Super-Vírus

O tempo de leitura estimado deste artigo é de 4 minutos

Fechamos (só temporariamente) a Departamento de Saúde mas desta vez sem falar de vacinas.

Hã dois-três anos começou uma campanha de virologistas e jornalistas ligado ao mundo da saúde, todos alinhados e compacto em alertar a população contra o risco de possíveis combinações entre as diferentes estirpes de vírus da gripe que podem infectar um organismo por via aérea, (muito contagiosos mas de baixa mortalidade), e vírus mais contagiosos, mas mais letais, tais como a gripe aviaria (ou H1N1).

O risco maior: a Quimera, algo de muito contagioso e ao mesmo tempo alta letalidade. Enfim, um espectáculo de vírus.

Na verdade a coisa soava um pouco ridícula: uma coisa destas pode acontecer, como no caso da Gripe Espanhola, mas não é possível prever como e quando porque a Natureza opera segundo leis, as próprias leis.

O que, doutro lado, é bastante aborrecido: porque raio temos que esperar que a Natureza decida criar um super-vírus, capaz de infectar e matar milhões, de forma rápida e eficiente? Não seria possível criar isso num tranquilo laboratório e depois bater as palmas? E, na minha óptica, nesta altura não seria mal considerar um Prémio Nobel também, da Medicina ou da Paz.

Até que enfim: a gripe mortal

E, queridos Leitores, eis a boa notícia.

Com cinco modificação genética, cientistas (???) liderados pelo virologista Ron Fouchier no Erasmus Medical Centre de Roterdão, Holanda, alcançaram uma variante do vírus da gripe aviaria que pode transmitir-se de forma fácil e rápida a milhões de pessoas para desencadear uma pandemia real.

A elevada capacidade de difusão tem sido demonstrada através de experimentos realizados em furões e verificou-se que se o vírus sair de laboratório, a pandemia seria capaz de matar 50% da população mundial.

Dito entre nós, a esmagadora percentagem de 50% parece um bocado exagerada, um bom fruto das exigências jornalísticas. Mas seja 50% ou 30% ou 10%, temos que admitir: criar um vírus assim é sempre uma satisfação.

E a satisfação é ainda maior porque este era um resultado procurado há alguns tempos.

Anos de esforços

2005: Espanhola

O Mount Sinai School of Medicine, o Armed Forces Institute of Pathology e o Southeast Poultry Research Laboratory são as organizações que tomaram parte no projecto para devolver a vida ao mortífero vírus da Grande Gripe, que entre 1918 e 1920 matou pelo menos 20 milhões de pessoas no mundo.

O vírus da Espanhola tinha sido encontrado num cadáver congelado perto do Árctico. Obtida a estirpe do original do vírus, mapa-la não foi uma operação muito complexa.

2009: teste da disponibilidade das vacinas

É assim: uma operação estratégica precisa dum teste.

Dois anos atrás, com o ridículo vírus da gripe suína, a população mundial foi colocada perante a ideia duma vacinação em massa, com base voluntária e consensual, mas sempre sob a pressão da acção terrorista de televisões, rádio e jornais.

A resposta foi parcialmente positiva, mesmo que centenas de milhares, talvez milhões de pessoas decidiram informar-se, alertadas por uma vacina criada e aprovada depressa, para combater uma pandemia mortal só na televisão.

Inclusive, o teste conseguiu arrecadar uns bons dinheiritos para os cofres das casas farmacêuticas e dos políticos ligados à operação.

2009: Baxter

Há dois anos, a empresa farmacêutica Baxter enviou um lote de vacinas anti-gripe infectadas com o vírus da H1N1. Foi só por um milagre que não aconteceu a tal combinação letal de gripe comum e Gripe H1N1, só por milagre não foram abertas as portas duma nova Espanhola

O milagre foi um pesquisador da República Checa ter experimentado antes a vacina nos ratos e não logo nos humanos.

Um milagre ou um azar, pontos de vista.
Para os ratos foi um azar, pois morreram todos.
Para nós foi um milagre.
Para a Baxter não sabemos.

 A propósito: a casa farmacêutica admitiu o erro. Foi por causa dum erro que os vírus conseguiram misturar-se com as vacinas.
Responsáveis? Não há.

Justo, todos os pesquisadores sabem que é difícil lidar com estes vírus da gripe: saltam, correm, partem tudo, nunca param. Não admira alguns deles terem conseguido esconder-se nos frascos das vacinas. E fugir aos controles também.

2009: Ucrânia, teste em área delimitada

Pouco tempo depois, explodiu na Ucrânia e Bielorrússia um surto influencial de alta mortalidade, a chamada Black Lung Syndrome ou Síndrome do Pulmão Preto, uma patologia pulmonar que apresentava alguns factores em comum com a Gripe Espanhola, incluindos os “pulmões pretos como o carvão,” de acordo com os médicos testemunhas oculares.

Foi o resultado da combinação de três vírus diferentes de três estirpes diferentes, algo que não acontece facilmente. Mas em 2009 os vírus pareciam capazes de fazer tudo e mais alguma coisa.

Falou muito pouco no Ocidente desta Síndrome, mas os problemas não faltaram, com escolas fechadas, hospitais em graves dificuldades, médicos infectados, rápido efeito contagio com proibição de reuniões nas ruas, racionamento de medicamentos e ameaças de impor leis de emergência.

Só para não esquecer.

Ipse dixit.

Fonte: Informazione Scorretta

23 Replies to “Super-Vírus”

  1. O mais impressionante nessa tal H1N1 é que só o tal remédio Tamiflu é que surte efeito.
    Minha dona teve que tomar, o médico deu duas alternativas: tomar Tamiflu ou morrer, não existia uma terceira alternativa, é tudo muito rápido e altamente suspeito.

  2. Olá Burgos!

    Pois, "é tudo muito rápido".
    As normais vacinas demoram anos antes de ser apresentadas aos mercados. Anos de pesquisa, de testes, de ensaios clínicos.

    No caso da H1N1 tudo foi muito rápido: em tempo de recorde, estaca disponível a vacina. Anos de pesquisas condensados em poucas semanas. Com resultados fantásticos: uma vacina activa ao 100% e sem importantes contra-indicações.

    Ao lado dela, o Tamiflu, um produto em circulação desde 1999. Uma gripe "nova" combatida por uma fármaco "velho"? Sim, pode acontecer e nem seria tão esquisito.

    Mas porque não é explicado que o Tamiflu já não é eficaz no 99.6% dos casos por via da resistência adquirida pelo vírus H1N1?

    E esta não é uma afirmação minha, mas do CDC, Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos.

    E porque esta notícia, publicada originariamente no site da ABC News, agoira não está disponível nem nos arquivos? Simplesmente desapareceu.

    Eis o texto original:
    "According to the CDC, oseltamivir is not very effective in the 2008 seasonal H1N1 virus anymore due to acquired resistance in 99.6% of all 2008 seasonal H1N1 strains, up from 12% in 2007-2008 flu season"

    Gostaria que alguém esclarecesse estes pontos. Afinal não sou médico e gostaria de entender.

    Abraço!!!

  3. Ora, ora, Max!! Que pergunta!!
    Outro dia falavas das lâmpadas. Algo parecido se passa com os remédios das grandes farmacêuticas, oriundos das "grandes pesquisas", aqueles, com "garantia de qualidade", que ninguém se pergunta de que.A qualidade em questão aplica-se ao fato de não curar, mas prolongar o estado de "adoecimento", de forma que prolonga-se a necessidade da administração do produto. Se o doente logra a cura, médicos e fármacos estão de parabéns, quando na verdade o organismo do paciente reagiu, nunca se saberá ao certo porque nem exatamente como. Se continua doente, ótimo, enquanto há vida há esperança, diriam os portugueses; não tá morto quem peleia, diriam os gaúchos. Se morreu, a ciência precisa continuar com a nobre missão de torturar animais para encontrar o perfeito equilíbrio entre fazer viver e deixar morrer os animais humanos.
    Abraços

  4. Max

    Os médicos dizem que quando um novo vírus pandêmico, como o H1N1, é introduzido na população, em cerca de um ano, dependendo do país, ele toma o lugar do vírus sazonal, dizem também que é a história natural da virologia.
    Não querendo ser paranóico, mas eles sempre utilizam a palavra "introduzido".

  5. Eu na minha "santa loucura", penso que eles lançam isso como estudo e fazem da população suas cobaias.
    estamos numa época "instantânea", não há mais tempo de estudos demorados. A maioria dos estudos farmacológicos são patrocinados pelos grandes laboratórios, então quem dita as regras são os megaempresários e não mais os cientístas.
    Então como podemos concluir, nossa saúde está dependente do capitalismo, e o mais impressionante que vejo nisso tudo, são os "ambientalistas" que promovem o "salvar vidas" no planeta, desviam a atenção da (como diz o Voz) manada para baleias, lagartixas, tubarões, mico leão dourado, enquanto essas megacoorporações estão a nos extinguir. São usados como fantoches e nós como cobaias.

  6. Só uma coisa: PUTA QUE PARIU!!! Por que eu fui ter filhos???

    A forma que as elites nos tratam pior que gado beira ao ridículo!

    Não somos nada diferente dos plebeus moribundos de lepra olhando pacificamente os soldados dos reis estuprando as próprias esposas…

    Ontem passou um filme ridículo, o 007 Quantum of Solance… holliwood e besteiras à parte, quando filmam os Haitianos e os Bolivianos pacificamente se FUDENDO por causa do desejo de um francesinho de MERDA… deu uma raiva… vendo aquele enredo fictício imitando a realidade…

    Estou farto…

  7. Ricardo
    Mas o que nós somos a mais que qualquer tipo de Gado?

    Os pastores(elites), vão optimizando as formas de nos tornarem mais produtivos, vão dando uns caramelos(internet, tv, dinheiro, plasmas de 24 polegadas),para melhorarem a nossa moral, para no fim de tudo nos tornarmos mais produtivos.

    Por falar em guiões de Hollywood em parte ridículos mas espelham bem a raça humana, veja Soylent Green .

    saudações

  8. Olá BURGOS: teus comentários estão valendo posts, beleza conterrâneo!

    Olá Ricardo: Não leva a mal o meu pitaco, mas me parece que tu vais ficar "farto" em qualquer lugar do mundo, não? Que tal re inventar teu mundo, sem mudar-te do mundo que é teu, para não te fartar seguidamente!?

  9. Maria

    Acho que o Ricardo ainda está no estágio de se espantar com tudo isso, é como a cantora Maísa quando cantava "Meu mundo caiu".

    Me desculpe Ricardo, já falei isso e vou falar de novo, tu não deve estar bem contigo mesmo, então tu direcionas isso para outras coisas.
    Calma meu amigo, nesse mundo quanto mais farto tu fica, mais tu se afunda, quanto mais desespero mais insolúvel parece o problema.
    Relaxa e segue o conselho da Maria.

    Se sinta abraçado e consolado por este cão que te tem como amigo

  10. Fada

    Provavelmente deve ter vindo para o Brasil também, hehehehehe
    Será isso a tal gripe A que inventaram e dê-lhe Tamiflu?????

    hehehehehe

    Isso é pra enlouquecer a cabeça da gente.

  11. Deram um tempo pra esquecer um pouco e vai começar de novo. Mas, como muita gente não acreditou e a tal pandemia "decretada" pela onu(minusculas mesmo) não sutiu o efeito desejado nas mortes, só nos bilhões arrecadados, desta vez vai vir pior e vão primeiro deixar morrer bastante para que peçam para ser decretada a pandemia, senão vai ser uma pândega.Feito isso os big pharma vão arrecadar muito mais e ainda serão mais ouvidos depois.

  12. Ah!! não se esqueçam de remédios muito eficazes contra a gripe… alho e cebolas cruas ainda são o melhor desinfetante das vias aéreas(as nossas) e como o virus é de espécie nova devido (ao caso de amor)a nova geração hibrida sera de virus com pouca ou nenhuma informação sobre um remédio letal(pra eles)mas muito eficaz até hoje, tão antigo que até nós nos esquecemos dele, a PRATA COLOIDAL que lá nos EUA estão ciando empecilhos para os usuarios comprarem seus bastões de prata para produzirem seu próprio remédio. Eles estão de olho em tudo. Mas se estivermos prevenidos acho que escapamos dessa de novo. Aguardem o próximo capítulo de PANDEMIA II.
    Abraços a todos

  13. Olá Senam: que história é essa de prata coloidal que eu não sei nada de nada? De cebola e alho; mel, guaco e agrião, eu entendo, mas de bastão de prata, nada. Podes me orientar?
    Abraços

  14. Olá Max e todos: mas esta entrevista com a médica Ghislaine Lanctot é boa barbaridade (traduzindo…muito , muito boa mesmo).
    Max, vai lá dar uma olhadinha. Afinal, hoje é sábado, e não estás fazendo nada mesmo na Madeira. Abraços

Obrigado por participar na discussão!

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