Para que seve a inteligência artificial?

Fala-se cada vez mais de inteligência artificial (AI) mas a dúvida é: para que serve? Afinal o Homem existe há dezenas de milhares de anos ao longo dos quais foi suficiente a capacidade do seu cérebro: qual seria a mais valia em ter uma AI também?

A ideia duma Inteligência Artificial é bem antiga: na mitologia grega é possível encontrar Talos (ou Talon), um “robot” gigante feito de bronze, construído para proteger a ilha de Creta de piratas e invasores. Estamos a falar do 400 a.C. Mas para encontrar os primeiros estudos científicos e as consequentes aplicações reais é preciso esperar os nossos dias. Aqui surge o conceito moderno de Inteligência Artificial:  o estudo e o desenvolvimento de agentes inteligentes, onde os “agentes inteligentes” são sistemas capazes de interagir com o meio envolvente e obter informações úteis para maximizar as possibilidades de sucesso. .

A AI, portanto, lida com o desenvolvimento de estratégias que permitem que programas ou dispositivos eletrónicos percebam, aprendam, planifiquem, comuniquem, manipulem. Objectivo de longo prazo é criar máquinas com uma inteligência geral capaz de substituir em todos os aspectos um cérebro humano.
Mas esta é a teoria: qual o ponto da situação hoje?

A situação

Apesar de todos os progressos alcançados nas últimas décadas, o estado da arte no campo da AI não é dos melhores. Um recente experimento realizado por um grupo de cientistas da Universidade de Illinois, em Chicago (EUA), mostrou que as faculdades cognitivas e dedutivas dum dos agentes inteligentes mais avançados do mundo seriam iguais às de uma criança de 4 anos.

O experimento foi conduzido com o ConceptNet4, um dos dispositivos eletrónicos mais inteligentes até agora desenvolvidos: a máquina, que foi submetida a uma teste para medir o QI das crianças em idade pré-escolar, conseguiu resultados desastrosos no campo da compreensão genérica, enquanto obteve resultados reconfortantes nos testes do vocabulário e no reconhecimento de palavras ou de imagens semelhantes.

O motivo desta fracasso pode ser encontrado na incapacidade deste agentes inteligentes em elaborar os elementos vindos de fora para tomar decisões ou nas dificuldades em responder a perguntas específicas.

Portanto, estamos bem longe dos panoramas apocalípticos que o termo AI poderia implicar. A criação de androides, para ser claros, fica ainda além da linha do horizonte. Mas isso é hoje: as perspetivas do amanhã são bem diferentes.

Para já é preciso distinguir em Inteligência Artificial Forte e Inteligência Artificial Débil.
A AI Forte é aquela típica da ficção científica, onde os robot são autónomos, dotados de inteligência comparável à do ser humano e até podem deixar deslumbrar algo que faz lembrar as emoções. Esta AI implica profundos problemas de carácter ético mas, ao mesmo tempo, está longe de ser alcançada.

O discurso acerca da AI Débil é muito diferente: são “máquinas” que desfrutam os princípios gerais da AI em aplicações bem específicas e limitadas. Esta AI já está bem presente na nossa sociedade: não apresenta grandes problemas éticos, nem é vista como uma possível ameaça contra a nossa espécie. Só um par de exemplos de AI Débil aplicada, pois a lista completa seria deveras comprida:

  • Computação Social: vários conteúdos online são analisados ​​em redes sociais, jogos online, blogs ou wikis. A partir dos resultados obtidos, são elaborados modelos e regras para o comportamento social.
  • Análise de opiniões: também conhecida como opinion mining o sentiment analysis, define os métodos pelos quais é sondada internet para observações sobre opiniões e sentimentos dos usuários. Os dados obtidos desta forma são utilizados ​​para identificar as opiniões dos usuários sobre temas específicos, eventos e personalidades. Também permite processar automaticamente os pedidos dos clientes e resolvê-los de acordo com as necessidades individuais.
  • Atendimento ao cliente (telefone, web) e assistentes digitais: neste campo, os desenvolvimentos da AI ​​desempenham um papel fundamental. Especificamente, o software de reconhecimento de fala trabalha com inteligência artificial.
  • Algoritmos de pesquisa: a inteligência artificial é um dos muitos componentes com os quais os algoritmos de pesquisa são optimizados. A sua importância para o posicionamento dum site nos resultados dos motores de pesquisa (ranking) está a crescer constantemente.
  • Os crawlers: são utilizados, entre outras coisas, pelos motores de pesquisa para procurar informações na internet. Com base nessas informações, é criado um índice. Um crawler aprende dos exemplos e, portanto, tem a capacidade de obter conclusões apropriadas.

Os algoritmos de aprendizagem (programas que permitem que máquinas aprendam novas funções e comportamentos através da interação com o ambiente) são cada vez mais precisos, funcionais e poderosos; muitos laboratórios e centros académicos em todo o mundo estão a desenvolver novos modelos para a criação de redes neuronais artificiais que reproduzem o funcionamento do cérebro humano.

Alcançar uma máquina dotada duma verdadeira e funcional inteligência artificial (algo bem perto da AI Forte) é o objectivo primário dos maiores centros de pesquisas internacionais e das grandes corporações. Os investimentos são enormes, pelo que é inevitável a obtenção de resultados “importantes” no futuro. E aqui volta a pergunta inicial: inteligência artificial para quê?

Prós

Os apoiantes da AI individuam algumas áreas nas quais a inteligência artificial poderá trazer grandes vantagens: 

Novos empregos e oportunidades de emprego
As novas tecnologias podem criar novos empregos, são valiosas porque geralmente implicam um crescimento económico. Todos os especialistas concordam que a tecnologia da AI terá um forte impacto no mercado de trabalho. Uma comissão da Universidade de Stanford analisou a inteligência artificial com as suas perspectivas futuras e chegou à conclusão de que ainda não é possível estimar se os efeitos sobre o mercado do trabalho serão positivos ou negativos. Certamente, muitas pessoas não serão capazes de sustentar-se apenas com um emprego: por esta razão, os promotores do rendimento mínimo garantido consideram a tecnologia da inteligência artificial como uma ótima oportunidade; o modelo do trabalho tradicional, pago por horas, poderia ser superado em breve. De acordo com o fundador da Tesla Motors, Elon Musk, uma das maiores vantagens da inteligência artificial será a criação de mais tempo livre para as pessoas.

Conforto
Os promotores de AI veem as oportunidades da AI mesmo no conforto que cada inovação tecnológica implica para a vida diária das pessoas. Isso refere-se tanto aos carros com condução autónoma quanto aos softwares de tradução: esses desenvolvimentos irão trazer uma grande redução das tarefas para os consumidores.

Nível excepcional de desempenho
Também nas tarefas de uso comum, a AI mostra vantagens consideráveis, se não ainda maiores. Além disso, em comparação com os seres humanos, as máquinas têm uma menor taxa de erro e a sua capacidade em termos de desempenho é enorme. Especificamente no sector de saúde e da justiça, a natureza multifacetada das máquinas inteligentes é considerada muito promissora. Embora os especialistas não esperem que os juízes sejam completamente substituídos pela tecnologia no futuro, a inteligência artificial ainda poderá ajudar a reconhecer o padrão de um processo de forma mais rápido e chegar a conclusões objectivas.

Vantagens económicas
Claro que a tecnologia também promete um grande lucro para os setores económicos envolvidos. A Federação Internacional da Robótica (IFR) prevê que até 2019 em todo o mundo 42 milhões de robôs serão vendidos, criando um volume de negócios de 22 bilhões de Dólares. Por outro lado, um estudo do Bank of America Merrill Lynch estima que o volume de negócios da indústria da AI ​​aumentará em mais de 150 bilhões em 2020. A inteligência artificial poderia levar a um considerável impulso económico no setor da tecnologia da informação e das realidades próximas do sistema produtivo. Desta forma também provocaria um aumento geral do bem-estar.

Projetos futuristas
Para acabar, a inteligência artificial representa mais um passo do estímulo natural da descoberta típico dos seres humanos: assume-se que com o progresso da tecnologia, os campos de aplicação da inteligência artificial também aumentarão.

Medicina
Alguns exemplos no campo médico. Na conferência Wired Health, alguns especialistas do sector apresentaram o seus ponto de vistas.

A criação dum perfil de um paciente com dados provenientes dos registros médicos, bem como dos sensores portáteis e ambientais, permite o processamento de um tratamento personalizado, com ganho para o paciente. É também reduzido risco clínico e o uso de recursos desnecessários. Os dados recolhidos podem ser usados ​​para uma análise de perspectiva, o machine learning permite conhecer melhor uma população e apoia o médico na fase da tomada de decisão.

Paolo Poggi, chefe do Serviço Central de Diagnóstico por Imagem da ICS:

Eu acredito que uma combinação de inteligência artificial e inteligência humana seja vencedora. As máquinas nos ajudam a identificar lesões precancerosas, estão a começar a nos fornecer informações. Estamos a trabalhar num modelo de treino incremental, recursivo e com auto-aprendizagem. Objectivo é, graças à inteligência artificial,identificar lesões que de outra forma poderiam nos escapar.

Até aqui as vantagens representadas pela aplicação da AI: mas há também um lado mais “obscuro”.

Contras

Não apenas panoramas cor de rosa, há também os contras. Especialistas de renome como o físico Stephen Hawking ou o ícone do
Silicon Valley, Elon Musk, alertam sobre os perigos da inteligência artificial. 

Também os riscos podem ser divididos em áreas:

Inferioridade do ser humano
Um perigo hipotético que muitos temem, e que muitas vezes foi assunto explorado pela ficção científica, é o desenvolvimento duma chamada “super inteligência”: esse termo indica uma tecnologia que consegue optimizar-se de forma autónoma para se tornar independente da humanidade que a criou. A relação entre seres humanos e essa tecnologia com uma inteligência superior poderia, portanto, ser problemática; no final, o ser humano poderia até ser subjugado pela tecnologia, ou pelo menos esse é o medo dos céticos. Mas a hipótese de inteligência artificial ser deliberadamente maligna é quase excluída pelos pesquisadores. O risco real é, em vez disso, que uma inteligência artificial tão competente possa tornar as suas actividades completamente autónomas, o que poderia de algumas formas ser prejudicial para a humanidade. Se e quando tal perda de controle sobre a tecnologia ocorrer, ainda não está claro: por enquanto não passa duma especulação.

Vício em tecnologia
Outros céticos veem os riscos da inteligência artificial não tanto na inferioridade geral, quanto numa crescente dependência dos seres humanos dos sistemas tecnológicos. Por exemplo no campo dos suprimentos médicos, onde o uso dos robôs de assistência já está a ser testado: de acordo com os críticos, o ser humano torna-se cada vez mais um objecto protegido pelos sistemas tecnológicos. A pessoa corre o risco de desistir da sua privacidade e da autodeterminação. Esses escrúpulos não são reservados apenas ao campo da medicina, mas também visam a vigilância de vídeo suportada pelo AI e os algoritmos inteligentes na rede.

Privacidade e difusão de energia
Os algoritmos inteligentes são capazes de processar dados de forma mais eficiente: boas notícias, especialmente para o comércio na internet. Mas de acordo com os críticos, o desenvolvimento do processamento de dados que usa as tecnologias AI é cada vez mais difícil de entender e monitorizar. Em vez disso, apenas empresas e especialistas teriam o controle, graças às habilidades técnicas de que precisam. Na verdade, isso não representa um risco exclusivamente ligado à inteligência artificial, mas também é parte dos desafios gerais da era digital. Mas, dadas as incríveis habilidades mostradas pelas tecnologias AI, as vozes dos críticos certamente aumentarão em número e volume.

Bolha de filtragem e percepção seletiva
O ativista da rede Eli Pariser indica as chamadas “bolhas de filtragem ou de informação” como novos riscos da inteligência artificial. A preocupação é que se os algoritmos controlam os conteúdos propostos ao usuário, levando-o a mudar o comportamento com os chamados “conteúdos personalizados”, então a sua visão do mundo está destinada a diminuir cada vez mais. A opinião dos especialistas céticos é que as tecnologias AI estimulam a percepção seletiva e, desta forma, reforçam uma crescente “distância ideológica entre os indivíduos”. Um estudo da Microsoft publicado em 2016 analisa o distanciamento mental que é criado com relação à possibilidade de acesso à informação e que é devido às bolhas de filtragem. Os resultados que surgiram, no entanto, relativizam esse risco dado pela inteligência artificial: o estudo indica que existem problemas semelhantes mesmo no jornalismo tradicional e a influência das novas tecnologias até agora foi documentada de forma insignificante.

Influência e formação de opinião pessoal
Além disso, os críticos acusam as tecnologias AI de poder manipular deliberadamente a opinião pública. Um dos motivos dessas declarações é dado pelas tecnologias que conhecem os seus usuários no menor detalhe, bem como o uso de Social Bot que influenciam o que as pessoas pensam. De acordo com as críticas, com o crescimento da inteligência dessas tecnologias, o risco dum condicionamento de opinião torna-se cada vez maior.

Tecnologia de armas
Outro risco notável da inteligência artificial refere-se ao seu uso em conflitos armados. Em 2015, centenas de pesquisadores de AI ​​e cientistas membros da FLI alertaram contra os sistemas de armas autónomos. Entre os signatários do protesto estavam Stephen Hawking e Elon Musk, mas também o co-fundador da Apple Steve Wozniak e co-fundador da DeepMind Demis Hassabis. Numa carta aberta, eles exigiram a proibição das tecnologias armadas baseadas ena AI que, em breve, poderiam ser postas em prática “sem um sério controle humano”. Uma combinação letal formada por inteligência artificial de um lado e de guerra, corrida de armamentos e ameaça nuclear por outro.

Mercado de trabalho
Os riscos discutidos e representados pela inteligência artificial em relação ao mercado de trabalho envolvem principalmente a redução dos empregos. Os céticos temem que a tecnologia AI possa tornar os seres humanos cada vez mais supérfluos.

Algoritmos discriminantes
Comparados aos humanos, a tecnologia geralmente fornece resultados mais neutros, uma das muitas vantagens da inteligência artificial. No entanto, a tecnologia AI vai mais longe, mostrando cada vez mais preconceitos em relação ao género ou origem das pessoas: em pouco tempo o chatbot Tay a da Microsoft aprendeu a utilizar uma linguagem racista, as tecnologias de segurança classificam o “bairro negro” como bairros arriscados e algumas plataformas de publicidade apresentam ofertas de trabalho melhor pagas aos usuários do sexo masculino. O problema é amplamente conhecido, ao ponto que o British Standards Institute decidiu publicar uma versão revisada das diretrizes éticas para robôs. No entanto, estas são difíceis de aplicar no nível tecnológico.

Quem desenvolve os desenvolveres da AI?

Portanto: até hoje podemos ver apenas pequenas aplicações que exploram os princípios da AI, no futuro as coisas serão mais abrangentes e a Inteligência Artificial pode melhorar o nível de vida do ser humano (apresentando novas problemáticas também). Se for verdade que até hoje o Homem conseguiu viver sem AI, é também verdade que a introdução dela na nossa sociedade pode aportar significativas melhorias. O Homem conseguiu viver ao longo de dezenas de milhares de anos sem internet, sem computador, sem telemóvel, sem energia eléctrica: mas agora tudo isso existe e representa um forte benefício.

Voltando a falar de trabalho, pensamos na quantidade de actividades perigosas e nocivas que poderiam ser desenvolvidas por robot, de forma a poupar saúde e vidas. Doutro lado, é também verdade que os robot poderiam ser utilizados para substituir os trabalhadores humanos lá onde não é preciso, só por uma questão económica. Mas este não é um problema de Inteligência Artificial, é um problema de espécie humana: é ela que determina o percurso da AI assim como as suas aplicações. Será o Homem que tornará a AI uma mais valia ou um problema do ponto de vista do trabalho.   

Exemplo prático: é destes dias a notícia segundo a qual uma viatura “inteligente” (sem condutor) atropelou mortalmente um peão que atravessava a estrada na Arizona. Foi o segundo acidente do carro na mesma zona, só que desta vez houve um morto. Culpa da inteligência artificial ou de quem pôs uma máquina a circular quando ainda não estavam satisfeitas todas as condições de segurança? A resposta é óbvia.

Ipse dixit.

Fontes: UIC Today, Wired Health, The New York Times, Stanford University: Artificial Intelligence and life in 2030 (documento Pdf, inglês), Future of Life, The Guardian.

10 Replies to “Para que seve a inteligência artificial?”

  1. Como creio que isso será mais uma criação sem critérios de nenhuma espécie, temo que nos transformaremos numa sociedade de dondocos, fofoqueiros e poetas toscos. Não teria nada contra se a intenção fosse colocar essa tecnologia num patamar semelhante a inteligência humana, como uma inteligência condicionada, mas isso não se dará. Será que nos canais de TV assistiremos debates sobre Guerra e Paz ou sobre Ulysses ou outro clássico? E tendo mentes obsoletas, o que nós restará? Onde atuaremos preponderantemente? Estas questões me trazem a mente a incapacidade que muitos têm de fazer contas sem calculadora. Me parece que cada dia mais nos tornaremos descartáveis. Pelo menos assim será em relação ao nosso cérebro.

  2. Pesando prós e contras, só vejo vantagens para as urgências dos poderes de dominação e controle. Para o refugo (nós) o que está a servir, em matéria de tecnologia, caminha num outro sentido.
    1. Que tecnologias seria oportuno desenvolver para a sobrevivência dos milhões de habitantes dos campos de refugiados de guerra e escassez localizada e produzida do mundo?
    2 .Quais as ideais para os milhares de agricultores sem terra, acampados debaixo de lona preta, sob o sol inclemente de muitos brazis?
    3. E para o sub-mundo dos migrantes que se escondem nos buracos da Europa, disputando espaço com ratos?
    4. E para os milhões que sobrevivem nos escombros das suas cidades arrasadas pelas bombas e/ou nas terras devastadas pelo uso e abuso das corporações?
    5. E para nós que vemos nosso mundo, dia a dia, escapar de nossas mãos para as dos "privados", e logo logo, além de tudo que já compramos, compraremos também água, ar, espaço de viver; isso sem ter como adquirir?
    6. E, principalmente, que tecnologias emocionais teria de fazer parte de nós mesmos, para acabar com esse teatro macabro que nos mantém sob servidão voluntários?
    A bem da verdade, tudo vai sendo feito conforme o figurino, já que a sobrevivência do refugo é o que menos interessa, enquanto continuamos aprendendo sobre AI, como se isso fizesse parte dos nossos interesses.

    1. Olá Maria
      1-6=nada
      É só um tema aqui colocado, mas:
      "A bem da verdade, tudo vai sendo feito conforme o figurino, já que a sobrevivência do refugo é o que menos interessa, enquanto continuamos aprendendo sobre AI, como se isso fizesse parte dos nossos interesses".
      É um tema colocado pelo Max, é algo para saber é o que "ideólogos" pretendem e só.

      O refugo é o que faz funcionar tudo, toda a gente tem a sua função e o seu direito estabelecido na carta dos direitos do homem/"ser humano".

      Refugo! É quem aí é está ilegitimamente no poder baseado em nada a não ser desinformação, justiça subornada etc… que se baseiam num triplex de 2a categoria(factos palpáveis=zero, presunção de culpa, ou inocência aí funciona ao contrário!).
      A Marielle já foi, agora foi Paulo Teixeira:
      https://www.publico.pt/2018/03/20/mundo/noticia/vereador-assassinado-a-tiro-no-brasil-uma-semana-depois-da-morte-de-marielle-franco-1807433/amp

      A união europeia: já reagiu timidamente e vai reagir outra vez.
      Xi Jimping quer o vosso odiado molusco ou alguém da mesma linha, Ciro no poder já para este ano etc…
      É só procurar na Internet e no jornais oficias da China em inglês.
      Enquanto isso o refugo que se acha aristocrático vai privatizado e vendedo ou oferecendo.
      Com isso tudo e o que familiares me contam a AI deve ser "importantíssimo" sarc/off

      nuno

  3. Faltará sempre algo, a consciência. A única "instrução" capaz de tomar decisões, sem que seja ditada pelo programador.
    Em breve T-800 será um conto para crianças.

  4. O problema não é AI, é mais quem a cria, engenheiros/técnicos/medicos etc?
    Ou quem dá as directivas a esses engenheiros? Algum produto na berra hoje em dia não é desenhado só pela parte dos inventores/engenheiros,esses são os melhores, mas já predeterminados ou condicionados por marketing e publicidade, decidido sem "conhecimento" sim consentimento da administração (nem percebem, querem é lucro e isso percebem), bom marketing e relações publicas é quem dita quase tudo.

    exemplo no fim do sec XIX/inicio XX:
    Edison(dono e bom em marketing e relações publicas para o qual trabalhavam engenheiros/técnicos)e Tesla(engenheiro "maluco", que se rebelou contra Edison, mas sem ele não existiria corrente alterna, tão cedo) por exemplo.

    Algoritmos discriminantes? basta ler: ("em pouco tempo o chatbot Tay a da Microsoft aprendeu a utilizar uma linguagem racista, as tecnologias de segurança classificam o "bairro negro" como bairros arriscados e algumas plataformas de publicidade apresentam ofertas de trabalho melhor pagas aos usuários do sexo masculino.")
    O mesmo se passou no Twitter a AI ficou igual, com quem aprendem, com quem os usa?
    outra pequena analogia:
    O Facebook: o problema não será o Zuckerberg um jovem em si, que ocupou um nicho vazio com outros que inclusive disseram que nem nos piores pesadelos a coisa ficou o que ficou.

    Ex-Facebook Executive Chamath Palihapitiya: Social Media Is 'Ripping Apart' Society | CNBC:
    https://youtu.be/MakEIlvlyfE

    Chamath Palihapitiya “You are programmed":
    https://youtu.be/d6e1riShmak

    pérolas do passado recente:

    https://www.theguardian.com/us-news/2015/dec/11/senator-ted-cruz-president-campaign-facebook-user-data

    https://www.politico.eu/article/leave-eu-anti-political-campaign-brexit-referendum-uk-eu-reform/

    Em 2015 já se sabia, depois muito mais e agora parece que é uma grande novidade!?

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Cambridge_Analytica
    e outras…

    nuno bem desoganizado

  5. A definição de IA, no inicio do texto, parece-me pouco precisa. Eu diria que IA será quando os 'Agentes Artificalmente Inteligentes' forem capazes de evoluir por eles próprios.
    Com as novas gerações de processadores neuromórficos, cada vez mais sofisticados, prevê-se que dentro de 20 anos ou talvez menos as maquinas poderão atingir um estatuto de independência. Tentar parar isto será com alguém disse: 'Tentar parar o oceano com as mãos'.
    Na minha opinião, a perda de controle sobre a tecnologia é uma inevitabilidade e quando isso acontecer a questão do poder será naturalmente colocada.

    1. Define a Wikipedia: 'Até meados de 1965 não havia nenhuma previsão real sobre o futuro do hardware quando Gordon E. Moore, fez sua profecia, na qual o número de transistores dos chips teria um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. Essa profecia tornou-se realidade e acabou ganhando o nome de Lei de Moore.'
      Hoje, está iminente colapso da Lei de Moore (Gordon Moore-Intel) por força dos novos processadores que estão a surgir. O período de 18 meses dará lugar a outro muito mais curto. Isto significa um crescimento da capacidade de processamento artificial a tender para o infinito, como aliás é o andamento de qualquer função exponencial.

  6. Acompanho teu pensamento Krowler. E fico imaginando se com toda independência a máquina se tornará empática. Será que ela se colocará na posição humana e compreenderá nossas idiossincrasias?

Obrigado por participar na discussão!

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