O conclave: Papa Francisco e as Sete Irmãs

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Nos mesmos dias em que o Grupo Bilderberg reúne-se em Turim, em Roma Papa Francisco preside uma reunião com as Sete Irmãs, os principais chefes das empresas petrolíferas mundiais: encontro que será realizado de 7 a 10 de Junho. As informações sobre esta enigmática cúpula Papa-Petróleo são tão escassas quanto as do Bilderberg: de facto,a reunião é definida como “privada”, isto é, secreta e com convites personalizados.

O Papa é bom por definição e Papa Francisco é ainda “mais bom”: visita as periferias, chora com os imigrantes, roga uma Igreja que “tome o cheiro das ovelhas”. O que faz numa reunião privada com os capitalistas mais poderosos, os bilionários globalistas, os promotores das ferozes iniquidades da nossa sociedade?

Uma possível explicação: Papa Francisco decidiu dar nas orelhas destes abutres. O encontro de Roma será uma lição de moral, uma fortíssima reprimenda, um acto de acusação que tem como objectivo o arrependimento dos abutres petrolíferos os quais, esmagados pela bondade franciscana, começam a chorar e a pedir perdão. Final feliz: a gasolina passa a custar 10 cêntimos ao litro e por cada barril de petróleo vendido é plantada uma árvore. Porque o Papa é bom.

Mas não é assim. Os comunicados de imprensa explicam que na base do encontro há a preocupação dos bilionários do petróleo e do Papa pelas mudanças climáticas. Reza o documento:

É um dos desenvolvimentos mais altamente significativos, uma demonstração de como as grandes corporações trabalham com outros líderes mundiais sobre a mudança climática, coincidindo com a completa retirada do Presidente Trump no âmbito do aquecimento global. Um ano atrás, Trump anunciou planos para retirar os Estados Unidos do pacto climático de Paris, que agora é apoiado por todos os Países, exceto os EUA. Há três anos, Papa Francisco escreveu a sua encíclica Laudato Si sobre a importância de combater as alterações climáticas: uma primeira vez na história da Igreja.

Verdade: Papa Francisco substituiu a ansiedade para a salvação eterna das almas com a ansiedade para a salvação do planeta, ameaçado, como todos sabem, pela poluição. Em Janeiro do ano passado, o Vaticano convocou como orador na Pontifícia Academia das Ciências o entomologista Paul Ehrlich, famoso promotor do aborto seletivo e da esterilização em massa para neutralizar o que ele define como “Bomba da População”, a bomba demográfica. Aquele Ehrlich, o simpático cientista, que sugere o controle de natalidade “obrigatório, se os métodos voluntários falharem” (Paul R. Ehrlich, The Population Bomb, p. xi).

O clima, o planeta, as áreas selvagens, bestas e florestas: tudo isso é uma preocupação urgente da Esquerda inteligente e de todos os ricos “progressistas”. Portanto: de Francisco também.

O comunicado fornece uma primeira lista de participantes, avisando que está incompleta. Entre so convidados confirmados haverá:

  • Larry Fink, CEO da BlackRock, o maior fundo de investimento mundial, com activos de 6.3 triliões de Dólares: o PIB de França e Espanha juntos.

A BlackRock deve a sua fortuna à gestão de activos: fundos de pensão, bancos, Estados. É o primeiro investidor estrangeiro na Europa, acionista de peso em bancos como Deutsche Bank, Intesa San Paolo, BNP, ING, acionista substancial também na energia, química, transporte, processamento de alimentos, aeroespacial, imobiliário. BlackRock está a espreitar os sistemas de pensões na Europa, ainda não suficientemente privatizado, e faz pressão para que a Comissão Europeia lance um plano de previdência privada. Basicamente, Fink é o que Don Vito Corleone é para a Máfia: é o “chefe dos chefes” do globalismo. Obviamente é um benfeitor e patrono de todas as “boas” causas do partido Democrata americano e deu logo parecer negativo contra o novo governo italiano (o que fez subir o spread da dívida italiana antes das intervenções de JPMorgan e Citibank, republicanos, para baixa-lo).

Resumindo: Fink não apenas não deveria pôr o pé no Vaticano mas, se existisse um Deus, o simpático Larry seria atingido por um raio e incinerado já agora, em qualquer ponto do planeta se encontre.

Continuemos com a lista dos convidados:.

  • Bob Dudley, Presidente executivo da BP, a British Petroleum.
  • Darren Woods, CEO da Exxon Mobil.

Estas são as duas empresas mais poluidoras da história: a BP aceitou pagar 1.8 biliões por causa do incidente de 2010 no Golfo do México (que destruiu a actividade de pesca ao longo duma vasta extensão), enquanto da Exxon podemos lembrar o desastre do super petroleiro Exxon Valdez, em 1989, que poluiu o mar do Alasca.

  • Ben van Beurden, CEO da Royal Dutch Shell, era convidado também mas teve que abdicar por causa dum empenho já assumido anteriormente. Pena, pois no meio desta abutridão toda teria ficado bem. Mas haverá:
  • Eldar Sætre, CEO da Equinor, empresa petrolífera privatizada parcialmente detida pelo Governo norueguês;
  • Lord John Browne, Presidente executivo da companhia de petróleo L1 Energy, ex-CEO da BP;
  • Ernest Moniz, ex-Secretário de Energia na Administração do Presidente Obama.

Honestamente: Moniz não poderia ter faltado. O ex-Ministro de Obama confirma que Bergoglio é um instrumento voluntário da estratégia democrata do eixo Clinton-Obama: purgar a Igreja dos aspectos sacramentais e sobrenaturais que impedem a definitiva reconciliação com o Protestantismo. A fusão católica-protestante é um must da vertente democrata, funcional na óptica globalizadora para criar um Cristianismo genérico que seja humanitário (no sentido de “intervenções humanitárias”), moralista (o “politicamente correcto” e contra a “corrupção dos políticos” como proposto pelo Cardeal Maradiaga, braço direito de Francesco), anti mudanças climáticas e ambientalista. Uma super ONG dedicada à salvação do planeta e protetora da imigração em massa, contra a soberania dos Estados, em favor do mercado “livre” que não é “tão corrupto quanto os políticos”.

Aprendemos que os abutres petrolíferos e Papa Francisco não irão falar apenas de clima, mas também investimentos:

O Papa, BlackRock e as grandes companhias do petróleo estão cada vez mais focadas nas mudanças climáticas porque as fontes de energia mais limpas tornaram-se mais competitivas e a pressão pública sobre esta questão está a crescer. A reunião reflete essa convergência.

Tradução: o primeiro fundo de investimento mundial está pronto para investir nas energias alternativas junto com as Sete Irmãs, porque estão a tornar-se “competitivas” do ponto de vista económico, atraentes para o capital líquido americano. Não há aqui nenhuma consciência ambiental, apenas uma oportunidade de investimento.

Agora, é claro que isso requer enormes investimentos, a conversão de grandes infraestruturas e uma mudança de paradigma entre a população: antes o petróleo era “bom”, depois tornou-se um “mal necessário”; o próximo passo será “o petróleo é mau”, as energias alternativas são “boas”. Uma grande operação de propaganda psicológica que torne a utilização do petróleo imoral para o planeta. Assim, os investidores precisam ter certeza de que a maior das autoridades morais seja parte do plano, trabalhe com a Janela de Overton especificamente criada, espalhe o Verbo da Energia Limpa e lance o anatem contra os “poluentes” (ver a repentina cruzada contra o motor Diesel no Ocidente).

Na prática, trata-se de acrescentar à lista dos Dez Mandamentos o pecado capital do uso das energias em que os investidores pararam de investir. De facto, aprendemos que a organizar a reunião e os convites foi a Universidade de Notre Dame (na Indiana, EUA, não na França), mais precisamente a sua Business School que está a promover “iniciativas de investimento climáticos”. O director desta estranha escola de negócios é Leo Burke que não quis comentar a reunião papal da qual é o realizador. Ao jornalista que perguntou, respondeu por e-mail lembrando que “já dissemos que qualquer reunião sobre energia que envolva o Vaticano será um diálogo privado”. Que é a mesma resposta fornecida pelo porta-voz do Grupo Bilderberg.

Curiosidade: Gustavo Gutiérrez Merino, o teólogo peruano e sacerdote dominicano considerado por muitos como o fundador da Teologia da Libertação, é membro activo desta universidade.

A Exxon tem difundido um comunicado no qual afirma esperar:

que um tal diálogo irá desenvolver soluções para o duplo desafio de gerir o risco das mudanças climáticas e, simultaneamente, atender a crescente demanda por energia, que é essencial para aliviar a pobreza e melhorar os padrões de vida no mundo em desenvolvimento.

Todos conhecemos a ansiedade da Exxon para aliviar a pobreza no Terceiro Mondo.

Sábado, no final da reunião privada, Papa Francisco vai falar às multidões (cada vez mais escassas) acerca dos novos mandamentos climáticos elaborados com a BlackRock. E ao ler a palavra “BlackRock” não fica mal fazer o sinal da cruz.

 

Ipse dixit.

Fonte: por incrível que pareça, a fonte deste artigo não é uma página vetero-marxista ou anti-clerical mas o blog do jornalista Maurizio Blondet, inabalável fiel cristão e católico.

4 Replies to “O conclave: Papa Francisco e as Sete Irmãs”

  1. Tudo isso é verdade as 7 irmão necessitam de legitimar a sua existência no mundo moderno e quem melhor que a maquina de propaganda do vaticano e dos seus biliões de seguidores em todo o mundo ? Em contrapartida a utilização do IOR vai trazer uma lufada de ar fresco e de dinheiro fresco nesta espécie de banco com quem os outros bancos tem até receio de negociar devido ao sigilo absoluto que praticam sigilo que as 7 irmãs tanto almejam agora que até os bancos suíços revelam os seus depositantes e valores… Por fim o Vaticano lavará mais branco .

  2. O Bergoglio é de longe um dos mais perigosos lacraus que alguma vez se sentaram no trono do Vaticano. É mais do que óbvio o que se está a passar. A Igreja Católica foi gradualmente colocada sob o controlo da Superclasse Mundialista, através de um longo processo que se iniciou há vários séculos atrás, mas que se intensificou especialmente a partir do Concílio Vaticano II. O Papa João Paulo I, ao que tudo indica, terá percebido a conjura e tentou colocar um fim à mesma. O que ganhou em troca foi uma morte muito misteriosa, apenas um mês depois da sua eleição para o papado, até hoje mal explicada e que não deixa de ser extremamente suspeita…

    O Papa João Paulo II, por sua vez, foi claramente um lacaio da Nova Ordem Mundial. Combateu o Comunismo, mas apenas porque a Superclasse Mundialista assim o quis, pois o Comunismo já tinha cumprido o seu objectivo na Europa de Leste, que era o de enfraquecer e arruinar economicamente as nações da mesma. De resto, o Papa João Paulo II foi basicamente um cordeirinho obediente do Mundialismo. Nunca denunciou os intentos da Nova Ordem Mundial, antes preferindo colaborar activamente com a mesma.

    De seguida veio o Papa Bento XVI que parece ter começado a resistir demasiado aos planos da Superclasse Mundialista e esta, através dos seus poderosos agentes infiltrados no Vaticano, transmitiu uma simples mensagem ao Papa: ou este abdicava do trono, ou teria em breve um destino semelhante ao do Papa João Paulo I…

    Bento XVI aparentemente escolheu a primeira opção que lhe foi dada, passou a Papa Emérito, ou seja, a uma nulidade sem qualquer relevância e foi-lhe permitido continuar vivo, desde que a boca se mantenha fechada e ele não escreva nada que coloque em perigo o projecto mundialista. Inventaram-se entretanto umas desculpas esfarrapadas para justificar aos católicos o absurdo inesperado e ponto final no assunto.

    O golpe de génio dado pela Superclasse Mundialista foi conseguir posteriormente colocar um aparente membro da mesma, sentado no próprio trono do Vaticano. Julgo que não é difícil de perceber que o Papa Francisco é um membro activo da Superclasse Mundialista, pois tudo o que ele diz e defende, serve os interesses da mesma. No entanto, se não for um membro da Superclasse Mundialista e eu admito que posso estar enganado neste aspecto, seguramente Bergogolio é alguém que está no círculo de confiança mais próximo da mesma, que já entendeu há muito tempo o poder da religião para manipular as mentes.

    Não é ao acaso que a Superclasse Mundialista transformou a Igreja Católica num braço da mesma. A capacidade que a religião tem para controlar a cabeça das pessoas é algo fenomenal, daí que a elite mundialista nem tenha hesitado em servir-se do Cristianismo como uma “barriga de aluguer” do projecto mundialista. Jesus não merecia que lhe usurpassem a sua filosofia pacifista desta forma, colocando-a ao serviço do mais sinistro e vil projecto que alguma vez foi concebido em toda a história da humanidade.

    Mais aqui:

    http://historiamaximus.blogspot.com/2016/06/o-bergoglio-e-de-longe-um-dos-mais.html

  3. A Igreja tem de estar sempre conciliando-se com outros grandes poderes porque ela é um dos mais antigos e significativos poderes de propaganda existente. A cabeça do povo é entupida pelos meios de comunicação, de entretenimento e pelas religiões. Oficial e tradicionalmente a Igreja católica ainda manda na mente da população latino americana, e o que de visível aparece nas atitudes e no pensamento do Papa é o fio condutor da propaganda posta em marcha e reconhecida pelos fiéis A questão do meio ambiente é ideal porque tudo e qualquer coisa serve para ser defendida: desde a criancinha plantando uma árvore no quintal para “reflorestar” o planeta até a preocupação com o número de nascimentos “em função da falta de alimentos e água para todos”. Além de desfocar totalmente as verdadeiras causas e interesses envolvidos na escassez e no desmatamento, impedindo que as cabecinhas atinjam a raiz dos problemas, contribui para a realização dos objetivos dos super ricos: confundir sobre o que implica a saúde dos solos no planeta terra, e favorecer a diminuição da população de humanos no mesmo.

Obrigado por participar na discussão!

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