A Esquerda: contra os trabalhadores e contra o ambiente

O tempo de leitura estimado deste artigo é de 9 minutos

Para Paolo Barnard

Hoje o bom Max estava a conduzir no seu carrinho quando de repente aparece um cartaz. Não na frente do carro, um pouco à direita, na berma. Mas deu para ler. Rezava o anúncio: “Horário de trabalho mais justo!”. Nem sei se era do Bloco de Esquerda o do Partido Comunista, tanto faz. Só sei que eu disse “Malandros!”. O que é falso, pois a expressão foi italiana, um pouco mais complexa e abrangia a actividade pública desenvolvida pelas antepassadas de quem criou o cartaz. Mas vamos em frente: por qual razão o bom Max reagiu desta forma? Talvez ele não deseje um horário mais justo para os trabalhadores? Será que vendeu-se ao Capital? Ahi que horror!

O tema está intimamente ligado a outro assunto, algo que ainda consegue surpreender-me: a maioria dos Leitores de Informação Incorrecta é de Esquerda. Não sei qual a a razão: eu não sou de Esquerda e nem de Direita, acho ter deixada clara ao longo dos anos a minha adversão acerca destes infames rótulos. Infames porque traiçoeiros.

Mas combinamos os dois assuntos: por qual razão um “não” perante um “horário mais justo”? Pela simples razão que reivindicar uma diferente carga horária significa implicitamente aceitar e endossar o actual sistema de escravidão. Não é que ao trabalhar menos duas horas o escravo fique um pouco menos escravo: sempre escravo é. A escravidão dele está gravada na sua mente, não nos horários.

E aqui entra o pensamento da Esquerda clássica (nota: neste artigo utilizo o termo “Esquerda” para falar das ideologia socialistas e comunistas). O pensamento de Esquerda é, na minha óptica, uma traição até pior daquela perpetrada pela Direita em relação aos trabalhadores: porque a Direita clássica (não aquela de Bolsonaro, não aquela dos actuais liberals) cuida dos trabalhadores, reconhece-os como força motriz do País. No geral, quem afirma que a Direita não cuida dos trabalhadores e premia apenas os interesses do “patrão”, simplesmente não sabe do que fala e limita-se a repetir algo que ouviu dos doutrinadores.

Seria aqui possível falar da teoria segundo a qual o Comunismo foi outra invenção dos Illuminati sionistas que, além do fogo, da escrita, da Descoberta das Américas, da Revolução Francesa, do Grupo Bilderberg e da pasta dentífrica ao sabor de menta, tiveram tempo também para criar um falso inimigo do Ocidente que dividisse a sociedade etc. etc. Não estou interessado nestas visões demasiado cultas, vamos manter o discurso no nível mais básico, observando os princípios da Esquerda. E vamos analisar a Esquerda apenas dum só ponto de vista, algo que é terrivelmente importante, além de estar na moda por outras razões: o meio ambiente. Mas depois porque ser forreta? Vamos falar do ambiente todo, não apenas de meio!

O meio ambiente e o Industrialismo

Aprofundando os ideais dos clássicos Socialismo e Comunismo, por exemplo, é incompreensível como haja pessoas que se declaram ao mesmo tempo “de Esquerda” e “ambientalistas” (ou “ecologista” etc.). As duas opções estão em completa antítese, são uma o contrário da outra. Isso porque o Comunismo (e o seu predecessor cronológico, o Socialismo) são duas doutrinas industrialistas, ou seja, reconhecem na produção industrial o foco central de toda a sociedade, a fonte do bem estar. No Comunismo ou no Socialismo não há uma economia sustentável pela simples razão que não pode haver: o proletariado e a sua luta de classe existem apenas até quando existirem as indústrias com o conceito de trabalho ao serviço do “patrão”. A luta do proletariado nunca foi em prol duma economia de decrescimento ou, aos menos, de manutenção do status quo: a luta verte toda no conceito de posse dos meios de produção e, portanto, da sucessiva produção.

Ao espreitar o site do Partido Comunista Português (PCP), os duros e puros marxistas-leninistas do burgo aqui, em lado nenhum podemos encontrar algo relacionado com a recusa do sistema industrialista; sistema que, ao contrário, é defendido ao defender o trabalhador “proletário”. A única diferença entre Esquerda e Direita fica toda na posse dos meios de produção: nas mãos do povo segundo a Esquerda, nas mãos dos privados e do Estado segundo a Direita. Mas é aqui que a Esquerda clássica choca com o meio ambiente: a ecologia nunca poder ser industrialista, a salvaguarda do planeta não pode passar pela produção massiva.

A nossa actual sociedade mostra a todos as consequências dum industrialismo levado ao extremo: os recursos estão a ser consumidos com uma velocidade que não permite a natural reposição. Extraímos os metais raros para os nossos preciosos smartphones, mas a Natureza não trabalha segundo os ritmos das empresas, portanto estamos obrigados a cavar cada vez mais, destruindo (literalmente) ilhas, esburacando o terreno como um queijo suíço, provocando terramotos que de natural têm pouco, com enormes quantidades de resíduos (bem maiores do que a matéria prima extraída). E somos obrigados a gastar cada vez mais energia neste processo, óbvio sinal de que algo não bate bem.

Podemos pensar que numa sociedade de Esquerda as coisas estariam bem melhores, sem dúvida diferentes. Mas por qual razão pensamos uma coisa destas? Como vimos, a sociedade ideal de Esquerda é uma sociedade fundada no mesmo princípio neoliberal: a industrialização, conduzida pelo proletariado mas sempre industrialização. Talvez, uma sociedade de Esquerda poderia racionalizar a produção, adequa-la às efectivas necessidades dos cidadãos. Talvez. Mas a diferença não está no fim da história, apenas no tempo. O fim da história numa sociedade industrializada é sempre obrigatoriamente o mesmo: a população aumenta, as necessidades aumentam, são precisos cada vez mais recursos. Ponto. Não há outras “saídas”. Poderia haver uma mais justa distribuição da riqueza e um tempo de “esgotamento” dos recursos maior: a nossa actual sociedade é profundamente injusta e tem tempos frenéticos, tudo é consumido com pressa e a pressa nunca parece ser suficientemente rápida. Admitimos, por amor de discussão, que numa sociedade socialista ou comunista a exploração frenética dos recursos possa ser atingida com mais tempo, também recorrendo às fontes de energia renováveis (é uma mera suposição que, todavia, não tem bases pois a história ensina que quando as condições duma sociedade forem favoráveis, a taxa de natalidade dispara: mais pessoas, mais exigências, mais recursos utilizados): mas sempre de industrialismo falamos, isso é, duma sociedade que devora recursos naturais não renováveis.

Pelo que repito: como pode uma pessoa ser “de Esquerda” e ao mesmo tempo afirmar que se preocupa com o meio-ambiente? Não pode. O industrialismo é uma doutrina que tem como fim a exploração dos recursos naturais: e este fim é o mesmo, visto de Direita ou visto de Esquerda.

(nota: nesta altura o bom Comunista extrai o trunfo. Que consiste em afirmar que numa sociedade comunista as pessoas rendem mais porque não escravas, pelo que alcançam sucessos tecnológicos com mais rapidez e sempre em favor da comunidade toda. Isso permite descobrir e explorar novas formas de energias, que não poluem, não prejudicam o meio-ambiente etc., etc., etc.. Outro trunfo é a utilização de energia renováveis e seria engraçado ver uma demonstração duma internet global que funciona apenas com as energias renováveis, seria divertido mesmo. Mas é claro que em ambos os casos entramos no campo da psicopatologia ou, na melhor das hipóteses, dos contos de fadas).

As verdadeiras perguntas

Portanto, a verdadeira pergunta não é “Esquerda ou Direita?”, mas deve ser “Industrialismo ou não?”. Porque as duas principais correntes ideológicas dos últimos duzentos anos têm exactamente o mesmo objectivo: a produção industrial. Que raio de “alternativa” é esta? Como é que ainda hoje a ideia de “crescimento” constitui o metro para medir a saúde duma sociedade? Por qual razão ambas as doutrinas abominam e lutam contra as verdadeiras alternativas (como o Anarquismo)? Como é possível que nenhuma força política presente nos vários Parlamentos repudie um sistema que já mostra amplamente todos os seus limites, sendo algo que destrói o ambiente no qual vivemos? Como é que ambas as doutrinas de maior “sucesso” preveem a existência de escravos?

Estas são as únicas perguntas que actualmente contam. E responder com um “Ehhh, mas não há alternativas, tu tens uma alternativa?, não? então é inútil falar disso, fica contente com aquilo que tens e deixa de sonhar” não vale porque é falso. Clamorosamente falso. O Leitor tem internet? Então toca mexer os dedinhos e procurar porque há alternativas. Esperar que chegue alguém com um modelo de sociedade já pronto, perfeitinho, que tem só que ser implementado, não é apenas infantil, é doentio mesmo. E esperar que sejam sempre “os outros” a apresentar propostas é doentio e irresponsável.

Resumindo: pessoal acordem. Saiam duma vez por todas da gaiola “Esquerda-Direita”, tentem ver o mundo como ele é, não apenas com os olhos das doutrinas: as doutrinas são letras mortas, boas para os cadáveres. Nem falo dos casos-limite como o PCP português, com a sua “política patriótica e de Esquerda!” (sic!!!), falo aqui da Esquerda no geral que, infelizmente, trabalha para manter activo e em boa saúde o actual sistema em todo o mundo (obviamente não falo da Direita porque nem vale a pena e porque a situação aí, do ponto de vista ideológico, é ainda pior).

Mas acerca disso vamos falar na segunda parte do artigo. E vamos falar mais uma vez dum assunto que acho ser fundamental, a questão do trabalho: porque é aí que a armadilha prende definitivamente o indivíduo à este sistema, impedindo-lhe de ir mais além. Se o dinheiro é a chave para entender quais as leis principais que governam o nosso sistema, o trabalho (do qual faz parte o Industrialismo) é o Cavalo de Troia que permite a exploração da enorme massa de escravos, mantendo-los presos ao longo da vida toda. Ámen.

O exemplo

Para acabar, eis explicada a dedicatória presente no início do artigo. Nesta precisa altura em que estamos sentados ao computador, nas nossas casinhas, há alguém que com 60 anos de idade partiu de Italia para ir até Londres, na frente da Embaixada do Equador, para protestar contra as condições nas quais é mantido [wiki]Julian Assange[/wiki]. Trata-se de [wiki base=”EN”]Paolo Barnard[/wiki], o jornalista que luta em prol do jornalismo. Eu tenho as minhas ideias acerca de Assange, e são ideias diferentes daquelas da Barnard. Mas é impossível não reparar na diferença: Barnard acredita em algo, ele luta enquanto eu estou aqui, exactamente como todos os Leitores, sem mexer um dedo. É um facto que não pode ser posto em discussão.

Podemos pensar que no fundo a iniciativa de Barnard seja inútil: mas não é, porque se é verdade que não contribuirá para melhorar as condições de Assange, também é verdade que aponta o dedo ao nosso comodismo, a falta de acção, ao “é tudo inútil”, ao “ehhh, mas tanto não há alternativa”. Imaginem que ao pé da embaixada houvesse não um mas cem, mil, dez mil Barnard: então algo aconteceria. E a propósito: o vosso partido de Esquerda falou nisso? Realçou a iniciativa, convidando a participar ou pelos menos a apoia-la moralmente? Ou fez como nós, ficando sentadinho no quente e doce lar?

 

Ipse dixit.

5 Replies to “A Esquerda: contra os trabalhadores e contra o ambiente”

  1. Max,

    Um modelo social alternativo tem sido objecto de muitas propostas, umas mais interessantes que outras. A Anarquia é um desses exemplos.
    Fatalmente, os modelos que têm como pilar fundamental o trabalho, são aqueles que têm vingado.
    Curiosamente o trabalho nunca esteve tão em causa como agora. Penso que já é a terceira vez que aqui falo do livro ‘Manifesto contra o trabalho’ que defende a tese de que o trabalho, no Sec. XXI, tem a mesma relevância que as diligencias tiveram no Sec. XX.
    Hoje, a ascensão dos movimentos populistas, e outros, como os coletes amarelos em França, assentam em minha opinião, na ideia que os governos não existem para servir os cidadãos mas antes para os subjugar dentro do sistema que esses mesmos governos representam.
    É possível mudar o paradigma, e o paradigma vai mudar inevitavelmente. A questão tem a ver como é que essa mudança vai ocorrer e o que vem depois.
    Este post vai no sentido dessa mudança, assim como a manifestação do Paolo Barnard. São pequenas iniciativas com impactos diferentes, sendo no entanto ambos os impactos maiores que zero.

    abraço
    Krowler

  2. E verdade que ha alternativas. Mas para isso e preciso ter coragem para sair da dita “zona de conforto”, que de “conforto nao tem nada! Boas Festas e um Feliz Ano Novo!

  3. Olá Max

    Concordo mas…
    Estás a ir muito a frente, neste momento o que não faltam são falsos divisionismos.
    Fase presente

    Até se chegar ao ponto em que Paolo Barnard sozinho tem mais (lógica) que milhares ou até milhões com um colete amarelo que estão contra um regime mas sabem que a alternativa atual ainda pode ser pior?! E pior querem tudo (varia conforme a pessoa), por vezes a mesma pessoa quer coisas que estão em contradição uma com outra? A grande maioria.
    Podem ter razão mas tem que existir organização e objectivos.
    Simples ninguém se entende? Que tal organização e dizer concretamente ao que veem o que pretendem, problemas e soluções ou pelo menos propostas? Nada?
    Ritual de lo habitual

    E depois enquanto Barnard defende algo, uma causa, ao menos é coerente e sabe-se ao que vai e o que defende
    (e bem): é relativo opiniões que se possa ter de Assange são opiniões(cada cabeça sua sentença), até porque não estamos informados da verdade toda. Mas é normal o que se passa com Assange e poder ser extraditado para um local que não tem nada a ver com o caso(Suécia, que já á muito retirou as acusações, pelos vistos falsas sobre o indivíduo e as supostas vítimas já disseram a verdade, ou a verdade da mentira), sai do pequeno espaço e pode ser conduzido para os EUA?! Como! Se é este o sistema em que se alteram leis a gosto para abafar indivíduos…é uma farsa.

    Quando não bastava o problema direita/esquerda whatever. O foco é o trabalho/exploração/ para a recompensa dinheiro (aí concordo 100% contigo).
    O pressuposto já vem do séc. dezanove(Marx/Engels) e até agora. Um não vive sem o outro.
    Era ótimo que num mundo perfeito não existisse explorações do próximo.
    Mas existe e não é pouco. Até aqui numa zona agrícola vem autocarros(ónibus?) cheios com matrícula Búlgara e Romena, lógico que não os culpo mas sim a quem não aproveita mão de obra local pois fica mais barato.
    O problema é que quem detém os meios de produção não pensa como um Henry Ford(auferir/pagar melhor e não o mínimo para alem de produzir comprar um ford t), ou metade que pensa assim, melhores salários mais dinheiro gasto até nas nossas empresas, um ciclo.
    Outra pergunta mas lá vai porque os países escandinavos*os mais da tal de centro-esquerda* até quando tem por vezes governos de pseudo-direita possuem os melhores indicadores a todos os níveis de vida?

    Ps: so estou a por questões para levares em consideração a 2a parte

    Planeta com recursos limitados população que não para de aumentar precisamente onde o nível de vida está pior?

    E os paradigmas do início de século, criar do nada (ex: uber, airbnb sim também criam trabalho mas casas ou automóveis está quieto, usam o que é feito ou está feito) ou pior a supressão de seres humanos por máquinas(só manutenção)….
    O desenvolvimento da automação, informatização etc….

    Ps2: concordo com o Krowler, o problema é que para a maioria Anarquia não passa de anarquia, era algo que podia ser bem explicado.

    Abraços a todos e ótimo 2018

  4. Olá Max: só para tentar rir um pouco, deixa eu dizer para vocês o que se diria aqui diante da afirmação: “não sou de direita nem de esquerda”.
    Para o cidadão comum, aquele que não tem tempo de ver o jornal nacional da Globo, mas tem tempo de acompanhar o Faustão, o Ratinho e o futebol:” Então tu não consegue trabalhar nem com a mão direita, nem com a esquerda!?”
    Para o cidadão escolarizado, aquele que “entende” de política: ” Então tu és de centro, centro direita, centro esquerda, ou centrão mesmo?”
    Para o cidadão “escolarizadíssimo”, que “entende de tudo e mais um pouco”,”politizado barbaridade”, que escreve coluna de jornal: ” Você deveria tornar-se mais politizado!!” (Anarquia, 99,9% da população, culta ou inculta, é bagunça, confusão)
    Agora cá entre nós, e também comentaristas e leitores, o que não combina mesmo é capitalismo e ambientalismo. Para o capitalismo, as democracias de fachada ( funcionando a todo vapor na maior parte do mundo) é o paraíso na terra porque pressupõe liberdade, e o caminhar para igualdade e solidariedade, o que é a maior mentira que se possa pregar, seja `a direita, à esquerda, ou “centro”. O capitalismo e suas farsas políticas que engendram o jeito de pensar das populações, sufoca qualquer pretensão de distribuição de terra a quem não a possui, o que seria basilar para o meio ambiente em simbiose com os povos.
    Exemplo clássico é o Brasil, que nasceu e cresceu com 12 latifúndios hereditários, doados pela Coroa portuguesa. E como aqui “em se plantando tudo dá”, como escreveu Pero Vaz de Caminha, o latifúndio açucareiro, e o a extração do ouro, com mão de obra escrava, gestou milionários aqui e em Portugal . Mais tarde o latifúndio do café, com escravos livres, continuou enriquecendo ingleses e franceses. Foi tanto mas tanto dinheiro, que os proprietários paulistas se industrializaram, tornaram-se banqueiros unidos com o capital norte americano, com milhões de escravos livres italianos, alemães e japoneses, que imigraram, desapropriados de suas terras de origem.
    Duas únicas vezes se pensou em reforma agrária no Brasil, com Jango e Lula. O primeiro resultado durou 21 anos de ditadura explícita de direita. O segundo, suponho que será longo.(Brizola chegou a desapropriar terras no RS, na época de Jango e Lula preparava-se para reativar seus planos do primeiro mandato, quando foi impossível por em prática, caso contrário, caía)
    É claro, que dentro das distorções gerais da realidade, o escravo assalariado em Portugal, pretenda novos “direitos”. Aqui, 60%, longe de querer diminuição da jornada, vivem na precariedade, e querem emprego não importa quantas horas, onde e quanto o patrão vai pagar, outros 15% foram desempregados nos últimos anos e aceitam qualquer coisa, ser “empresário”, vendendo sacos alvejados para pano de prato em beira de estrada até ser livre e independente para vender sangue.
    Não tenho conta das vezes que participei de passeatas, de movimentos e tudo mais, tanto mais…

  5. A velha, e nunca gasta, táctica: dividir para reinar!
    Esquerda/direita, pós/contra… Em vez de se pensar num bem comum, cola-se por afinidade ao que mais representa o individualismo. Genial e nunca falhará.

Obrigado por participar na discussão!

%d bloggers like this: