíveis de última geração. Isso reduziria as emissões em 90% em comparação com os combustíveis fósseis actuais. Se essas tecnologias fossem desenvolvidas, mais uma vez as emissões totais de CO2 entre automóvel eléctrico e térmico seriam aproximadamente equivalentes.

Portanto: não é verdade que os motores diesel emitem mais dióxido de carbono do que os gasolina. É exactamente o contrário: os motores diesel emitem menos dióxido de carbono do que os motores a gasolina. E, tendo em conta os actuais métodos de produção de energia eléctrica, os carros diesel emitem a mesma quantia de dióxido de carbono quando comparados com os veículos 100% eléctricos.

Pelo que, na classificação dos automóveis menos poluentes temos:

  • em primeiro lugar o diesel
  • em segundo lugar o carro eléctrico
  • em terceiro e último lugar o carro a gasolina, o mais poluente.

Mas, mas, mas… é mesmo assim? Porque neste discurso todo falta uma componente essencial que não pode ser ignorada. Falamos aqui das terras raras.

O cério, o lantânio e o neodímio são importantes elementos na fabricação das células de combustível, das baterias de hidreto utilizadas nos carros híbridos e eléctricos, e até na fabricação dos aerogeradores (os Sistemas de Geração Eólica, aquelas grandes pás que rodam e que produzem energia supostamente “limpa”). Estes elementos pertencem à classe das terras raras, cuja disponibilidade é limitada e cuja extracção é problemática.

As terras raras são encontradas naturalmente numa concentração muito baixa no ambiente. Perto dos locais industriais e de mineração, as concentrações podem subir muitas vezes acima dos níveis normais. Uma vez no ambiente, as terras raras podem penetrar no solo, onde o transporte é determinado por vários factores, como a erosão, pH do terreno, a precipitação, a água subterrânea, etc. Dependendo da biodisponibilidade, as terras raras podem ser absorvidas pelas plantas e posteriormente consumidas por seres humanos e animais. Não só: mas os ácidos fortes utilizados durante o processo de extracção das terras raras também podem poluir o meio ambiente, ser transportados e resultar na acidificação dos ambientes aquáticos.

Mas as terras raras não têm apenas um impacto no ambiente vegetal, também têm impacto no homem e nos animais: vários estudos concentraram-se na avaliação dos riscos ligados à agricultura, mineração e indústria que tratam das terras raras. Verificou-se que as pessoas que moram perto de minas das terras raras na China muitas vezes apresentam níveis de terras raras no sangue, na urina, nos ossos e nos cabelos mais elevados do que o normal. A exposição a estas substancias pode levar a uma ampla gama de resultados negativos para a saúde, como câncer, problemas respiratórios, perda dentária, incluindo até a morte.

Experimentos que expuseram ratos a vários compostos de cério encontraram acumulação deste elemento principalmente nos pulmões e no fígado. E isso resultou em vários resultados negativos para a saúde desses órgãos. Mas estamos na frente de algo que ainda se encontra em fase de estudo, pelo que a literatura científica disponível não é muita: o que parece é que as terras raras podem afectar a qualidade da vida vegetal e animal. E isso deve ser mantido em conta quando falamos de “pegada ecológica” dum automóvel.

Hoje sabemos que as terras raras utilizadas na fabricação das células de combustível, das baterias de hidreto utilizadas nos carros híbridos e eléctricos, e na fabricação dos aerogeradores, têm efeitos na saúde. No geral, a toxicidade de cério, lantânio e neodímio é baixa ou moderada: no entanto, Animais injectados com altas doses de cério morreram devido a colapsos cardiovasculares ; animais injectados com soluções de lantânio sofreram hiperglicemia, diminuição da pressão sanguínea, degeneração do baço e alterações hepáticas; o pó de neodímio e os seus sais são muito irritantes para os olhos e as mucosas: respirar este pó pode causar embolia pulmonar, e a exposição prolongada danifica o fígado.

Apesar disso, os automóveis eléctricos continuam a ser apelidados de “veículos com emissões zero”. O que seria uma piada de mau gosto se isso não tivesse profundas implicações em outros sectores. Pelo que, a classificação dos carros menos poluentes só pode ficar como pergunta sem uma resposta definitiva: sabemos que o carro diesel polui menos, mas não sabemos se o carro eléctrico polui menos dos gasolinas porque a questão da poluição com as terras raras é uma questão ainda em aberto.

Terceira pergunta: porque um blog de economia e política trata dum assunto como a ecologia?

Ora bem, vamos a explicar: mas porque raio Informação Incorrecta trata dum assunto como a ecologia ou os carros eléctricos?

Posso responder com outra pergunta: segundo o Leitor, por qual razão as casas automobilísticas e os governos estão a fazer tudo para espalhar os carros eléctricos? E há mais perguntas: por qual razão está a ser conduzida a cruzada contra o dióxido de carbono? Por qual razão, quase de repente, a classe política mundial tornou-se tão sensível ao problema ambiental? Já tentaram responder a estas perguntas? Ora bem, a resposta é simples: a cruzada anti-CO2, o susto do aquecimento climático, o fenómeno Greta, tudo isso faz parte da estratégia que tem como fim o total controle da energia por parte das lobbies financeiras internacionais. Que, olhem o acaso, são as mesmas que financiam as ONG’s ecológicas, os movimentos ecologistas, Greta e todos os gretinos.

Portanto: Informação Incorrecta trata da ecologia não porque de repente descobriu-se “verde”, mas porque a ecologia, nestes dias, está a ser utilizada como arma económica e política.

E não uma arma qualquer, mas “a” arma: em nome dela os cidadãos são obrigados a atirar para o lixo automóveis perfeitamente funcionantes e pagar, com o seu próprio dinheiro, carros supostamente “amigos do ambiente”, quando vimos que não existe um carro mais amigo do ambiente do que o nosso. Os órgãos de comunicação são forçados a espalhar mentiras acerca do aquecimento climático que existe, que fique claro, mas que não é provocado pelo dióxido de carbono ou pelas actividades humanas. Ao mesmo tempo nós, todos nós, somos forçados a sentir um sentimento de culpa porque, segundo o conto ecologista, somos nós com os nossos maus hábitos que produzimos o terrível dióxido de carbono e, com ele, o efeito estufa. O que há de melhor, de mais manipulável de alguém no qual conseguimos fazer nascer um sentimento de culpa?

Um blog, uma página internet que não trate da actual cruzada ambientalista está simplesmente a ignorar uma das maiores fraudes na história da humanidade, uma fraude que todos nós pagamos com o nosso dinheiro. E, enquanto isso, as verdadeiras fontes de poluição podem continuar a poluir de forma descontraída, porque aos governos e às multinacionais não interessa qual a verdadeira condição do meio ambiente. O único objectivo só pode ser o lucro, como sempre, e lucro já.

 

Ipse dixit

Fontes: Il Fatto Quotidiano, UNRAE: Inquadramento generale sulle tecnologie per gli obietivi di decarbonizzazione e contenimento delle emissioni ed i prossimi sviluppi (artigo Pdf, idioma italiano),

Música: Jökull (Metal Version) by Alexander Nakarada, https://www.serpentsoundstudios.com, music promoted by https://www.free-stock-music.com, Attribution 4.0 International (CC BY 4.0)
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

7 Replies to “Automóveis menos poluentes: ganha o gasóleo”

  1. Ola, Max!
    E na sua opinião qual o melhor para o bolso? ( Deixemos um pouco a mentira do clima e vamos ser práticos).
    Preciso de comprar um carro e após ler alguns artigos achei que o híbrido é o mais econômico.
    Qual a sua opinião?

    Adorei como sempre o seu artigo

    Cumprimentos
    Teresa

    1. Olá Teresa!

      Teresa precisa de ajuda? Eis Informação Incorrecta numa acção de socorro.

      Conheço os híbridos porque tive ocasião de conduzir um deles (um Kia Niro, o do meu pai) ao longo de largas centenas de quilómetros, tanto em cidade como em autoestrada e montanha. Tenho um diesel e sempre conduzi gasolinas, pelo que é possível fazer duas contas.

      – Os gasolinas consomem bastante e o combustível é o mais caro. Valem a pena só se os quilómetros percorridos não forem muitos.

      – Os diesel são mais poupados, o gasóleo custa menos, mas têm uma manutenção mais cara e custam mais no acto da compra: compensam só se os quilómetros feitos por ano não forem poucos (no geral nunca menos de 20 mil km/ano, melhor ainda 25/30 mil). E há sempre a possibilidade de que um autarca decida fechar a entrada para a cidade em nome do ambiente, talvez não agora mas no médio prazo sim.

      – Os híbridos custam mais no acto da compra mas, com aquele que conduzi, em cidade é normal um consumo de 4 litros /100 km (e às vezes ainda menos). Fora da cidade (em autoestrada) o discurso muda: uma média de 5.8 – 6 litros /100 km, gastos que mesmo assim são parecidos aos dum bom diesel. Vantagem do híbrido: a manutenção é a mesma dum gasolina, o sistema eléctrico não precisa de nada. E nenhum autarca pode atrever-se a ameaçar um híbrido. Meu pai ficou entusiasta do Niro (que é carregado de acessórios) e em Junho comprou o segundo. Eu admito: gostei bastante. Um senão: as casas automobilísticas garantem a substituição das baterias ao longo dalguns anos (no geral 5), mas se a intenção for ficar com o carro ao longo de mais tempo, é preciso considerar que substituir as baterias fora da garantia significa arriscar uma paragem cardíaca na altura de pagar.

      – Os híbridos plugins são ainda mais poupados (é possível percorrer algumas dezenas de km só em modo eléctrico), mas o preço é sensivelmente superior e é precisa uma garagem com tomada para o carregamento (e a tomada não pode ser uma qualquer, pena ter de esperar 10 ou 12 horas para a recarga).

      – Do eléctrico puro nem falo porque ou compramos um Tesla (que não merece o dinheiro que pede) ou temos que ter muita paciência para recarregar após escassas centenas de quilómetros: uma simples viagem até Madrid torna-se um pesadelo (e com alguns eléctricos até uma deslocação Lisboa – Porto é impossível com um carga só). Depois não se pode viajar sempre com a ansiedade da autonomia, arruína a saúde… Pode fazer sentido só como segundo carro, aquele de cidade.

      Pelo que, se o objectivo for poupar, nesta altura o híbrido parece-me a escolha melhor. Mas atenção: os sistema híbridos não são todos iguais, mesmo no interior da mesma casa produtora. Na Kia, por exemplo, o sistema do Niro não é o mesmo do modelo Sportage, que gasta mais. E o sistema da Toyota (no caso do Prius) é ainda diferente. Melhor informar-se e frequentar alguns fóruns de utilizadores para entender quais os consumos reais.

      Alternativas?

      – O gás GPL pode contar com uma boa rede de distribuição e tem um preço de arromba: menos de 0.60 Euros por litro. Custa um pouco mais no acto da compra mas a despesa é recuperada rapidamente (muito mais rapidamente do que o diesel). Outras vantagens: manutenção simples (na prática: a mesma dum gasolina), autonomia enorme (gás+gasolina), polui muito pouco (menos dum diesel). Desvantagens: não há muitos modelos disponíveis e em alguns parques subterrâneos não podem entrar. E ainda não há uma política clara das autoridades quanto ao futuro do GPL/ambiente. O meu primeiro carro era um GPL (em Italia são muito difundidos) e na altura perdia-se algo em termos de prestações, mas hoje, na prática, as diferenças são irrelevantes. Tirando o problema dos parques subterrâneos e a incógnita da política ambiental, o GPL é o combustível que mais faz poupar, isso está fora de dúvida, até perante um eléctrico, cujo preço de aquisição é sensivelmente superior.

      – Gás natural: não compensa. É o menos poluente mas custa mais no acto da compra, o preço do combustível é o dobro do GPL (1.184 €/Litro) e a rede de distribuição quase não existe em Portugal.

      Resumindo:
      Se um carro gastar 6l por cada 100 km o custo directo é de:
      Gasolina 95 Simples – 8.94€; Gasolina 98 Simples – 9.24€; Gasóleo Simples – 8.28€; GPL – 4.20€.
      Em 10.000 km falamos de:
      Gasolina 95 Simples – 894€; Gasolina 98 Simples – 924€; Gasóleo Simples – 828€; GPL – 420€.
      Em 100.000 km são:
      Gasolina 95 Simples – 8.940€; Gasolina 98 Simples – 9.240€; Gasóleo Simples – 8.280€; GPL – 4.200€.

      O eléctrico perde por causa do preço da aquisição: um Renault Clio gasolina mediamente equipado custa 17.789,99 Euros, a equivalente versão eléctrica (o Zoe) custa 33.210 Euros. São mas de 15.000 Euros de diferença quando vimos que o custo do combustível ao fim de 100.000 km é de 9.240 Euros para o gasolina, 8.280 para o diesel e 4.200 no caso do GPL.

      Última nota: não conheço as necessidades da Teresa, mas pode haver casos em que o gasolina ainda seja o que mais compensa, apesar de ser o combustível mais caro. Por exemplo: se a estética não for um requisito, é preciso considerar os modelos da Dacia, com mecânicas amplamente testadas (a Dacia utiliza motores Renault da geração anterior: há muitos Dacia utilizados como taxis, óptimo sinal), tudo em troca de preços que são bem inferiores aos equivalentes modelos de outras marcas mais conceituadas (simples encontrar diferenças superiores aos 5.000 Euros).

      Um exemplo é o modelo Logan Comfort TCe 90 de 4 portas (que de facto é um Renault Clio da anterior geração mais bagageira). A estética é o que é (parece obra dum indivíduo com alguns atrasos no desenvolvimento) e suponho que também o volante faça parte da lista dos optionals. Mas tem uma senhora bagageira (mais de 500 litros), oferece espaço para 5 pessoas e tem gastos razoáveis, tudo em troca de 10.190 €. Se o objectivo for apenas ir do ponto A até o ponto B com família e bagagens, não há nada mais barato.

      Espero ter ajudado!!!

  2. Max,
    Já estou a aquecer o motor para amanhã fazer o meu comentário naquele que é o tema ao qual tenho dedicado mais tempo: As alterações climáticas.
    Posto isto, e sobre os carros, não considero o CO2 um poluente, pelo que o critério de medição da poluição provocada pela queima de combustíveis fosseis, tem necessariamente de incluir os verdadeiros poluentes, como os óxidos de enxofre, aldeídos, hidrocarbonetos, partículas, etc.
    Concordo que nesta altura, a opção mais sensata para a compra de carro, se necessária, é optar por um carro a gasóleo, ou gasolina dependendo do numero de quilómetros percorridos anualmente. Existe sempre o risco do preço dos combustíveis poder ser artificialmente inflacionado, mas não me parece que existam condições para que aconteça nos próximos anos.

  3. O que é a estupidez programada!!
    Comecei a prestar atenção na frequência com que aparecem determinadas propagandas, reconhecidas como tal (pouca coisa na internet não me parece propaganda).
    Batendo o recorde de mais frequente, o desespero das agência financeiras em convencer os pequenos poupadores a investir no mercado financeiro, na compra de ações. ( neste momento os grandes poupadores e financistas já retiraram da Bovespa, nos últimos meses mais de 7 bilhões de dólares ). A estupidez programada já tem números de como a classe média brasileira está nadando de braçada na compra de ações, substituindo o rombo deixado pelos milionários.
    O segundo, na minha modesta estatística, são as práticas e substâncias milagrosas, atestadas por deus e o mundo, que fazem levantar defunto, transformar sapo em príncipe, fazer de um trapo humano “vencedores”. Não consigo encontrar alguém que já não tenha perdido as ilusões e desistiram, ou então permanecem pondo fora seu minguado dinheirinho.
    Em terceiro lugar, chegamos nos automóveis, e o “fazemos qualquer negócio” que caiba no seu orçamento, tudo isto para desencalhar milhares de veículos encalhados e dar conta das novas produções “ecológicas”. Para comprovar como a estupidez programada dá conta deste item, basta dar uma olhada nos carros que trafegam na cidadezinha onde moro. Deve tratar-se de uma cidade de muito ricos estúpidos (estúpidos, mas ricos). Nada disso: o pessoal daqui está endividado cada vez mais, mas continuam comprando (quem não é tem que parecer ser). Chegou-se ao cúmulo de haver um comércio informal e “sigiloso”, o qual alguns bem espertos financiam carros do ano, com as últimas novidades e alugam para um estúpido usá-lo como se fora seu, até um novo lançamento. Usam desta proeza porque tem o nome sujo na praça, não conseguem mais empréstimos, mas descer da ostentação…jamais.

  4. Olá, Max!

    Obrigada pela resposta direta, baseada em factos e explicada de uma forma prática. Excelente como tudo o que faz.

    Muito obrigada.

    Abraço
    Teresa

    1. “Excelente como tudo o que faz.”

      LOLOLOLOLOLOL!!!! Muito obrigado Teresa, conseguiu que o meu dia começasse com uma gargalhada, o que é sempre a melhor maneira para começar!

      Bom fim de semana 🙂

Obrigado por participar na discussão!

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