Come, come que faz-te bem!

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O Leitor tem um carro movido a gasolina? Experimente o mesmo modelo com diferentes tipos de alimentação. Com o gás GPL terá uma poupança em termos económicos e perderá algo em termos de prestações. Mesmo carro mas alimentação a metano? Maior poupança, prestações sensivelmente inferiores. Algo mais radical? Então não instale nada e experimente atesta-lo com gasóleo: o carro pára, com o motor estragado. E foi-se também o conversor catalítico. Parabéns, mas que ideia genial que teve…

Foi uma ideia estúpida, não foi? Pois foi. No entanto o Leitor aprendeu algo: o desempenho duma máquina está ligado ao tipo de alimentação utilizado. Ao mudar a alimentação, mudam-se as prestações.

O automóvel é uma máquina. O homem é uma máquina também: extremamente mais refinada, é uma máquina biológica e muito prática. Por exemplo, não precisamos de carregar depósitos de gás para caminhar. E mais, podemos utilizar vários tipos de combustível sem precisar duma afinação: líquidos, sólidos, alcoólicos, não-alcoólicos, gordurosos, magros… é o nosso corpo que automaticamente afina-se. Cómodo, não é?

É biológica, sofisticada e prática… no entanto sempre máquina é. Será que ao mudar a qualidade da alimentação mudamos também o nosso desempenho, tal como acontece com um automóvel? A resposta é “sim”. Exemplo extremo: um alcoólico acaba por estragar irremediavelmente o “motor” que irá parar muito mais cedo. Mas sem entrar no campo do radical, é claro que diferentes tipos de alimentação implicam diferentes níveis de desempenho: é o que bem sabem os atletas que utilizam dietas específicas para optimizar as suas prestações.

E não é uma escolha

Também o desempenho do cérebro está ligado à qualidade da alimentação. E o cérebro é um órgão importante que cada um de nós utiliza. Mais ou menos. Há excepções.

A tendência de crescimento nas estatísticas de criminalidade e violência assemelha-se a uma epidemia, cujos sintomas incluem confusão mental associada a uma completa falta de controle emocional ou comportamental. Os governos e os media culpam vários factores sócio-políticos, como televisão, filmes, pobreza, falta de orientação dos pais, abuso infantil, frustração, falta de motivação, falta de instituições adequadas, etc.

Tem sido atribuída a praticamente tudo, excepto a uma nutrição errada. Mas uma nutrição inadequada pode alterar o funcionamento do cérebro até levar a uma séria disfunção mental que inclui comportamentos violentos e criminosos. Quando confrontados com um indivíduo de comportamento violento, é necessário investigar se a dieta é deficiente em frutas e vegetais frescos, se há intolerâncias ou alergias a algum alimento consumido regularmente e se há intoxicação por metais pesados ​​(chumbo, cádmio, alumínio, etc …) através de análise mineral de cabelo.

Quem escreve assim não é um fanático vegetariano ou o dono duma loja “verde” mas uma cientista, Tuula E. Tuormaa, que já em 1994, na sua pesquisa The Adverse Effects of Food Additives on Health: A Review of the Literature with Special Emphasis on Childhood Hyperactivity alertava para algo do qual pouco se fala. O que é esquisito, pois os efeitos potencialmente negativos duma má alimentação são conhecidos há muito: segundo alguns históricos, uma das causas do fim do Império Romano poderia ter sido o chumbo, assumido em doses elevadas através da água potável consumida à mesa (teoria idiota, diga-se de passagem…).

Cada vez mais pessoas hoje aceitam a existência de uma relação entre a nutrição e o aparecimento de muitas doenças, mas poucas consideram realista que isso possa influenciar o comportamento humano. Por outro lado, numerosos estudos mostram que o início de comportamentos antissociais, violentos ou até criminosos estão relacionados à falta de micronutrientes, à presença de alergias ou intolerâncias a certos alimentos, a uma dieta excessivamente rica em açúcares refinados ou metais.

Uma dieta baseada em alimentos com açúcares e farinhas refinadas, bem como baixa em ácidos gordos essenciais, não só não fornece micronutrientes suficientes, mas as calorias “vazias” desses alimentos removem as outras do corpo, aquelas empenhadas nos processos de produção de energia, gerando um estado de deficiência crónica que altera o bom funcionamento do cérebro.

Pensamos nisso: todos temos que comer. E não é uma escolha, é uma necessidade. Agora, mentalmente, um salto até o supermercado: visualizem os estantes, a quantidade de comida refinada, elaborada, adicionada, até geneticamente modificada. Aquele é o nosso “carburante”, é isso que determina as nossas “prestações”. E se isso modificasse também o nosso comportamento? E se alguém decidisse determinar qual a direcção desta modificação?

Neurotransmissores

Já em 1992, o Professor David Benton afirmava que em alguns indivíduos uma deficiência não grave de determinados micronutrientes era condição suficiente para provocar o aparecimento de distúrbios psicológicos. No final dos anos ’90 e início de 2000, o grupo de pesquisa do Professor Stephen J. Schoenthaler começou alguns testes entre alunos com problemas comportamentais numa escola da Arizona (EUA) e jovens infractores detidos numa prisão em Oklahoma. Estes estudos mostraram que a introdução de suplementos vitamínicos e minerais durante vários meses pode reduzir significativamente o comportamento anti-social.

Em 2002, Bernard Gesch e colegas relataram evidências semelhantes num estudo entre jovens infractores mantidos numa prisão em Aylesbury, Inglaterra. Em adição às vitaminas e aos minerais, foi adicionado um suplemento diário de 4 cápsulas de ácidos gordos essenciais (ácido linoleico, ácido gama-linolénico, ácido eicosapentaenóico e docosahexaenóico: não sei ao certo que são mas têm nomes bem giros!). Não foi possível definir se a melhoria foi gerada especificamente pelas vitaminas, os minerais ou os ácidos gordos, mas sempre melhoria foi: tendo como base os anteriores estudos de Schoenthaler, é provável que todos esses micronutrientes estejam envolvidos de uma forma sinérgica.

O cérebro é o órgão mais complexo e metabolicamente ativo do corpo: o comportamento humano é o resultado da somatória de inúmeros processos metabólicos. Pequenas ineficiências nesses processos podem criar um efeito negativo significativo. Uma redução na disponibilidade de micronutrientes é responsável por ligeiras diferenças na actividade de uma enzima, mas se estas diferenças forem multiplicadas por milhões de enzimas, o resultado será um efeito cumulativo importante. O impacto de uma falta não grave na saúde ocorre de forma lenta e gradual, mas o cérebro é afectado quase de imediato (por via do seu metabolismo acelerado).

Uma deficiência de micronutrientes, de facto, influencia a síntese dos neurotransmissores, moléculas envolvidas numa cadeia de processos que regulam o sistema nervoso. A correcta actividade dum neurotransmissor precisa de vitaminas e minerais: uma deficiência na síntese dos neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, tem mostrado um impacto significativo no desenvolvimento do comportamento impulsivo e violento.

Um exemplo: para o funcionamento do neurotransmissor serotonina são necessários  magnésio, vitamina B6, ferro, cálcio e ácido fólico; isso permite criar o 5-hidroxitriptofano que, por sua vez, precisa de magnésio, vitamina B6, zinco e vitamina C para originar a serotonina. Como explica Wikipedia:

A serotonina também se encontra em vários cogumelos e plantas, incluindo frutas e vegetais. Acredita-se que a serotonina representa um papel importante no sistema nervoso central como neurotransmissor na inibição da ira, agressão, temperatura corporal, humor, sono, vômito e apetite.

Pelo que a serotonina é importante, tal como todos os neurotransmissores e os “alimentos” deles. Num estudo de 1997, uma deficiência de zinco e um excesso de cobre foram encontrados em 135 homens: todos tinham-se tornado protagonistas de comportamentos agressivos e antissociais. Mesmo uma deficiência de ácidos gordos essenciais (ômega-3 e ômega-6) pode ser a causa do comportamento antissocial. As crianças hiperactivas e agressivas, com problemas de aprendizagem e comportamentais, apresentam deficiências significativas de ácidos ômega-3.

Alergias e intolerâncias

Além das deficiências de micronutrientes na alimentação, há também várias substâncias presentes na comida que podem dar origem a reacções imunológicas (de tipo alérgico) ou reacções não imunológicas (alérgico-parecidas), que também podem afectar os estados emocionais e mentais de uma pessoa, alterando o seu comportamento.

Na década de 1970, o pediatra americano Benjamin Feingold desenvolveu a teoria de que os aromas e as cores artificiais, bem como os salicilatos presentes naturalmente em alguns alimentos (ervas, especiarias, produtos com levedura e muitos alimentos processados ​​em nível industrial) alteram o comportamento de algumas crianças, favorecendo o surgimento da hiperactividade (a TDAH). Dois estudos consecutivos demonstraram que até alimentos pobres em salicilados são capazes de gerar reacções adversas em algumas crianças, com alteração comportamental. Demonstrou-se que o corante amarelo de tartrazina (E102) e o conservante de benzoato de sódio (E211) causam reações adversas em 79% das crianças que participaram nestes ensaios.

No livro Not All In The Mind, de 1976, o médico Richard Mackarness relata o caso duma mãe autolesionista com um histórico de incidentes violentos em relação aos seus filhos. Usando um sistema de teste duplo-cego, vários alimentos foram subministrados para produzir reacções adversas nesta paciente, incluindo bacon, ovos, vitela, café e chocolate. Mackarness concluiu então que o comportamento violento da sua paciente “não estava todo na mente dela”, mas era influenciado pelo que comia.

Até a década de 1920, a ideia de que existissem alergias ou intolerâncias alimentares era algo não apenas denegrido pela ciência oficial mas também contestado. Foi o gastroenterologista W.D. Alvarez, da Mayo Clinic, que descreveu pela primeira vez num artigo científico a correlação entre alergias alimentares e transtornos mentais. O artigo despertou tamanha hostilidade que Alvarez arriscou ser despedido, mas com o tempo a teoria vingou.

De acordo com o Dr. H.M. Davison, não apenas qualquer alimento é potencialmente capaz de produzir uma reação adversa no nível do cérebro, mas muitas vezes diferentes alimentos estão envolvidos. Davidson afirma que uma reação adversa aos alimentos é capaz de alterar a personalidade, transformando a pessoa numa espécie de “Mr. Hyde”. Quando os alimentos envolvidos são eliminados da dieta, a pessoa volta a ser “Dr. Jekyll”.

Além disso, a presença generalizada em alimentos industriais de aditivos como glutamato e aspartame, neurotoxinas capazes de destruir os neurónios do sistema nervoso central, não deve ser subestimada. Uma simples sopa pronta e embalada pode conter até 1.300 mg de glutamato numa dose de 170 gramas. Se esse prato for ingerido por uma criança de 9 kg, esta terá 130 mg. de glutamato por peso corporal. A dose tóxica definida nos testes realizados com cobaias fica entre 250 e 500 mg por kg. de peso corporal. No entanto, os humanos são 5 vezes mais sensíveis que os ratitos aos efeitos tóxicos do glutamato.

Metais

O aparecimento de problemas anti-sociais e violentos é ainda agravado pela interacção entre a deficiência de micronutrientes e as toxinas ambientais, em particular por um excesso de metais pesados. Níveis elevados de chumbo nos ossos foram observados em crianças agressivas ou adolescentes delinquentes. O chumbo é um metal pesado, tóxico, conhecido por ser capaz de substituir-se ao cálcio e provavelmente também ao zinco no nosso metabolismo. Em estudos com animais, uma dieta rica em cálcio reduziu a toxicidade do chumbo, uma demonstração interessante de como este metal é capaz de substituir o cálcio apenas se este for deficiente.

A exposição pré-natal a um excesso de chumbo e de cobre também altera o desenvolvimento e a função do hipocampo, uma parte essencial do cérebro nos processos de aprendizagem. Alterações na função do hipocampo foram observadas em pessoas que cometeram assassinatos.

Uma intoxicação de metais pesados ​​também é capaz de alterar o equilíbrio hormonal. Baixos níveis de dopamina e serotonina foram encontrados num estudo de animais intoxicados com manganês. O manganês é um elemento fundamental para o correcto funcionamento do organismo humano, mas somente se estiver presente em quantidades extremamente reduzidas. Altos níveis de manganês, além de serem tóxicos, podem ser uma importante causa de comportamento violento.

A Violence Research Foundation em Tustin, Califórnia, analisou os níveis de minerais nos cabelos de 200 prisioneiros violentos, comparando-os com um grupo de controle. 60% dos presos tinham altos níveis de manganês, em comparação com 11% no grupo controle. Também foi definida uma correlação entre o comportamento criminoso e os níveis de manganês no ambiente: em 200 municípios nos Estados Unidos, sem um excesso de manganês no ar, a taxa de crime foi de 200 criminosos por 100.000 pessoas, enquanto nos 13 municípios com elevados níveis de manganês no ambiente as taxas eram seis vezes mais elevadas. Uma boa fonte de manganês? O leite de soja.

Não só OGM

Então, toda culpa da alimentação? A sociedade é agressiva porque comemos mal? Tomara fosse apenas este o problema: poderia ser resolvido rapidamente.

Todavia as evidências aqui apresentadas demonstram uma alimentação correcta e equilibrada poderia ajudar na contenção do fenómeno. O que não acontece: a incidência dos aspectos sócio-políticos continua a ser considerada como o factor com o maior impacto sobre o comportamento humano. Pode ser. Aliás, é extremamente provável que assim seja. Mas nas últimas décadas a indústria alimentar tem investido muitos dos seus esforços para melhorar as características tecnológicas dos seus produtos, tornando-os consistentes, atraentes e baratos de produzir: a mesma atenção não foi dada às características nutricionais dos produtos comercializados. Pelo contrário, a procura do preço melhor empurra as empresas a baixar o nível qualitativo e os clientes a adquirir sem prestar demasiada atenção aos ingredientes.

Então voltemos a quanto dito antes: todos temos que comer, não é uma escolha, é uma necessidade. E se alguém decidisse determinar quais modificações devem ser implementadas na sociedade através de algo que não é uma opção mas uma questão de sobrevivência? Porque comer é uma questão de sobrevivência.

Fala-se muito dos OGM, os Organismos Geneticamente Modificados, e dos efeitos destes no médio e longo prazo. É correcto enfrentar este problema porque existe. Mas não está a escapar-nos algo? Algo que actua de forma quase imediata e em larga escala? Algo que afinal não podemos nem escolher ou controlar? Algo do qual quase ninguém fala? Porque o desempenho duma máquina está ligado ao tipo de alimentação utilizado. Ao mudar a alimentação, mudam-se as prestações. E nós somos máquinas.

 

Ipse dixit.

Fontes: o artigo original (bem mais comprido!) apareceu em Maio de 2018 e é de autoria do Dr. Mauro Pallotti. A bibliografia é bastante ampla mas vou reporta-la porque bom ponto de partida caso o Leitor deseje aprofundar o assunto.

  • Tuormaa T.E. – The Adverse Effects of Food Additives on Health: A Review of the Literature with Special Emphasis on Childhood Hyperactivity. The Journal of Orthomolecular Medicine Vol. 9, No.4, 1994;
  • Benton D. – Vitamin-mineral supplements and intelligence. Proc Nutr Soc. 1992 Dec;
  • Schoenthaler S.J., Bier ID. – The effect of vitamin-mineral supplementation on juvenile delinquency among American schoolchildren: a randomized, double-blind placebo controlled trial. Journal of Alternative and Complementary Medicine 2000;
  • Schoenthaler S.J., Amos S.P., Doraz W.E. et al. – The effect of randomized vitamin-mineral supplementation on violent and non-violent antisocial behavior among incarcerated juveniles. Journal of Nutritional and Environmental Medicine 1997;
  • Gesch C.B., Hammond S.M., Hampson S.E., Eves A., Crowder M.J. – Influence of supplementary vitamins, minerals and essential fatty acids on the antisocial behaviour of young adult prisoners. Randomised, placebo-controlled trial. Br J Psychiatry. 2002;
  • Liu J., Zhao S.R., Reyes T. – Neurological and Epigenetic Implications of Nutritional Deficiencies on Psychopathology: Conceptualization and Review of Evidence. Int J Mol Sci. 2015;
  • Benton D. – The impact of diet on anti-social, violent and criminal behaviour. Neurosci Biobehav Rev. 2007;
  • Walsh W.J., Isaacson H.R., Rehman F., Hall A. – Elevated blood copper/zinc ratios in assaultive young males. Physiol Behav. 1997;
  • Mousain-Bosc M., Roche M., Rapin J., Bali J.P. – Magnesium VitB6 intake reduces central nervous system hyperexcitability in children. Pfeiffer C.C., Iliev V. – Pyroluria, urinary mauve factor, cases double deficiency of B6 and zinc in schizophrenics. Fed Am Soc Exp Biol. 1973;
  • McGinnis W.R., Audhya T., Walsh W.J., Jackson J.A., McLaren-Howard J., Lewis A., Lauda P.H., Bibus D.M., Jurnak F., Lietha R., Hoffer A. – Discerning the Mauve Factor, Part 1 & Part 2. Altern Ther Health Med. 2008;
  • Kraus R. T. – An Enigmatic Personality: Case Report of a Serial Killer. The Journal of Orthomolecular Medicine Vol. 10, No.1, 1995;
  • Egger J., Carter C.M., Graham P.J., Gumley D., Soothill J.F. – Controlled trial of oligoantigenic treatment in the hyperkinetic syndrome. Lancet. 1985;
  • Carter C.M., Urbanowicz M., Hemsley R., Mantilla L., Strobel S., Graham P.J., Taylor E. – Effects of a few food diet in attention deficit disorder. Arch Dis Child. 1993;
  • Hoffer A. – Healing Children’s Attention & Behavior Disorders. CCNM Press 2004;
  • Davidson H. M. – Allergy of the nervous system. In Quarterly Review of Allergy and Applied Immunology, 1952;
  • Lien L., Lien N., Heyerdahl S., Thoresen M., Bjertness E. – Consumption of soft drinks and hyperactivity, mental distress, and conduct problems among adolescents in Oslo, Norway. Am J Public Health. 2006
  • Harris S. – Hyperinsulinism and dysinsulinism. JAMA. 1924;
  • Donohoe R. T., Benton, D. – Blood glucose control and aggressiveness in females. Personality and Individual Differences, 1999;
  • Bolton R. – Aggression and Hypoglycemia among the Qolla: A Study in Psychobiological Anthropology. Ethnology Vol. 12, No. 3, 1973;
  • Virkkunen M., De Jong J., Bartko J., Goodwin F.K., Linnoila M. – Relationship of psychobiological variables to recidivism in violent offenders and impulsive fire setters. A follow-up study. Arch Gen Psychiatry. 1989;
  • Philpott W. H., Kalita D. K. – Brain Allergies: The Psychonutrient and Magnetic Connections. Keats Publishing, 1980;
  • Cockell K.A., Bonacci G., Belonje B. – Manganese content of soy or rice beverages is high in comparison to infant formulas. J Am Coll Nutr. 2004.

7 Replies to “Come, come que faz-te bem!”

  1. Na década de 90, um reputado cientista alemão levou a cabo numa prestigiada universidade, uma investigação com uma rã treinada para saltar sempre que lhe fosse ordenado, ao cortar uma perna á rã ela continuou a saltar ( embora com dificuldade) resultado que cientista meticulosamente anotou … ao cortar as duas pernas á rã e apesar de várias insistências cada vez mais audíveis a rã mantinha-se imóvel , ao que o reputado cientista concluiu que: a rã sem pernas não ouve …
    Tuula E. Tuormaa passou ao lado de uma grande carreira como advogado e defensor oficioso, tem a teoria mais rebuscada desde a tese de que o agressor em violência domestica deve ser compreendido e ajudado (…) a alimentação atual é má ? sim, muito má , mas o mundo esta cheio de exemplos de pessoas que apesar de mal nutridas não abraçaram a carreira do crime , deve ser por esse facto que ser pobre não é sinonimo de ser criminoso.

  2. Olá P.Lopes!

    Então a teoria é que a alimentação é totalmente irrelevante? Podemos engolir corantes e aditivos, evitar vitaminas e nutrientes e ficar felizes? Não acredito que P.Lopes pense isso. “Mens sana in corpore sano” diziam os Romanos, “mente sã num corpo são”. E os Romanos costumavam acertar.

    No artigo evitei falar do açúcar (no artigo original constituía um paragrafo bastante comprido) porque é o item que costuma-se citar mais ao tratar deste assunto. Mas os efeitos do açúcar refinado são bem conhecidos: no cérebro tem o mesmo efeito que a cocaína (o cérebro torna-se dessensibilizado por causa do consumo excessivo e para experimentar as mesmas sensações de prazer é precisa uma dose maior); há os sintomas de abstinência, com dores de cabeça, nervosismo, mau humor;. piora a depressão e a ansiedade.

    Porque será que há uma “explosão” de hiperactividade entre as crianças? Televisão em doses massivas, uma sociedade frenética e uma alimentação absurdamente açucarada.

    E a pergunta seguinte deve ser: será que apenas o açúcar tem efeitos negativos?

    Abraço microscópicoooooooo!!! lololololol

    1. Meu caro, estamos completamente de acordo, a hiperatividade das crianças é um dos melhores exemplos de uma alimentação deficiente, o que não estou minimamente de acordo é a relação entre uma alimentação inadequada ou deficiente e a taxa de criminalidade, ai estamos a falar de adultos onde o nexo de casualidade está claramente por demonstrar, e onde a mera sugestão aqui apresentada parece apenas servir para desculpabilizar quem opta por comportamentos desviantes, agressivos ou criminosos, inserida na novel teoria da inclusão de que os criminosos passaram a ser coitadinhos vitimas da sociedade e devem ser compreendidos respeitados e qualquer dia … acarinhados.
      Será a culinária e a alimentação saudável tema de interesse entre a população presidiaria ? Não creio , porque se trata de uma opção, tal como as opções que os levaram até á prisão e bem sabemos que em Portugal para ser preso é preciso insistir muito, e isso faz-me inclinar para outra teoria: São opções de vida ! em que a alimentação tem um papel microscópico. O tempo dedicado a aprender um pouco sobre alimentação saudável ou sobre como furtar um auto-radio é uma questão de opção, o que me faz crer que Tuula E. Tuormaa é mais uma pseudo- cientista , o facto da sociedade atribuir a alguém o titulo de cientista ou que essa pessoa publique ” artigos” não significa que eu deixe de pensar pela minha cabeça, não sou cientista, mas também não sou completamente crente ao ponto de acreditar em tudo o que ouço. E se Tuula E. Tuormaa fez de facto ciência porque não falou do universo e da amostra estudada exprimida em percentagem ? Não é assim que se apresenta um estudo cientifico ? Nesse caso , porque não acreditar também no reputado cientista alemão ?
      Max… Grande abraço 😉

  3. O meu sobrinho que está a acabar superior de psicologia(Curitiba) falava-me exatamente sobre isto, ainda lhe vou perguntar autor ou autores. Mas parecia um cópia cola do que o Max aqui colocou, mas com mais detalhe, video chamada assim permite.
    Max eu colocava um exemplo já que nada tem a ver com alimentação mas altera a qualidade de vida e claro humor/comportamento as alergias/inflamação(interna, nos transmissores), no meu caso sinusite/rinite.
    Alem da dor de cabeça e não só(isso é ao menos, paciência não é o pior) chega a um ponto em quem aos transmissores como chamas e bem, não deixam passar tudo logo o cérebro não é oxigenado devidamente o que altera o comportamento via transmissores aí do sistema nervoso.
    Mais pessoas que vieram de cidades maiores e agora moram aqui passam o mesmo e vão para antibióticos e coisas mais fortes.
    Esta zona é a que tem mais pólen no ar aqui em Portugal, quando morei em Lisboa nunca tive problemas e já estava diagnosticada esta alergia.
    Conclusão é melhor fumo de escape que pólen.

    Abraço

    Nuno

  4. Olá Max, tentando responder a tua pergunta no final do artigo, eu arrisco que uma diferença entre a máquina não humana e a humana, no caso, o paladar, o apetite que temos, e que varia muito de pessoa a pessoa é um quesito muito importante. Paladar e apetite são estimulados por uma miríade de fatores e condições de vida,em geral construídas, mas as máquina humanas, ao contrário das outras que nunca escolhem por si, comem em função do que gostam mais, e em função da voracidade em comer.
    Claro que somos o que comemos, e se comemos lixo, é de se esperar que lixo sejamos. Mas pensa que lixo em pequenas doses é como veneno, prejudica, mas não mata porque as máquinas vivas (plantas e animais) reagem e se adaptam. Mas a insegurança, o medo, a ansiedade, o stress, a amargura, o sedentarismo nos faz vorazes consumidores de comida. Comemos muito mais do que necessitaríamos e aí nos enchemos de lixo, o organismo não dá conta de metabolizar, desregula e adoece. Somado a isso nosso paladar que em geral nos leva a comer tudo que não é o ideal em termos de composição também acarreta prejuízo ao funcionamento de uma máquina, que ao contrário das não vivas, cresce e definha, não apenas é gasta.
    Basta a verificação de que nos ambientes subdesenvolvidos ou se morre de inanição ou se fica mais doente quando ocasionalmente a condição financeira permite comprar bastante lixo para comer. Não estou dizendo que o ideal é ter pouco lixo para alimentar-se, mas constata-se que pouco lixo é menos daninho à saúde, que muito lixo. Eu acrescento que não se espere que as populações carentes de tudo, não escolham outra coisa senão lixo para sua alimentação.
    Quanto às pesquisas feitas na área, sem querer desmerece-las, eu fico me perguntando como esse pessoal científico procede para isolar variáveis num campo que variáveis é o que mais há. E nunca me esqueço que a divulgação das pesquisas está intimamente ligada nesse campo aos interesses das indústrias farmacêutica, cosmética, alimentar, agrotóxica etc. A cada carência cientificamente comprovada, surge imediatamente uma compensação comercial a disposição.
    Um exemplo claro da confusão total está nos níveis ideais de seratonina nos humanos que a medicina tradicional trata com certos itens dos reconhecidas pelos psiquiatras.
    No meio de tudo isso eu volto à observação da minha cobaia preferida, eu mesma. Um dos médicos (de ricos), que ainda me atende, solicita periodicamente exames de laboratório minuciosos, donde obtém a minha “composição química” e indica as compensações e subtrações alimentares e químicas necessárias ao equilíbrio considerado ideal pela medicina para um indivíduo tal qual eu. Só que além do eu físico-químico, subjaz em mim um eu mental-psíquico que tem vontades e preferências particulares, embora tenha acesso e se utilize de alimentos saudáveis.E daí que basta um bolo de chocolate recheado com ovos moles e coberto com leite condensado para disparar meu peso em 5quilos e sei lá mais o que na tal “composição química” ideal.
    Mas, para ti, Max, qual afinal o algo não mencionado? E que não depende de escolha?
    Abraaaaaços mil.

Obrigado por participar na discussão!

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