Ataque anti-semita no coração da Europa

O tempo de leitura estimado deste artigo é de 3 minutos

O anti-semitismo avança e continua a fazer vítimas nesta Europa cada vez mais populista e fora de controle.

O último episódio, diligentemente relatado pelos órgãos de comunicação social, aconteceu na Alemanha, onde um grupo de assassinos atacou dois jovens hebraicos, que agora lutam entre a vida e a morte.

Pronta a intervenção do governo alemão: como explicou a porta-voz de Angela Merkel, Ulrike Demmer, a partir de 1 de Maio um delegado será responsável pelo anti-semitismo:

Queremos que se sintam seguros na Alemanha.

A ministra da Justiça, Katarina Barley, twittou:

É insuportável que judeus na Alemanha sejam atacados nas ruas de Berlim, é uma vergonha para o nosso País, o anti-semitismo nunca mais deve encontrar um lugar na Alemanha: devemos fazer todo o possível para proteger as vidas dos judeus na Alemanha.

O ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, também twittou:

É insuportável que os jovens sejam atacados aqui só porque usam o kipá: os judeus nunca devem sentir-se ameaçados, somos responsáveis ​​por proteger a vida dos judeus.

Tarde demais: o Velho Continente mergulhou numa espiral de ódio anti-semita, estes trágicos episódios são destinados a repetir-se com resultados cada vez mais sangrentos. O povo hebraico sofre um novo Holocausto.
 

ATENÇÂO 
O seguinte vídeo mostra imagem que podem ferir as pessoas mais sensíveis.



Ok, não era um “grupo” mas apenas dois deficientes. Que nem europeus eram. E os hebraicos não estão moribundos, nada têm. E não há “anti-semitismo clássico” aqui: há dois sírios que armaram-se em justiceiros de treta após os recentes acontecimentos bélicos.

Mas os media não perderam tempo e decidiram cavalgar logo a “nova onda anti-semita”. Não falou Macron em Estrasburgo duma “espécie de guerra civil europeia”, de “egoísmos nacionais”? Eis a prova provada: o regresso do anti-semitismo, a descida do Velho Continente para o inferno do totalitarismo fascista.

Tem que ficar extremamente claro: este acto é profundamente estúpido, não tem justificação e deve ser condenado. Os atacantes deveriam ser procurados e condenados pela justiça. Ponto final.

Mas o que podemos esperar quando as máximas autoridades mundiais passam o tempo a atirar gasolina para a fogueira? Quando um Primeiro Ministro israelita continua a ameaçar a Síria com ataques “cada vez mais letais”? É verosímil não prever consequências como estas?

Quando um ministro alemão diz desejar que os judeus “se sintam seguros na Alemanha” não está a esquecer algo? Não foi a Chancelera Merkel a definir o ataque contra a Síria “uma resposta necessária e pertinente“? Será que os Sírios não têm o direito de sentir-se seguros no País deles? E os Palestinianos, aos quais o País foi subtraído? Porque estes dois pesos e duas medidas? Por qual razão este racismo?

Mentes débeis existem em todos os lados e são as primeiras a cair vítimas do clima de tensão que a política e as ações irresponsáveis do Ocidente cria de propósito. Os atacantes de Berlim fazem parte deste grupo: indivíduos que têm absorvido o ódio destilado a cada dia por uma classe política irresponsável, com a cumplicidade dos órgãos de comunicação, pessoas que não conseguem separar a narrativa oficial da realidade e baseiam as suas acções apenas no instinto. Isso deve ser firmemente condenado.

Mas tentamos não cair no ridículo: não é suficiente agitar o espectro do “anti-semitismo” para conseguir esconder as culpas de quem deseja, procura e faz a guerra, de quem só quer inflamar os ânimos.

Pessoalmente faço votos para que os assaltantes sejam identificados e julgados e para que as duas vítimas possam esquecer rapidamente o triste episódio. Nós, pelo contrário, não podemos esquecer quem é o artífice deste clima.

Ipse dixit.

6 Replies to “Ataque anti-semita no coração da Europa”

  1. Leiam Roma e Jerusalém e suas 12 Cartas, de Moses Hess, e entenderão os balizadores do sionismo. O autor/mentor se inspira justamente pelas relações entre alemães e judeus na Alemanha no final do séc. 19.

    1. Então vai um bocadinho… A obra trata das relações, na época do autor, entre judeus alemães, judeus estrangeiros e alemães, na Alemanha, qdo se convenceu de ser imprescindível para a Casa de Israel a re-instituição de uma nação judaica, baseado na missão messiânica de unir todos os povos entorno do judeu revolucionário. Na verdade, foi uma iniciativa teoricamente nacionalista mas de abrangência internacionalista, onde o republicanismo, via revoluções burguesas (Francesa e Americana) foi seu grande aliado. Como a Inglaterra já estava dominada pela elite judaica desde Cronwell, o caminho tornou-se fácil…

  2. O que eu ví no filme foi:
    Um elemento agressor, com um cinto, supostamente a agredir um outro que está a filmar.
    Vejo depois um terceiro elemento (não agressor) a afastar o primeiro (agressor).
    Não se vê hebraico nenhum. Ouve-se falar, telvez em hebraico, não sei, e depois em alemão.
    A filmagem começa quando o agressor avança sobre o suposto agredido. Não sei o que se passou antes que originou que o suposto agredido começasse a filmar.
    Parece ser um pequeno incidente de rua.

  3. ok… se eu fosse agredido na rua por um parvo ou um bêbado que encalhasse comigo, poderíamos classificar o incidente como um ataque aos pensionistas ? E se o meu vizinho fosse agredido nas mesmas circunstancias ? mesmo em dia de folga seria um ataque aos policias ? Epá se isso ajudar a sensibilizar a comunicação social e os políticos para os problemas das policias eu mesmo voluntariamente lhe dou umas tainadas e filmo …( se ele garantir que não vai retaliar) Eu quero ajudar o homem !

  4. Enfim nada a acrescentar, tudo dito. Está confuso mas se são realmente Sírios(menores/burros/adrenalina a + cabeça a – faz lembrar tempos na tropa). Só estão é a piorar a sua situação e claro de quem não tem culpa e leva com isto a vítima principalmente e outros conterrâneos que não fazem palermices destas e depois vão ser colocados ao nível destes idiotas.
    Mas como diz o Krowler é melhor não cair em conclusões precipitadas. Da Alemanha já vieram das maiores mentiras como aquelas violações em massa em Colónia que teriam acontecido ao pé de uma estação(a polícia depois contou uma história muito diferente e foi difundida por fake news americanas para variar) até actos sem sentido como o de Munique um iraniano/alemão tresloucado a disparar contra imigrantes de todo o tipo cor e credos.

    https://www.washingtonpost.com/world/german-police-seal-off-mall-area-in-munich-after-shots-fired/2016/07/22/6567e6d8-502c-11e6-a422-83ab49ed5e6a_story.html?noredirect=on&utm_term=.702be0ef6f6c

    Max, parabéns não podias ter colocado melhor.

    nuno

Obrigado por participar na discussão!

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