Sucesso e perigos das igrejas evangélicas

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É noite. Bom, não noite funda: depois do jantar, pronto. Dizia: é noite, saio de casa para buscar o carro. Leonardo caminha na minha frente (nunca fica ao lado, tem mania de “explorador”), cheirando tudo aquilo que o seu nariz consegue alcançar. Numa certa altura abranda e endireita os ouvidos. E tem razão: um pouco mais à frente, numa cave, há dezenas de pessoas que, ao julgar pela empenho proferido no canto, acabaram de ter uma aparição. Esquisito, nem estamos em Fátima: Nossa Senhora decidiu transferir-se para Almada? Poderia ser: afinal Madonna já escolheu Lisboa.

Abrando eu também, espreito para o interior da cave. Um lugar deverás simples, sem estátuas, sem madeira dourada ou preciosos vitrais. Basicamente: muitas cadeiras e um palco. Musica: alguém com uma guitarra acústica. Depois o padre, com um completo cinzento, gravata, sotaque brasileiro e Bíblia por perto. E o público: em grande parte pretos e ciganos. Esta é uma igreja evangélica. Leonardo enfia o focinho na entrada da cave, dou-lhe um empurrão. O bicho é inteligente, mas nunca se sabe: a última coisa que quero é um cão evangelizado.

Se na América do Sul é tudo um florescer de igrejas que até conseguem um peso político não indiferente, na Europa as coisas são um pouco diferentes: aqui começam a aparecer. Mas são bastante activas: em Portugal, por exemplo, já há duas emissoras radio que transmitem programação da IURD. Se na zona de Lisboa o Leitor encontrar alguém que está a rir-se sozinho no carro enquanto conduz, não se preocupe: é provável que seja o Max a ouvir Rádio Record ou Rádio Positiva.

Porque as mensagens divulgadas por estas igrejas são extremamente básicas, ao ponto de poder ser rotuladas de “infantis”: e é normal que entrem directamente no território do ridículo. Ouvir os testemunhos de pessoas “miraculadas” não dá para acreditar: é o festival do absurdo. Pergunta: como podem estas “igrejas” ser levadas à sério? Como pode uma pessoa dita “normal” tornar-se fiel seguidor dum movimento tão absurdo? Como podem estas igrejas alcançar uma importância até política num País?

Há mais de que uma razão.

1. Preencher o vazio

Em termos absolutos, a explicação é extremamente simples: estas igrejas preenchem um vazio.

Os últimos Papas antes de Francisco têm sido… Papas e nada mais. Wojtyla era um ultra-conservador que via Nossa Senhora a cada esquina: inútil pretender dele uma aproximação às necessidades dos fiéis. Ratzinger tem sido um Papa eleito para introduzir uma profunda reforma financeira, económica e de poder no seio do Vaticano (uma tentativa falhada, com tanto de Papa demitido). Pelo contrário, Francisco é uma operação de marketing, o primeiro sinal de que alguém em Roma deve ter assumido a hemorragia de fieis e procura agora a direcção “popular”. Mas é um fechar o estábulo quando o rebanho em boa parte já fugiu.

Entretanto, o Vaticano recusa enfrentar as suas enormes contradições de base. A imensa riqueza acumulada ao longo dos séculos choca com o princípio da caridade. A pedofilia é uma ferida ainda aberta em muitas comunidades católicas. A “colagem” ao poder institucional é implícita e nem posta em causa. As críticas a bancos, finança ou sistema neoliberal são tímidas e nunca seguidas por iniciativas concretas. Seria possível continuar, mas já isso dá a ideia do terreno fértil que os evangélicos conseguem encontrar.

O Deus católico já não fica perto do povo. A crise das vocações fez que muitas paroquias estejam vazias (pelo menos no Velho Continente): já não há a figura do padre que afinal é alguém como nós, que vive a nossa realidade, que tem uma palavra de aconselhamento ou de conforto. A igreja católica ficou sem esta vertente absolutamente fundamental: e se falta a ligação com o “real”, tudo o que sobra é a face institucional do Vaticano, que não é nada simpática. É aqui, é nesta terra de ninguém deixada pelo catolicismo que os evangélicos apareceram e multiplicaram-se.

2. A mensagem primitiva 

As igrejas evangélicas são muito atrativas porque não convidam o fiel ao pensamento. É preciso só acreditar. Por esta razão a mensagem transmitida é duma simplicidade extrema. Não há por aqui grandes interpretações teológicas: Deus é o Bem e ama-te, Satanás é o Mal e quer prejudicar-te. É o mesmo nível de catequese das escolas primárias, tudo o que ficar mais acima é apagado para que a mensagem seja mantida simples e acessível.

As passagens da Bíblia são cuidadosamente escolhidas para que sejam realçados os versículos mais simples e evitados aqueles que poderiam fomentar dúvidas. Não há interpretação, apenas leitura. As “interpretações” fornecidas pelos “bispos” vertem sempre e só na ideia do Bem contra o Mal e são repetidas até a náusea para que fiquem bem impressas na cabecinha dos fieis.

Nas igrejas evangélicas Jesus está aí ao lado, não num Céu que não pode ser alcançado em vida. “Simplicidade” é o lema. Ou “pobreza cerebral”, tanto faz.

3. Psicologicamente

As igrejas evangélicas exploram meios psicológicos básicos mas efectivos para reter o fiel. Os locais de culto são simples, quase nus, para realçar a diferença entre a igreja de Roma e eles. Nada de imagens de Santos por aqui, nada de madeira trabalhada ou ouro: só cadeiras e Bíblia.

Enorme importância têm os “milagres” que acontecem ao vivo e os relativos testemunhos. Sem dúvida uma boa parte são falsos, outra parte desfruta da psicologia humana (tal como acontece em Lourdes, por exemplo). Em qualquer caso: impressionam as mentes simples. Se antes as coisas boas aconteciam, agora acontecem porque seguimos a nossa nova igreja. Se antes as coisas más aconteciam, agora acontecem porque o demónio quer afastar-nos da nova igreja. É só acreditar.

A figura do “bispo” é cuidadosamente estudada: nada de “fardas” porque ele “é um de nós”. Bem vestido e impecavelmente penteado porque “é bom pai de família”. Que depois seja um ex-recluso e sob investigação por tráfico de menores, como é o caso do “bispo” Macedo, não interessa: do ponto de vista do fiel o “bispo” é apenas perseguido pelos agentes do demónio. A propósito: não percam o filme acerca da vida e da sobras deste vendedor de banha de cobra.

Na maioria dos casos os “bispos” não têm uma grande capacidade oratória, no sentido que é inútil tentar encontrar nos discursos deles requintadas figuras de estilo ou dolorosas pesquisas interiores: isso nem é preciso, pois tudo o que têm que fazer é repetir até a exaustão um punhado de conceitos, poucos mas muito simples, para um público ignorante e com exigências básicas.

4. Superstição

Ponto extremamente importante: misturam religião e antigas superstições, de forma a conciliar a antiga dicotomia entre espiritualidade cristã e tradições populares. Numa igreja evangélica são alegremente misturados a Bíblia e a magia negra, Jesus que multiplica os pães e cabeças de galinhas cortadas.

A igreja católica tentou ao longo dos séculos englobar na sua doutrina as antigas crenças, mas nunca reconheceu a validade do discurso pagão e as suas alegadas manifestações. As igrejas evangélicas aceitam desde logo os rituais de magia branca ou negra como realidade que não pode ser posta em discussão: a luta não é contra as superstições (amplamente reconhecidas) mas contra os efeitos negativos destas, determinados, obviamente, pelo demónio. Admitimos: muito inteligente.

O futuro

Pelo que: as igrejas evangélicas são o fruto do nosso tempo. Numa sociedade cada vez mais desumanizada, integralmente virada para o materialismo e que nega a essência (ou até a existência) da espiritualidade, religiosa e não, era inevitável que alguém com fome de dinheiro decidisse oferecer uma resposta básica para necessidades básicas. Mas isso implica algumas perguntas. Por exemplo: são um fenómeno destinado a durar no tempo? Ou ainda: podem ser consideradas como perigosas?

A minha opinião que é as igrejas evangélicas vieram para ficar. É provável que no futuro sofram alterações, talvez profundas (por exemplo: fusões entre várias igrejas por questões de poder), mas não irão desaparecer até quando a nossa sociedade continuar a idolatrar a Ciência em detrimento das necessidades espirituais (religiosas e não) do homem.

As igrejas evangélicas assim como existem agora são algo direcionado para um público bem determinado: pessoas com pouca cultura, pouca informação, socialmente e politicamente conservadoras, desgraçados em pleno sofrimento, doentes mentais. Nas entrevistas transmitidas pelas rádios da IURD aqui em Portugal é evidente como a grande maioria dos fieis sejam brasileiros ou de descendência africana: ouvir uma sotaque português é coisa bem rara. Difícil que os evangélicos possam satisfazer-se com este target no longo prazo, pelo que o próximo e lógico passo será tornar a mensagem capaz de atrair faixas sociais mais diversificadas. Não sei como isso será possível mas é fisiológico (e político) que isso aconteça.

Podem ser consideradas perigosas? Sim, sem dúvida. O exemplo mais flagrante poderia ser a eleição de Jair Bolsonaro no Brasil, pois o candidato recebeu o forte apoia da IURD. Este é o primeiro claro sinal de que as igrejas evangélicas podem influenciar os resultados duma eleição política, pelo menos na América do Sul. Isso é preocupante? Sim.

Afinal o que faz a IURD com Bolsonaro foi o que sempre fez a igreja católica com os candidatos de Direita e não apenas na América do Sul. Parece-me complicado que um eleitor de Esquerda decida votar na Direita só porque assim pede uma igreja evangélica. Somamos à isso o tipo de público que é o óbvio target dos evangélicos e é simples entender que estas igrejas conseguem substituir o papel que o Catolicismo teve ao longo de séculos: aparentemente não há grandes novidades por aqui. Aparentemente.

Todavia há dois pontos que até agora não foram considerados: o fanatismo e as ligações com israel. E aqui o discurso muda.

 

Fanatismo e sionismo

As igrejas evangélicas representam o equivalente cristão dos radicais islâmicos: total supressão da racionalidade, recusa de qualquer evidência científica, cega fé em algumas partes do texto bíblico e obediência às palavras do “bispo”. É possível falar duma “milícia evangélica”. Não milícia de tipo militar, mas duma massa enquadrada, doutrinada e pronta a obedecer para ter um peso na sociedade. Por enquanto este é um problema que interessa apenas realidades geograficamente limitadas (embora significativas) como o Brasil e os Estados Unidos. Mas temos a certeza de que aquele actual represente o limite máximo que os evangélicos podem alcançar? Duvido. E aqui é preciso falar do aspecto político oculto destas igrejas.

As ligações com israel, de facto, representam um sério perigo. As igrejas protestantes baseadas nos Estados Unidos são frequentemente financiadas (ou até fundadas) por industriais norteamericanos. Pensamos, por exemplo, ao caso da Igreja Adventista do Sétimo Dia e aos irmãos Kellog (aqueles dos cereais). Estas igrejas põem em péssima luz o mundo muçulmano enquanto defendem os alegados direitos dos sionistas: e se do ponto de vista teológico as diferenças são muitas, do ponto de vista político temos aqui uma ligação com a brasileira IURD, que vai na mesma direcção. A simbologia israelita está bem implementada na igreja do simpático ex-recluso Macedo.

E este é um problema real, porque pode levar milhões de pessoas, que mal sabem onde fica israel e nada conhecem do mundo muçulmano, a assumir preconceitos em favor do regime nazista de Tel Avive. O apoio ao sionismo de Trump é conhecido, tal como aquele de Bolsonaro. Estamos perante duma conspiração sionista? Eu não falaria de “conspiração” mas sim dum projecto bastante claro e que não pode ser negado. Do ponto de vista teológico, as igrejas evangélicas ficam bem mais próximas do judaísmo que do catolicismo. Do ponto de vista político são a cabeça de ponte do imperialismo dos EUA na América do Sul e do sionismo nos dois continentes americanos: as ligações entre igrejas evangélicas e establishment sionista é inegável.

A doutrina partilhada pelos evangélicos neste sentido é uma enorme distorção da realidade. Confunde judeus e israelitas, judeus e sionistas, os herdeiros das 12 tribos com os convertidos, israel antigo com israel moderno, árabes antigos e árabes modernos. Mas todos estes são “pormenores” aos olhos dos fieis que ficam fascinados pela ideia do Senhor que escolheu os humildes hebreus para espalhar a palavra Dele no mundo. O que faz exactamente o jogo do sionismo.

Esta distorção traduz-se em dois prováveis caminhos: nos dois continentes americanos, massas de desgraçados que nem sabem ler mas que “torcem” para o sucesso do “humilde” israel (sede do Bem) contra o Islão e o catolicismo (ambos são o Mal). No Brasil: uma mudança na política exterior do País, com a aproximação não apenas ao modelo económico dos EUA mas também às posições políticas israelitas.

Na Europa a situação continua sendo diferente: a taxa de penetração dos evangélicos na sociedade é escassa, o peso político nulo. Os católicos desconfiam dos evangélicos enquanto as gerações mais novas estão em boa parte desligadas do mundo religioso. E nem podemos esquecer um certo anti-sionismo (a não confundir com “antissemitismo”) típico não apenas da Esquerda (ou do que sobrou dela…) e de alguns Países (a França, até a chegada de Macron) mas também da classe intelectual. Mais uma vez: se os evangélicos desejam vingar no Velho Continente, serão precisas armas bem diferentes das utilizadas em outros lugares.

Mas há vida além da Europa: ainda na América do Sul e na África, por exemplo, não faltam pobres infelizes à espera de alguém que lhes prometa milagres imediatos. Isso dito sobretudo em perspectiva futura, porque até hoje não há naquelas zonas as condições (maioritariamente económicas) mínimas para o desenvolvimento dos evangelistas.

Conclusões

As conclusões são simples: as igrejas evangélicas preenchem as necessidades básicas das camadas mais vulneráveis da sociedade, com promessas de milagres à la carte e salvação em directo. Fortes dumas teologia infantil que recusa tudo aquilo que pode obrigar o cérebro a funcionar, em muitos casos (IURD) representam uma arma de penetração explorada pelos sistemas políticos norte-americano e israelita, com o objectivo de converter milhões de fiéis ao credo neoliberal e sionista.

Por enquanto vingam em realidades onde domina a ignorância, mas não podemos excluir que esteja já programado um salto de qualidade para o futuro, tendo em vista talvez a criação dum novo movimento religioso universal, com “casamentos” cada vez mais frequentes entre “bispos” e representantes de governo.

Claro: esta é só a minha ideia e posso estar errado. Mas na dúvida, mantenham longe o vosso cão das caves dos evangélicos.

 

Ipse dixit.

11 Replies to “Sucesso e perigos das igrejas evangélicas”

  1. Meu caro sugeria a conhecer melhor os meandros da renúncia de Ratzinger e a sua implícita e fulminante exoneração de todo o governo do vaticano ( obrigatória pelo direito canónico) e a escumalha que ali se alojara. Ratzinger é muito provavelmente o mais inteligente de todos os papas da igreja católica.
    Não acredito que estas igrejas representem ” uma arma de penetração explorada pelos sistemas políticos norte-americano e israelita, com o objectivo de converter milhões de fiéis ao credo neoliberal e sionista” Pelo teu próprio raciocínio estas igrejas apenas atraem os excluídos da sociedade não faz portanto sentido que possam de alguma forma ser utilizados por esse sistema. Porém existe uma componente, a mais importante de todas`, a componente financeira & fiscal , não só maximiza o lucro com o mínimo de investimento, (uma bíblia e uma atuação bem ensaiada ) como possui um potencial de crescimento como nenhum outro negócio , a sempre crescente multidão de desfavorecidos e socialmente excluídos, logo, potenciais clientes, como permite uma lavagem de dinheiro legal á escala mundial, e tratando-se de um culto é quase ” Tax free” ! Deus, Jesus Cristo & a salvação da alma tornou-se um franchising ao alcance de qualquer vigarista, é muito simples é sacar dinheiro aos mais desfavorecidos, um crime hediondo, e são intocáveis, porque qualquer autoridade teme imiscuir-se no campo da crença, até porque esse caminho iria abalar as bases de toda a sociedade… a crença.

    1. P.Lopes!

      Desta vez discordo. Acho conhecer bem os debates acerca das demissões de Ratzinger: a vontade da Administração Obama, as Finanças do Vaticano, etc. Ratzinger quis mexer onde não deveria ter mexido e recusou dobrar a Igreja perante escolhas que não eram dela. Caiu-lhe mal e foi eleito Papa Francisco, muito mais maleável e fotogénico. Proximamente neste canal: “O Papa reformado”.

      “Pelo teu próprio raciocínio estas igrejas apenas atraem os excluídos da sociedade não faz portanto sentido que possam de alguma forma ser utilizados por esse sistema”. E suficiente perguntar aos amigos brasileiros se estes desgraçados podem ou não ser utilizados pelo sistema (Bolsonaro). Claro, se a ideia é ampliar a penetração, então os evangélicos terão que afinar a música porque assim como está não pega em todos os lugares.

      Abraçooooooooooooooo!!!!

  2. Muito bem, venha de lá a abordagem ao ” Papa Reformado” e voltaremos a conversar. Se os “desgraçados” que caíram nas teias das igrejas ” new agê” são utilizados como arma de arremesso politico, não duvido, o que reitero é que isso é secundário, não é esse o principal objetivo de quem “conduz o rebanho”, o objetivo é monótono mas é apenas lucro…dinheiro…

  3. Olá Max.
    Saudações caninas ao Leo.

    Já cansei de criticar essas fábricas de fé e oficinas de hipócritas.
    Concordo plenamente que o crescimento deles deu-se pelo vácuo criado pelos católicos. Outras religiões kardecismo, budismo e até mesmo os evangélicos tradicionais, como os chamados protestantes ( que tem horror em serem confundidos com os neo-pentecostais ), não conseguiram fazer com que a sua mensagem ( mais espiritualizada e menos materialista ) chegassem a essas pessoas.
    Hoje , a IURD está em dezenas de países ( em Portugal, desde 1989 ), possui templos faraônicos ( templo do Salomão , por exemplo ) , tem um canal de TV, a Record ( aonde o Max assiste a “hora do Faro” ), tem um partido PRB ( elegeu 30 deputados federais, 42 estaduais e 1 senador ) e continuará comandando a chamada bancada da Biblia no congresso.
    E como todos já sabem, com o apoio do Edir e seus miquinhos amestrados, foram os fiéis da balança na eleição presidencial. Convenceram milhões de adeptos, que o comunismo, kit gay e ideologia de gênero são coisa do diabo, representado na Terra pelos vermelhinhos do PT.

    Abaixo, Edirzinho, revela seu metodo. Antes que alguem diga que é fake, lembro que na época saiu em toda midia brasileitra.

  4. Muito oportuno este post.
    O ponto 2 do texto anterior, sobre Soros, com o nome: 2. Criação duma futura base eleitoral, tem uma relação directa com este post.
    Vendo o que se passou no Brasil com Bolsonaro, a base eleitoral já não é futura, mas presente, e funciona porque é facilmente manipulável com recurso a tecnologias já aqui faladas.
    Claro que o lucro esteve na génese destas igrejas evangélicas, como refere P.Lopes, mas parece-me que hoje não só o dinheiro conta. Com a dimensão que estas igrejas já atingem, e com a natureza dos seus fieis, totalmente manipuláveis, existe aqui um capital político importante e que decide eleições. É um gigantesco exercito de milhões de eleitores fanáticos e totalmente disponível!
    É de esperar ver este modelo tentar ser replicado noutras partes do mundo. Felizmente o numero de ignorantes per capita na Europa está muito aquém do Brasil e da África, o que reduz significativamente o grau de penetração destas organizações na Europa.
    A ligação do Sionismo às igrejas evangélicas, que eu desconhecia, não me surpreende mas não deixa de ser muito preocupante.

    Krowler

  5. Perante isto aconselho uma vista perto do templo de só-dinheiro perdão salomão, a parte mais engraçada alguem vê um helicóptero a levar sacos e caixas, está num boteco a fazer tempo, pois tem que ir a um sitio ali perto.
    Pergunta ao dono do boteco o que é aquilo, este diz que se aproxime e diz baixo: é uma das recolhas da manhã, esses caras fazem isso várias vezes por vezes por dia com um heli e outros a esperar, tem altura que é um a seguir ao outro, nem sei como não tem acidente.

    https://youtu.be/MZtyGsRHETw

    https://youtu.be/Ciw8ciqPY_c

    Aleluia!

    N

  6. Olá Max: o que tu e o Leozinho (para o qual envio beijos) viram é só o princípio. Lamento, mas quem acredita nos milagres de Lurdes facilmente acredita nas perseguições de satanás. Observo aqui no Brazil como satanás vem a calhar muito mais do que aquela história de confessar pecados, arrepender-se, pedir perdão. Sabes porque? Porque satanás oferece a desculpa perfeita para os pecados do corpo tão praticáveis pelos fiéis de todas as idades e classes por aqui.Porque tu achas que esse povo tem um discurso e um ideário tão conservador? Simplesmente porque as práticas da sociedade brasileira sempre foram e tem sido amorais. O discurso as camufla e satanás os encobre, sempre é culpa da tentação que ele exerce, simples assim…
    A coisa aqui também começou na simplicidade para atrair os simples de alma e os simplistas de mente, lá pela década de 80. Nos EUA já era epidemia, especialmente em Porto Rico, onde fui testemunha ocular porque morei lá no início dos anos 80. A medida que grupos cada vez maiores entregam o dízimo mensal, 10% da renda familiar, ou trocam a casa, o carro, a bicicleta por uma cura desejada ou outro milagre qualquer, o templo transforma-se em obras faraônicas, tipo senado romano.
    É claro que Edir Macedo sempre terá mais sucesso nas zonas mais escuras do planeta em matéria de civilização, mas progredirá, se alastrando, onde dominar o neoliberalismo e o sionismo Um se confunde com o outro e as seitas pentecostais são um suporte religioso do sucesso para os três. Muito mais eficaz que outras tantas religiões já desacreditadas e em regressão em número de fiéis. Esse é o tripé da extorsão do poder e dos recursos dos miseráveis.
    Aqui, não se trata de duas emissoras de rádio, bem sabes. São poderosas redes de tv, produções cinematográficas norte americanas, sites, empresas de “moda” evangélica, até busca de marido/mulher do mesmo naipe. Na estrada da zona rural onde moro, desfilam os propagadores da fé, procurando desavisados, infelizes e “perdedores” em geral para o rebanho da salvação.
    Lamentavelmente o tripé: neoliberalismo, sionismo, igreja evangélica avançam juntos para destroçar as sociedades como o Brasil, ponta de lança deste experimento de sucesso.

    1. 99% das igrejas evangélicas preenchem os crentes de um modo absolutamente leviano: prometem bem-estar físico e material, partem da teoria da “lei da atração”, que é absolutamente metafísica: se dermos dinheiro, receberemos em troca. E depois, vem gente como o Edir Macedo dizer que se não somos ricos como ele, é porque não damos.

      MAS É EXATAMENTE POR HAVER QUEM DÊ E ELE A RECEBER, QUE ELE ESTÁ RICO E OUTROS NÃO!

      A verdadeira Palavra de Deus não tem nada a ver com isso. Prega princípios, regras, arrependimento, retidão de caráter e renúncia às coisas deste mundo. A prosperidade física e material é oposta a isto. “Não podeis ter 2 mestres, Deus e riquezas”.

      Faço parte da Congregação Cristã em Portugal, que não tem nada a ver com riquezas. E não, não é “a dos ciganos”, é a responsável pela conversão de grande parte dos membros da etnia cigana à Cristandade, o que é uma coisa ótima.

Obrigado por participar na discussão!

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